{"id":10694,"date":"2023-12-04T15:56:40","date_gmt":"2023-12-04T18:56:40","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=10694"},"modified":"2023-12-08T17:41:07","modified_gmt":"2023-12-08T20:41:07","slug":"o-que-a-mobilidade-urbana-pode-fazer-para-mitigar-os-efeitos-do-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=10694","title":{"rendered":"O QUE A MOBILIDADE URBANA PODE FAZER PARA MITIGAR OS EFEITOS  DO AQUECIMENTO GLOBAL?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #339966;\"><strong><em>Por<\/em> Wesley Ferro Nogueira, economista e secret\u00e1rio-executivo do Instituto MDT<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Enfrentamos um processo cont\u00ednuo e acelerado de aquecimento global e at\u00e9 mesmo os<br \/>\nnegacionistas t\u00eam sentido na pele, literalmente, o aumento da temperatura no planeta e a<br \/>\nocorr\u00eancia cada vez mais frequente de eventos extremos, como secas, inunda\u00e7\u00f5es,<br \/>\nderretimentos de \u00e1reas polares, etc. As temperaturas elevadas n\u00e3o s\u00e3o mais exclusividade<br \/>\napenas das regi\u00f5es localizadas abaixo da linha do Equador, mas tamb\u00e9m est\u00e3o castigando pa\u00edses onde o clima era muito mais ameno e caracterizado por esta\u00e7\u00f5es muito bem definidas.<\/p>\n<p>Aqui, no Brasil, por exemplo, estamos praticamente restritos a duas esta\u00e7\u00f5es do ano: uma muito<br \/>\nquente e outra n\u00e3o t\u00e3o muito quente, com a seca alcan\u00e7ando at\u00e9 mesmo a regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<br \/>\nO setor de transportes tem contribu\u00eddo de forma direta para o aprofundamento da crise de<br \/>\nmudan\u00e7as clim\u00e1ticas e de aquecimento do planeta, uma vez que o seu motor de impuls\u00e3o ainda<br \/>\n\u00e9 baseado em combust\u00edveis f\u00f3sseis respons\u00e1veis por grandes emiss\u00f5es de materiais poluentes,<br \/>\ncomo o di\u00f3xido de carbono (CO2). Segundo o F\u00f3rum Internacional do Transporte (ITF, sigla em<br \/>\ningl\u00eas), que integra a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), a<br \/>\n\u00e1rea de transportes representa 20% das emiss\u00f5es anuais de CO2 no mundo, com os autom\u00f3veis<br \/>\ncontribuindo com quase metade desse valor.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses e os seus governos centrais t\u00eam responsabilidade direta no enfrentamento dessa crise<br \/>\nglobal, seja assumindo efetivamente o cumprimento de metas pactuadas em acordos<br \/>\ninternacionais para a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, ou garantindo linhas de financiamento que possam<br \/>\nser direcionadas para priorizar e fortalecer os modais ativos, o transporte p\u00fablico e o fomento \u00e0<br \/>\nmudan\u00e7a da matriz energ\u00e9tica dentro da mobilidade urbana, substituindo combust\u00edveis f\u00f3sseis<br \/>\npor fontes limpas e renov\u00e1veis, mas com foco principal no atendimento do interesse coletivo.<br \/>\nNo Brasil, a Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) j\u00e1 aponta, desde 2012, quais<br \/>\ndeveriam ser as diretrizes visando \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as dos paradigmas em nosso modelo<br \/>\nde desenvolvimento para as cidades, que se concentrariam em tr\u00eas eixos principais: redu\u00e7\u00e3o do<br \/>\nprotagonismo do transporte individual motorizado dentro do espa\u00e7o urbano; amplia\u00e7\u00e3o e<br \/>\nfortalecimento dos modais ativos e reestrutura\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o dos sistemas de transporte<br \/>\np\u00fablico. Entretanto, mesmo com a receita j\u00e1 conhecida h\u00e1 11 anos, n\u00e3o avan\u00e7amos muito em<br \/>\ndire\u00e7\u00e3o \u00e0 uma mobilidade urbana sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A eletromobilidade \u00e9 um caminho irrevers\u00edvel dentro do processo de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es para a<br \/>\nmitiga\u00e7\u00e3o dos impactos do aquecimento global e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Entretanto, esse<br \/>\nnovo cen\u00e1rio n\u00e3o pode ser conduzido sob o vi\u00e9s do desenvolvimento focado apenas em novos<br \/>\nmodelos de autom\u00f3veis, com o incremento de uma diversidade de recursos tecnol\u00f3gicos, que<br \/>\nser\u00e3o ofertados e acess\u00edveis somente \u00e0 uma parcela privilegiada da sociedade, segregada por<br \/>\nseu alto n\u00edvel de renda e com capacidade de investimento independente do valor final do<br \/>\nproduto. A mudan\u00e7a da matriz energ\u00e9tica dentro da mobilidade urbana deve ser pautada por<br \/>\nprogramas de fomento com recursos p\u00fablicos e privados que, necessariamente, se concentrem<br \/>\nno financiamento dos sistemas de transporte p\u00fablico coletivo, promovendo progressivamente a<br \/>\ndescarboniza\u00e7\u00e3o de frotas de \u00f4nibus e ofertando alternativas para a redu\u00e7\u00e3o de custos na<br \/>\nopera\u00e7\u00e3o de sistemas sobre trilhos.<\/p>\n<p>Atualmente, j\u00e1 h\u00e1 um vasto card\u00e1pio de op\u00e7\u00f5es em discuss\u00e3o para viabilizar a descarboniza\u00e7\u00e3o<br \/>\nno setor de transportes, a partir da eletromobilidade, como o uso de baterias de l\u00edtio, h\u00edbridos,<br \/>\nc\u00e9lulas a hidrog\u00eanio, etc, ou mesmo os biocombust\u00edveis, como o nosso conhecido etanol, com<br \/>\nmenor produ\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es. Qualquer alternativa a ser implementada necessita<br \/>\nfundamentalmente da sua viabiliza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e financeira, por exemplo, para vir a ser<br \/>\nimplementada nos sistemas de transporte p\u00fablico, al\u00e9m da exig\u00eancia da obrigatoriedade de que<br \/>\na (ou as) tecnologia (s) definidas sejam parte integrante de uma cadeia produtiva que se baseia<br \/>\nintegralmente em processos produtivos alinhados com a descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aqui no Brasil h\u00e1 v\u00e1rias correntes que defendem o uso mais intensivo do etanol at\u00e9 mesmo<br \/>\ndentro dos sistemas de transporte p\u00fablico, a partir de modelos h\u00edbridos que combinariam o<br \/>\nbiocombust\u00edvel com motores el\u00e9tricos. Avalia-se que essa poderia ser uma das alternativas<br \/>\nfomentadas por linhas de financiamento de agentes p\u00fablicos, na perspectiva do fortalecimento<br \/>\nde uma atividade econ\u00f4mica nacional e sobre a qual j\u00e1 detemos conhecimento. Entretanto,<br \/>\nalgumas condi\u00e7\u00f5es deveriam ser consideradas como premissas no caso de uma decis\u00e3o para<br \/>\namplia\u00e7\u00e3o do investimento na fabrica\u00e7\u00e3o do etanol, como, por exemplo, a obrigatoriedade da<br \/>\nprodu\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar se basear no cumprimento rigoroso da legisla\u00e7\u00e3o laboral,<br \/>\nrespeitando os direitos dos trabalhadores, e n\u00e3o ser cen\u00e1rio da reprodu\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00e3o de<br \/>\ntrabalho an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00e3o incomum, por aqui, em v\u00e1rios setores.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que os combust\u00edveis f\u00f3sseis s\u00e3o fortes emissores de materiais poluentes que<br \/>\ncontribuem para o aquecimento global e que, por isso, precisam ser substitu\u00eddos. Nesse sentido,<br \/>\nconsiderando que o transporte individual motorizado n\u00e3o \u00e9 a refer\u00eancia dentro de um projeto de<br \/>\nmobilidade urbana sustent\u00e1vel em nenhum lugar do mundo, n\u00e3o basta apenas a substitui\u00e7\u00e3o da<br \/>\nmatriz energ\u00e9tica, mas \u00e9 necess\u00e1rio repensar o papel do autom\u00f3vel dentro do espa\u00e7o urbano,<br \/>\nmesmo que a sua energia motriz seja limpa, uma vez que devem ser priorizados os modais<br \/>\nativos e o transporte p\u00fablico, sendo que \u00e9 este \u00faltimo quem exerce um papel estruturador<br \/>\ndentro do territ\u00f3rio, servindo como eixo indutor do desenvolvimento socioecon\u00f4mico e<br \/>\ncontribuindo para reduzir as desigualdades.<\/p>\n<p>Aqui no Brasil, uma alternativa que se desenha como estrat\u00e9gia para o enfrentamento do<br \/>\naquecimento global seria com a institui\u00e7\u00e3o do Sistema \u00danico de Mobilidade Urbana (SUM),<br \/>\nproposta que o Instituto MDT apresentou inicialmente em 2017 e que agora conta com uma<br \/>\nestrutura definindo os seus fundamentos. O ambiente do SUM pode criar as condi\u00e7\u00f5es<br \/>\nnecess\u00e1rias, a partir de um arranjo e uma pactua\u00e7\u00e3o institucional interfederativa, para a<br \/>\nimplementa\u00e7\u00e3o efetiva de uma pol\u00edtica p\u00fablica de mobilidade urbana integrada, estabelecendo<br \/>\nmetas nacionais com indicadores claramente definidos, submetendo os entes ao cumprimento<br \/>\nde objetivos como, por exemplo, o aumento da participa\u00e7\u00e3o dos modais ativos e do transporte<br \/>\np\u00fablico na matriz modal de cidades e regi\u00f5es metropolitanas, ao mesmo tempo em que regula o<br \/>\npapel do transporte individual motorizado, contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o de externalidades<br \/>\nnegativas; com a fixa\u00e7\u00e3o de prazos e metas para a redu\u00e7\u00e3o de materiais poluentes dentro do<br \/>\nsetor de transportes, como o CO2, NOx e particulados, vinculando o acesso a novos recursos e a<br \/>\nmudan\u00e7a de patamar dentro do SUM ao alcance desses objetivos e com o estabelecimento de<br \/>\nfontes nacionais de financiamento e a fixa\u00e7\u00e3o de percentuais m\u00ednimos nas dota\u00e7\u00f5es<br \/>\nor\u00e7ament\u00e1rias dos entes federados para garantir o investimento em infraestrutura voltada aos<br \/>\nmodais ativos e aos sistemas de transporte p\u00fablico, al\u00e9m do custeio da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O SUM tamb\u00e9m pressup\u00f5e o fortalecimento da gest\u00e3o p\u00fablica para o aumento da capacidade<br \/>\nt\u00e9cnica de planejamento, execu\u00e7\u00e3o e acompanhamento da pol\u00edtica p\u00fablica; o fomento \u00e0<br \/>\npesquisa, visando ao desenvolvimento de tecnologias limpas que contribuam para a transi\u00e7\u00e3o<br \/>\nenerg\u00e9tica e valorizem a ind\u00fastria nacional; a inser\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o social como elemento<br \/>\nessencial de constru\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de mobilidade, al\u00e9m de patrocinar a<br \/>\ndefesa dos seus fundamentos centrados em uma l\u00f3gica sustent\u00e1vel; a constru\u00e7\u00e3o de um<br \/>\narcabou\u00e7o legal de suporte para criar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias visando apoiar estados e<br \/>\nmunic\u00edpios na ado\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de instrumentos de gest\u00e3o (j\u00e1 previstos na PNMU desde<br \/>\n2012, como a pol\u00edtica de estacionamento), que, ao mesmo tempo, em que regulariam a<br \/>\nparticipa\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel dentro das cidades e regi\u00f5es metropolitanas, tamb\u00e9m gerariam<br \/>\nrecursos novos para o financiamento dos modais ativos e do transporte p\u00fablico, entre outras<br \/>\npossibilidades.<\/p>\n<p>Por fim, merece destaque tamb\u00e9m que, mesmo reconhecendo a extrema urg\u00eancia na ado\u00e7\u00e3o de<br \/>\ninstrumentos que mitiguem os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e do aquecimento global, as<br \/>\nestrat\u00e9gias a serem adotadas no campo da mobilidade urbana n\u00e3o podem ser territ\u00f3rio para a<br \/>\nprodu\u00e7\u00e3o de mais desigualdade social, aprofundando ainda mais o fosso entre as camadas da<br \/>\npopula\u00e7\u00e3o e impedindo a universaliza\u00e7\u00e3o do direito de acesso \u00e0 cidade, principalmente dos<br \/>\nsegmentos mais vulner\u00e1veis, o que vai na contram\u00e3o daquilo que est\u00e1 expresso na Pol\u00edtica<br \/>\nNacional de Mobilidade Urbana e que seria a premissa b\u00e1sica do Sistema \u00danico de Mobilidade<br \/>\nUrbana (SUM).<\/p>\n<p>Imagem &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As estrat\u00e9gias a serem adotadas no campo da mobilidade urbana n\u00e3o podem ser territ\u00f3rio para a<br \/>\nprodu\u00e7\u00e3o de mais desigualdade social<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10695,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[52,7,41],"tags":[659,67],"class_list":["post-10694","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especialistas","category-mobilidade-urbana","category-ponto-de-vista","tag-aquecimento-global","tag-mobilidade-urbana","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O QUE A MOBILIDADE URBANA PODE FAZER PARA MITIGAR OS EFEITOS DO AQUECIMENTO GLOBAL? 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