{"id":1442,"date":"2019-03-08T10:25:00","date_gmt":"2019-03-08T13:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/vila8.com.br\/clientes\/autobus\/?p=1442"},"modified":"2021-06-23T11:21:28","modified_gmt":"2021-06-23T14:21:28","slug":"trolebus-opcao-em-eletromobilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442","title":{"rendered":"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste momento em que as discuss\u00f5es sobre qual o melhor modelo de \u00f4nibus urbano com tra\u00e7\u00e3o limpa para as cidades brasileiras pululam a forma\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o voltada para o desenvolvimento urbano e transporte p\u00fablico, uma vers\u00e3o bem conhecida do ve\u00edculo tem o seu contexto ambiental amplamente positivo e com uma viabilidade positiva comprovada, apesar de ser questionada por n\u00e3o apresentar efici\u00eancia em meio a falta de investimentos que possam lhe promover o desempenho e os ganhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua configura\u00e7\u00e3o combina o uso de uma energia renov\u00e1vel (a eletricidade vinda das hidrel\u00e9tricas) com um modelo de ve\u00edculo adaptado perfeitamente no cotidiano das cidades brasileiras e do mundo. De vantajoso, podemos destacar em sua opera\u00e7\u00e3o alguns fatos como n\u00e3o emitir qualquer g\u00e1s poluente, ser totalmente silencioso e proporcionar uma consider\u00e1vel redu\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia do uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<p>O tr\u00f3lebus surgiu no Brasil em 1949, sendo S\u00e3o Paulo a primeira cidade a adot\u00e1-lo como alternativa bem sucedida para um modelo de transporte limpo, livre da polui\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do pioneirismo, a capital paulista tamb\u00e9m foi a inspira\u00e7\u00e3o para que outras cidades pelo Pa\u00eds escolhessem o ve\u00edculo. Sua opera\u00e7\u00e3o paulistana foi pautada por novas ideias e conceitos apresentados como forma de proporcionar uma integra\u00e7\u00e3o entre os modais por meio de uma rede significativa, estruturante e capaz de atender uma demanda expressiva de passageiros. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um plano altamente inovador, com excelente car\u00e1ter para contribuir com a mobilidade e o melhor desenvolvimento da cidade, foi apresentado como uma solu\u00e7\u00e3o para os problemas de deslocamentos que come\u00e7avam a interferir na estrutura urbana da capital. Seu nome? SISTRAN, bem conhecido dos anais da hist\u00f3ria. Se colocado em pr\u00e1tica, esse projeto teria dado um conceito de modernidade ao \u00f4nibus naquela \u00e9poca, com vias segregadas, tecnologia de ponta e ve\u00edculos avan\u00e7ados.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, de l\u00e1 para c\u00e1, sua cronologia foi permeada pela falta de investimento e interesse das gest\u00f5es p\u00fablicas municipais que sucederam-se ao longo dos anos. E o que era para ser uma revolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o passou de um pequeno passo em dire\u00e7\u00e3o ao futuro da eletromobilidade coletiva. Hoje, o modal tem pequena participa\u00e7\u00e3o no sistema de transporte paulistano e \u00e9 fundamental no corredor metropolitano ABD, que liga a capital \u00e0s cidades de Santo Andr\u00e9, S\u00e3o Bernardo do Campo, Diadema e Mau\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Os 70 anos de tr\u00f3lebus no Brasil comemorados em 2019 v\u00eam a calhar para propormos uma reflex\u00e3o quanto \u00e0s suas vantagens e benef\u00edcios que poder\u00e3o ser expressivos na vida urbana. Dentre as suas caracter\u00edsticas, destacam-se a alta capacidade de transporte e a imagem de um modelo limpo, sendo reconhecido como op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel (tecnol\u00f3gica, ambiental e econ\u00f4mica) para a nova realidade dos sistemas de mobilidade urbana. Para a ascens\u00e3o do \u00f4nibus el\u00e9trico na atualidade, diversas configura\u00e7\u00f5es do ve\u00edculo aparecem como alternativa de mercado. Dentre os novos conceitos tecnol\u00f3gicos encontrados, destaque para o tr\u00f3lebus que incorpora um banco de baterias como tra\u00e7\u00e3o auxiliar para a opera\u00e7\u00e3o em locais onde n\u00e3o h\u00e1 a rede a\u00e9rea ou em per\u00edodos com a falta de eletricidade. Como se v\u00ea, a evolu\u00e7\u00e3o ainda acompanha esse tipo de \u00f4nibus.<\/p>\n\n\n\n<p>A revista AutoBus entrevistou Ieda Oliveira, diretora da Eletra, fabricante brasileira de \u00f4nibus el\u00e9tricos, e Roberto Berkes, engenheiro eletricista e coordenador do Grupo de Trabalho de \u00d4nibus El\u00e9trico\/Tr\u00f3lebus da UITP &#8211; Uni\u00e3o Internacional de Transportes P\u00fablicos para&nbsp;Am\u00e9rica Latina (LATAM), sobre um panorama vivido pelo modal e seu futuro no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Revista AutoBus<\/strong>&nbsp;&#8211; O tr\u00f3lebus \u00e9 visto como algo obsoleto no Brasil e Am\u00e9rica Latina? Caso sim, porque isso acontece?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ieda Oliveira<\/strong>&nbsp;&#8211; Infelizmente, sim! O tr\u00f3lebus \u00e9 sempre comparado com o \u00f4nibus a diesel e por depender da rede a\u00e9rea \u00e9 visto como um transporte obsoleto. Outros dizem que a rede deixa a cidade \u201cfeia\u201d, como se o emaranhado de fios desordenados que ocupa 98% das nossas vias n\u00e3o existisse. H\u00e1 um certo pr\u00e9-conceito e as pessoas n\u00e3o param para avaliar o sistema tr\u00f3lebus como uma solu\u00e7\u00e3o para o transporte sustent\u00e1vel, que traz benef\u00edcios econ\u00f4micos e operacionais para o sistema de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Roberto Berkes<\/strong>&nbsp;&#8211; A maioria das cidades no Brasil n\u00e3o tem mais v\u00ednculo com os sistemas de tra\u00e7\u00e3o el\u00e9trica convencionais, que foram os bondes e os tr\u00f3lebus. 11 sistemas de tr\u00f3lebus e uma grande quantidade de sistemas de bondes existiram em \u00e1reas urbanas entre as d\u00e9cadas de 1920 e 1960 (s\u00e9culo XX), principalmente nas capitais. Mas hoje, tanto a popula\u00e7\u00e3o como os empres\u00e1rios, n\u00e3o veem a tra\u00e7\u00e3o el\u00e9trica urbana como uma op\u00e7\u00e3o a ser adotada.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os mais leigos, os tr\u00f3lebus s\u00e3o obsoletos porque eles remetem aos sistemas que existiam no passado, muitas vezes associados \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de linhas de bondes, sem levar em conta o desenvolvimento tecnol\u00f3gico dos dias de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, sim, para as grandes massas, no Brasil e na Am\u00e9rica Latina, o tr\u00f3lebus \u00e9 obsoleto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AutoBus<\/strong>&nbsp;&#8211; O car\u00e1ter ambiental n\u00e3o \u00e9 suficiente para que sua imagem seja atrativa perante o poder p\u00fablico e o gestor de transporte?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ieda<\/strong>&nbsp;&#8211; N\u00f3s vivemos um momento de pouco estudo e muitos palpites. Do ponto de vista ambiental, tanto o tr\u00f3lebus quanto o el\u00e9trico puro (baterias), s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es importantes para reduzir as emiss\u00f5es, aumentar a efici\u00eancia e diminuir a depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Com certeza, se estudos de viabilidade t\u00e9cnica, econ\u00f4mica e ambiental estiverem presentes nas decis\u00f5es de pol\u00edticas p\u00fablicas, o tr\u00f3lebus ter\u00e1 o seu espa\u00e7o e sua atratividade, principalmente quando somado a tecnologia de baterias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaautobus.com.br\/uploads\/images\/2019\/03\/277-1552062699.jpg\" alt=\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade\" title=\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade\"\/><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><em><strong>Ieda Oliveira, da ELETRA<\/strong><\/em><\/pre>\n\n\n\n<p><strong>Berkes<\/strong>&nbsp;&#8211; O car\u00e1ter da prote\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 muito ignorado pelo poder p\u00fablico, pela maioria da popula\u00e7\u00e3o e de empres\u00e1rios, em todos os setores, incluindo energia e transporte. Ent\u00e3o, fica dif\u00edcil o convencimento de todos os benef\u00edcios no cuidado do tratamento do meio ambiente nestes v\u00e1rios setores. O poder econ\u00f4mico fala muito mais forte e todas as medidas de preven\u00e7\u00e3o, infelizmente, n\u00e3o tem o m\u00ednimo poder de mudan\u00e7a de conduta geral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AutoBus<\/strong>&nbsp;&#8211; Sabemos que sua viabilidade positiva \u00e9 comprovada aqui mesmo, com o exemplo do corredor ABD (regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo). Com condi\u00e7\u00f5es positivas de opera\u00e7\u00e3o (pavimento, exclusividade vi\u00e1ria, boa manuten\u00e7\u00e3o), \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar vantagens e benef\u00edcios?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ieda<\/strong>&nbsp;&#8211; O Corredor ABD \u00e9 um exemplo de sucesso, pois opera com uma frota predominantemente de tr\u00f3lebus e \u00e9 avaliado pelo usu\u00e1rio como o melhor sistema de transporte do Pa\u00eds. Se o sistema tr\u00f3lebus fosse ultrapassado ou problem\u00e1tico, o corredor ABD n\u00e3o teria uma avalia\u00e7\u00e3o t\u00e3o positiva. Hoje, com a evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia, os tr\u00f3lebus ganham mais flexibilidade. \u00c9 poss\u00edvel, com um pequeno banco de baterias, potencializar a efici\u00eancia e disponibilidade do sistema tr\u00f3lebus, dispensando a eletrifica\u00e7\u00e3o das garagens e garantindo a opera\u00e7\u00e3o dos tr\u00f3lebus nas situa\u00e7\u00f5es de falha na rede a\u00e9rea ou falta de energia. As tecnologias se somam no que t\u00eam de melhor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Berkes<\/strong>&nbsp;&#8211; O modelo do Corredor ABD \u00e9, simplesmente, perfeito para o sistema de tr\u00f3lebus. A tra\u00e7\u00e3o el\u00e9trica \u00e9 muito eficaz para uso em corredores de m\u00e9dia e alta capacidades, pois agregam os valores t\u00e9cnicos (velocidade e acelera\u00e7\u00e3o maiores, maior torque dos motores, 90% de rendimento energ\u00e9tico contra cerca de 30 ou 40% dos sistemas de propuls\u00e3o \u00e0 explos\u00e3o com combust\u00edvel f\u00f3ssil e custos de manuten\u00e7\u00e3o menores), ambientais (redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o do ar e sonora) e maior conforto. Ent\u00e3o, neste corredor, ainda \u00e9 poss\u00edvel aumentar a sua efici\u00eancia, pois, h\u00e1 dez anos foi completamente repotencializado, o que garante que a frota atual, com cerca de 80 ve\u00edculos, possa ser duplicada nos pr\u00f3ximos anos, por ocasi\u00e3o de uma nova concess\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AutoBus<\/strong>&nbsp;&#8211; H\u00e1 algumas cidades europeias que n\u00e3o desistiram de seu conceito e continuam investindo na moderniza\u00e7\u00e3o da frota e da tecnologia da tra\u00e7\u00e3o. Em sua opini\u00e3o, quais as virtudes que permitem essa vis\u00e3o ecol\u00f3gica?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ieda<\/strong>&nbsp;&#8211; A motiva\u00e7\u00e3o principal \u00e9 a consci\u00eancia de que \u00e9 necess\u00e1rio reduzir a emiss\u00e3o poluente do transporte. Por que tr\u00f3lebus? Bem, quando comparado aos \u00f4nibus el\u00e9trico puro (baterias), o ve\u00edculo tem uma grande vantagem que \u00e9 o investimento na infraestrutura de rede e subesta\u00e7\u00f5es, com vida \u00fatil de longo prazo, acima de 90 anos. Nos el\u00e9tricos puros tamb\u00e9m existe a necessidade de investimento em infraestrutura para recarga das baterias, mas a desvantagem \u00e9 que s\u00e3o necess\u00e1rios grandes bancos de baterias, com vida \u00fatil operacional em cerca de oito anos, quando devem ser renovados. Isto n\u00e3o quer dizer que o tr\u00f3lebus seja melhor que o el\u00e9trico puro. Apenas que cada tecnologia tem vantagens e desvantagens dependendo do sistema onde ser\u00e1 aplicado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Berkes<\/strong>&nbsp;&#8211;&nbsp;A diferen\u00e7a de pa\u00edses de primeiro mundo, como os da Europa em compara\u00e7\u00e3o ao Brasil, \u00e9 justamente a conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental, de qualidade de vida e preserva\u00e7\u00e3o dos bens. Desta forma, as vantagens j\u00e1 conhecidas dos tradicionais sistemas de bondes, VLT e de tr\u00f3lebus tendem a se manter e se modernizar. Porque mudar um conceito que est\u00e1 funcionando e \u00e9 bom? Ainda falando da conscientiza\u00e7\u00e3o popular e empresarial em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente, a Europa, principalmente, \u00e9 l\u00edder no comprometimento de redu\u00e7\u00e3o do aquecimento global, o que acaba influenciando os projetos de todos os setores, principalmente o de energia e transporte urbano. Ent\u00e3o, a moderniza\u00e7\u00e3o dos sistemas de bondes e tr\u00f3lebus acaba sendo a solu\u00e7\u00e3o mais l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaautobus.com.br\/uploads\/images\/2019\/03\/277-1552062734.jpg\" alt=\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade\" title=\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade\"\/><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><em><strong>O engenheiro Roberto Berkes<\/strong><\/em><\/pre>\n\n\n\n<p><strong>AutoBus<\/strong>&nbsp;&#8211; Tamb\u00e9m h\u00e1 no mercado europeu uma mobiliza\u00e7\u00e3o para que uma nova vers\u00e3o de tr\u00f3lebus, equipada com um banco auxiliar de energia, tenha sua viabilidade comercial. Tal aspecto envolve ve\u00edculos que trazem baterias para que possam rodar em \u00e1reas sem a rede a\u00e9rea. Voc\u00ea v\u00ea essa modalidade como certa na sobrevida do tr\u00f3lebus?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ieda<\/strong>&nbsp;&#8211; N\u00e3o se trata de sobrevida, trata-se de buscar a melhor tecnologia para sistemas espec\u00edficos de transporte com emiss\u00e3o zero.<\/p>\n\n\n\n<p>Um corredor de alta demanda com ve\u00edculos maiores, n\u00e3o encontra solu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com baterias, pois necessitariam de grande quantidade das mesmas, o que resultaria em mais peso. Mesmo que houvesse uma viabiliza\u00e7\u00e3o do ponto de vista t\u00e9cnico, temos a inviabilidade financeira, considerando os custos das baterias na aquisi\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, se juntarmos o tr\u00f3lebus com baterias, temos viabilidade t\u00e9cnica e financeira para o sistema emiss\u00e3o zero. Instalamos um pequeno banco&nbsp;de baterias para o deslocamento fora do corredor e ao chegar no corredor as alavancas coletoras s\u00e3o conectadas automaticamente na rede e assim o sistema el\u00e9trico \u00e9 alimentado por essa rede que tamb\u00e9m carrega as baterias. Desta forma, o investimento em infraestrutura pode ser dilu\u00eddo a longo prazo e as baterias t\u00eam expectativa de vida \u00fatil maior e&nbsp;investimento reduzido (tanto na aquisi\u00e7\u00e3o, quanto na renova\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Berkes<\/strong>&nbsp;&#8211; Certamente! O advento do desenvolvimento das baterias est\u00e1 trazendo ao sistema de tr\u00f3lebus a solu\u00e7\u00e3o ideal para o seu principal problema, que \u00e9 a depend\u00eancia da conex\u00e3o \u00e0 sua rede. Ou seja, o principal \u201cproblema\u201d que tanto \u00e9 criticado, nas falhas de sua fonte de energia, deixa de existir com ado\u00e7\u00e3o de bancos de baterias suficientes para a opera\u00e7\u00e3o em grandes trechos de vias desprovida de rede a\u00e9rea, para transpor desvios no dia-dia de opera\u00e7\u00e3o e para estender linhas, sem investimentos. E como j\u00e1 existe a infraestrutura el\u00e9trica, fica f\u00e1cil o carregamento das baterias, sem investimentos em grandes subesta\u00e7\u00f5es adicionais. Ou seja, esta solu\u00e7\u00e3o veio, certamente, contribuir para a sobrevida dos sistemas de tr\u00f3lebus. Estes ve\u00edculos passam a ser \u201clivres\u201d de sua rede, tal qual os outros tipos de \u00f4nibus, pois, em qualquer momento, fazem uso da energia das baterias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaautobus.com.br\/uploads\/images\/2019\/03\/277-1552062902.jpg\" alt=\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade\" title=\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade\"\/><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><em><strong>O tr\u00f3lebus em algumas cidades europeias faz muito sucesso<\/strong><\/em><\/pre>\n\n\n\n<p><strong>AutoBus<\/strong>&nbsp;&#8211; Muito se fala em \u00f4nibus el\u00e9tricos a baterias como a certeza do transporte coletivo realizado pelo modal. Mas, ainda h\u00e1 alguns desafios, como as pr\u00f3prias baterias e seu desenvolvimento, sua recarga e a configura\u00e7\u00e3o veicular. Podemos afirmar que os tr\u00f3lebus levam vantagem frente ao \u00f4nibus movidos 100% a baterias?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ieda<\/strong>&nbsp;&#8211; Os \u00f4nibus el\u00e9tricos puros e os tr\u00f3lebus s\u00e3o excelentes solu\u00e7\u00f5es para o transporte, n\u00e3o s\u00f3 pela quest\u00e3o ambiental, mas tamb\u00e9m por redu\u00e7\u00e3o de ru\u00eddo, maior conforto para o passageiro, redu\u00e7\u00e3o dos custos operacionais, maior disponibilidade da frota, etc. Existir\u00e3o sistemas de transporte onde os el\u00e9tricos puros ter\u00e3o maior desempenho custo x benef\u00edcios e em outros sistemas o tr\u00f3lebus ter\u00e1 melhor desempenho. A grande quest\u00e3o \u00e9 n\u00e3o descartar uma ou op\u00e7\u00e3o simplesmente por palpites e pr\u00e9-conceitos sem um estudo completo do sistema. Acredito que para sistemas de alta demanda os tr\u00f3lebus a baterias ter\u00e3o maior viabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Berkes&nbsp;<\/strong>&#8211; O uso dos autom\u00f3veis e \u00f4nibus el\u00e9tricos a bateria j\u00e1 existia h\u00e1 100 anos e, no caso do autom\u00f3vel, houve uma tentativa de ressurgimento do seu uso na d\u00e9cada de 70, mas que foi esmagada pela poderosa ind\u00fastria do petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que ocorre nos dias de hoje, \u00e9 o r\u00e1pido desenvolvimento da tecnologia e de tipos de baterias, o que est\u00e1 levando, novamente, \u00e0 ideia de reativar esse modal. Mais uma vez, os pa\u00edses mais desenvolvidos, como na Europa, est\u00e3o vendo esse ressurgimento como uma boa solu\u00e7\u00e3o para o transporte urbano. Ou ent\u00e3o nos pa\u00edses asi\u00e1ticos, principalmente na China, onde essa tecnologia j\u00e1 \u00e9 realidade para enfrentar seus graves problemas de polui\u00e7\u00e3o do ar. Nestes pa\u00edses, e principalmente na China, os investimentos do governo subsidiam a introdu\u00e7\u00e3o dessa tecnologia, o que tamb\u00e9m ocorre na Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u00f4nibus a baterias s\u00e3o mais caros que os tr\u00f3lebus, pois, na pr\u00e1tica, os dois ve\u00edculos s\u00e3o id\u00eanticos na concep\u00e7\u00e3o da tra\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a \u00e9 que nos \u00f4nibus \u00e0 bateria, a sua fonte de energia \u00e9 embarcada e a dos tr\u00f3lebus vem da rede externa. E \u00e9 justamente o pre\u00e7o das baterias que ainda \u00e9 proibitivo, principalmente no Brasil, onde, diferentemente de muitos pa\u00edses, o transporte urbano tornou-se um neg\u00f3cio e n\u00e3o uma atribui\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico, como era no passado. Ainda no aspecto econ\u00f4mico, as baterias poder\u00e3o ter vida \u00fatil de cinco a sete anos, o que obrigaria \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o dos bancos de baterias em mais uma vez ao longo da vida \u00fatil dos \u00f4nibus el\u00e9tricos que \u00e9 de 15 a 20 anos.&nbsp;Na pr\u00e1tica, o custo total de um \u00f4nibus a bateria, seria a aquisi\u00e7\u00e3o de um \u00f4nibus e dois bancos de baterias.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o tr\u00f3lebus x \u00f4nibus a baterias, o que vai pesar \u00e9 o custo da infraestrutura el\u00e9trica. Para os tr\u00f3lebus \u00e9 a implanta\u00e7\u00e3o da rede de contato e subesta\u00e7\u00f5es menores ao longo dos trajetos e para os \u00f4nibus a baterias, a implanta\u00e7\u00e3o de subesta\u00e7\u00e3o de grande porte nas garagens e em alguns terminais ou paradas.<\/p>\n\n\n\n<p>A vantagem dos tr\u00f3lebus \u00e9 que a infraestrutura de rede alimenta toda a frota \u201cao mesmo tempo\u201d em que eles est\u00e3o operando e transportando passageiros, valendo-se para os modelos mais modernos dotados de bancos de baterias de tra\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma. No caso dos \u00f4nibus a baterias, eles precisam ficar \u201cparados\u201d enquanto est\u00e3o sendo carregados. Esta paralisa\u00e7\u00e3o pode coincidir com o per\u00edodo da madrugada, enquanto est\u00e3o na garagem, por\u00e9m, esta solu\u00e7\u00e3o pode ser complexa, caso haja uma frota numerosa de ve\u00edculos a serem carregados ao mesmo tempo, pois haver\u00e1 a necessidade da instala\u00e7\u00e3o de uma subesta\u00e7\u00e3o de alta pot\u00eancia pontual, no caso, na garagem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.revistaautobus.com.br\/uploads\/images\/2019\/03\/277-1552063068.jpg\" alt=\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade\" title=\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade\"\/><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><em><strong>Em opera\u00e7\u00e3o na cidade de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/em><\/pre>\n\n\n\n<p><strong>AutoBus<\/strong>&nbsp;&#8211; A ELETRA j\u00e1 desenvolveu esse conceito tecnol\u00f3gico de tr\u00f3lebus com baterias, correto? Como ela trabalha para que sua efici\u00eancia seja vis\u00edvel perante aos formadores de opini\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ieda<\/strong>&nbsp;&#8211; Sim, j\u00e1 temos tr\u00f3lebus com tecnologia ELETRA e autonomia circulando na cidade de Wellington (Nova Zel\u00e2ndia), Corredor ABD e Sistema SPTrans. Estamos trazendo \u00e0 tona a discuss\u00e3o buscando uma an\u00e1lise de longo prazo do sistema de transporte. \u00c9 preciso reconhecer as vantagens do sistema tr\u00f3lebus embarcando as novas tecnologias de baterias, dando flexibilidade e confiabilidade para o transporte de passageiros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AutoBus<\/strong>&nbsp;&#8211; O tr\u00f3lebus tem futuro no Brasil?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ieda<\/strong>&nbsp;&#8211; N\u00e3o tenho d\u00favida de que ser\u00e1 uma importante solu\u00e7\u00e3o para o transporte nas grandes cidades do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Berkes<\/strong>&nbsp;&#8211; Depender\u00e1, exclusivamente, das autoridades que regem as pol\u00edticas p\u00fablicas de transporte p\u00fablico e que incluam em seu planejamento dos planos de mobilidade urbana a implementa\u00e7\u00e3o de projetos, que visem as melhorias do meio ambiente, a qualidade de vida, isto \u00e9, o equil\u00edbrio socioambiental. Comentam-se hoje muito do modal VLT (Ve\u00edculo Leve sobre Trilhos), que nada mais \u00e9 do que bondes modernos, por\u00e9m os tr\u00f3lebus em rela\u00e7\u00e3o a eles t\u00eam a mesma capacidade de passageiros, qualidade, tamb\u00e9m \u00e9 el\u00e9trico (o VLT \u00e9 tracionado por rede a\u00e9rea aparente), traz a mesma qualifica\u00e7\u00e3o urbana, mas, a infraestrutura \u00e9 de cerca de 1\/3 mais barata e com implanta\u00e7\u00e3o muito mais r\u00e1pida, pois \u00e9 livre da complexa instala\u00e7\u00e3o de trilhos e todo chaveamento de mudan\u00e7a de via. E o tr\u00f3lebus, al\u00e9m disto, disp\u00f5e de tecnologia 100% nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AutoBus<\/strong>&nbsp;&#8211; A ind\u00fastria nacional est\u00e1 preparada para atender o mercado?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ieda<\/strong>&nbsp;&#8211; Com absoluta certeza e seguran\u00e7a, a ind\u00fastria nacional est\u00e1 preparada para atender a esta demanda, que vai crescer n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas em toda a Am\u00e9rica Latina. A ELETRA \u00e9 a \u00fanica fabricante de tr\u00f3lebus na Am\u00e9rica Latina e temos condi\u00e7\u00f5es de colocar o Brasil no topo deste mercado em ascens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Berkes<\/strong>&nbsp;&#8211; A concep\u00e7\u00e3o do modelo de tr\u00f3lebus atual, para a nossa ind\u00fastria, trouxe inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas importantes que baratearam, sobremaneira, os custos.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos destacar o uso do eixo de tra\u00e7\u00e3o, que agora, \u00e9 o mesmo utilizado nos \u00f4nibus articulados a diesel. No passado, os eixos eram especiais para a tra\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, adquiridos por encomenda. Os motores atuais s\u00e3o do tipo corrente alternada, os quais s\u00e3o produzidos em linha industrial e de manuten\u00e7\u00e3o m\u00ednima. No passado, os motores eram do tipo corrente cont\u00ednua, adquiridos por encomenda e de complexa manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Aliados \u00e0 nova concep\u00e7\u00e3o de chassis com piso rebaixado, at\u00e9 a metade da carro\u00e7aria, os tr\u00f3lebus atuais brasileiros podem ser comparados aos mais modernos no exterior, estando a nossa ind\u00fastria capacitada para a produ\u00e7\u00e3o de grandes frotas de \u00f4nibus el\u00e9tricos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AutoBus<\/strong>&nbsp;&#8211; Qual \u00e9 o investimento na implanta\u00e7\u00e3o de uma rede e o que \u00e9 necess\u00e1rio em termos de infraestrutura?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Berkes<\/strong>&nbsp;\u2013 Quando foi conclu\u00edda a eletrifica\u00e7\u00e3o do Corredor ABD, em 2011, entre os terminais do Jabaquara e Diadema (Piraporinha), o valor de investimento por quil\u00f4metro foi de US$ 1,2 milh\u00e3o, com a implanta\u00e7\u00e3o de esta\u00e7\u00f5es retificadoras a cada 900 metros e a rede a\u00e9rea em corrente cont\u00ednua.<\/p>\n\n\n\n<p>Obs \u2013 Jorge Fran\u00e7ozo, do movimento Respira S\u00e3o Paulo, colaborou com o engenheiro Roberto Berkes em suas respostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagens &#8211; Reprodu\u00e7\u00e3o, Divulga\u00e7\u00e3o, Arquivo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda que no horizonte brasileiro o tr\u00f3lebus n\u00e3o seja uma op\u00e7\u00e3o lembrada para fazer parte da rede de transporte coletivo urbano, o ve\u00edculo ainda \u00e9 considerado uma tend\u00eancia muito positiva se bem operado<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1443,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-1442","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-conexao-mobilidade","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade - Revista AutoBus<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade - Revista AutoBus\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Ainda que no horizonte brasileiro o tr\u00f3lebus n\u00e3o seja uma op\u00e7\u00e3o lembrada para fazer parte da rede de transporte coletivo urbano, o ve\u00edculo ainda \u00e9 considerado uma tend\u00eancia muito positiva se bem operado\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Revista AutoBus\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-03-08T13:25:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2021-06-23T14:21:28+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/trolebus-opcao-em-eletromobilidade-1552062673.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"683\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"707\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Antonio Ferro\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Antonio Ferro\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"17 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442\"},\"author\":{\"name\":\"Antonio Ferro\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50\"},\"headline\":\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade\",\"datePublished\":\"2019-03-08T13:25:00+00:00\",\"dateModified\":\"2021-06-23T14:21:28+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442\"},\"wordCount\":3364,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/trolebus-opcao-em-eletromobilidade-1552062673.jpg\",\"articleSection\":[\"Conex\u00e3o Mobilidade\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442\",\"name\":\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade - Revista AutoBus\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/trolebus-opcao-em-eletromobilidade-1552062673.jpg\",\"datePublished\":\"2019-03-08T13:25:00+00:00\",\"dateModified\":\"2021-06-23T14:21:28+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/trolebus-opcao-em-eletromobilidade-1552062673.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/trolebus-opcao-em-eletromobilidade-1552062673.jpg\",\"width\":683,\"height\":707},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/\",\"name\":\"Revista AutoBus\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization\",\"name\":\"Revista AutoBus\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png\",\"width\":836,\"height\":227,\"caption\":\"Revista AutoBus\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150\",\"https:\/\/www.instagram.com\/revistaautobus\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50\",\"name\":\"Antonio Ferro\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg\",\"caption\":\"Antonio Ferro\"},\"description\":\"infobus@uol.com.br\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?author=2\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade - Revista AutoBus","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade - Revista AutoBus","og_description":"Ainda que no horizonte brasileiro o tr\u00f3lebus n\u00e3o seja uma op\u00e7\u00e3o lembrada para fazer parte da rede de transporte coletivo urbano, o ve\u00edculo ainda \u00e9 considerado uma tend\u00eancia muito positiva se bem operado","og_url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442","og_site_name":"Revista AutoBus","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150","article_published_time":"2019-03-08T13:25:00+00:00","article_modified_time":"2021-06-23T14:21:28+00:00","og_image":[{"width":683,"height":707,"url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/trolebus-opcao-em-eletromobilidade-1552062673.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Antonio Ferro","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Antonio Ferro","Est. tempo de leitura":"17 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442"},"author":{"name":"Antonio Ferro","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50"},"headline":"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade","datePublished":"2019-03-08T13:25:00+00:00","dateModified":"2021-06-23T14:21:28+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442"},"wordCount":3364,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/trolebus-opcao-em-eletromobilidade-1552062673.jpg","articleSection":["Conex\u00e3o Mobilidade"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442","name":"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade - Revista AutoBus","isPartOf":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/trolebus-opcao-em-eletromobilidade-1552062673.jpg","datePublished":"2019-03-08T13:25:00+00:00","dateModified":"2021-06-23T14:21:28+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#primaryimage","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/trolebus-opcao-em-eletromobilidade-1552062673.jpg","contentUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/trolebus-opcao-em-eletromobilidade-1552062673.jpg","width":683,"height":707},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=1442#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Tr\u00f3lebus, op\u00e7\u00e3o em eletromobilidade"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/","name":"Revista AutoBus","description":"","publisher":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization","name":"Revista AutoBus","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png","contentUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png","width":836,"height":227,"caption":"Revista AutoBus"},"image":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150","https:\/\/www.instagram.com\/revistaautobus\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50","name":"Antonio Ferro","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg","contentUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg","caption":"Antonio Ferro"},"description":"infobus@uol.com.br","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?author=2"}]}},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/trolebus-opcao-em-eletromobilidade-1552062673.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1442"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1442\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1444,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1442\/revisions\/1444"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1443"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}