{"id":14753,"date":"2025-03-07T12:07:58","date_gmt":"2025-03-07T15:07:58","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=14753"},"modified":"2025-03-07T12:09:08","modified_gmt":"2025-03-07T15:09:08","slug":"14753","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=14753","title":{"rendered":"Os aspectos pol\u00edtico-sociais da Tarifa Zero"},"content":{"rendered":"<p>Por <span style=\"color: #339966;\"><em><strong>Francisco Christovam<\/strong><\/em><\/span>, diretor-executivo (CEO) da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Transportes Urbanos \u2013 NTU, vice-presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de S\u00e3o Paulo \u2013 FETPESP<\/p>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o da <em>Tarifa Zero,<\/em> em algumas cidades brasileiras, vem possibilitando um amplo debate sobre essa importante pol\u00edtica p\u00fablica, nos seus mais variados aspectos. Pelo alcance e consequ\u00eancias de um projeto dessa natureza, a sua ado\u00e7\u00e3o passa, obrigatoriamente, por avalia\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, t\u00e9cnicas, operacionais, urban\u00edsticas, econ\u00f4micas e, principalmente, sociais.<\/p>\n<p>Embora a <em>Tarifa Zero<\/em> tenha sido adotada em Conchas, no interior do Estado de S\u00e3o Paulo, em 1992, foi no per\u00edodo p\u00f3s-pandemia que essa pr\u00e1tica cresceu, de forma acelerada. Hoje, 140 cidades brasileiras est\u00e3o subsidiando seus sistemas de transportes com a utiliza\u00e7\u00e3o da <em>Tarifa Zero<\/em>, de maneira plena ou parcial, ou seja, em alguns dias da semana, em algumas \u00e1reas da cidade ou para segmentos espec\u00edficos da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica da <em>Tarifa Zero<\/em> \u00e9 uma medida que visa eliminar a cobran\u00e7a de tarifas para os usu\u00e1rios, garantindo o pagamento do custo da produ\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os por outras fontes \u2013 geralmente subs\u00eddios p\u00fablicos \u2013 possibilitando o acesso universal a esse servi\u00e7o, essencial e estrat\u00e9gico, pelas pessoas de mais baixa renda que, na ess\u00eancia, \u00e9 o segmento populacional que mais precisa e mais depende do transporte p\u00fablico. Vale dizer, ainda, que essa pol\u00edtica beneficia diretamente os indiv\u00edduos que, antes, n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de pagar pelos seus deslocamentos urbanos. Essa \u00e9, sem d\u00favidas, uma pol\u00edtica p\u00fablica que garante a inclus\u00e3o social de uma parte significativa da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Dentre os argumentos mais relevantes para a utiliza\u00e7\u00e3o da <em>Tarifa Zero<\/em> est\u00e3o a garantia do direito social ao transporte, nos termos do artigo 6\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal; o direito \u00e0 cidade, conforme previsto no Estatuto da Cidade (Lei Federal N\u00ba 10.257, de 10\/07\/2001), e o incentivo ao uso do transporte p\u00fablico coletivo, visando diminuir o interesse e o crescimento do transporte privado individual \u2013 carros e motos \u2013 que congestionam o tr\u00e2nsito, dificultam o uso mais democr\u00e1tico do espa\u00e7o urbano, causam maior polui\u00e7\u00e3o ambiental, comprometem a sustentabilidade urbana e desorganizam o funcionamento das atividades socioecon\u00f4micas nas cidades .<\/p>\n<p>M\u00e1rio Eduardo Garcia, renomado engenheiro que tem participado de importantes projetos na \u00e1rea dos transportes p\u00fablicos, publicou no site da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportes P\u00fablicos \u2013 ANTP, em 01\/06\/2024, um artigo intitulado \u201cTarifa Zero: tentando ir um pouco al\u00e9m do sonho\u201d, onde destaca \u201c<em>Finalizando, nada do que se disse acima contesta o DNA de fundo social inerente \u00e0 tarifa zero. \u00c9 \u00f3bvia e v\u00e1lida a sua motiva\u00e7\u00e3o, at\u00e9 como um ato de justi\u00e7a, para abrir portas e desvelar os horizontes mais prop\u00edcios da cidade aos que mais precisam. Entretanto, ela deve ser pensada e proposta no seu todo, como pol\u00edtica p\u00fablica integrada, e nunca enunciada apenas como frase salvacionista, gerando falsas expectativas. Cada um dos impactos, que n\u00e3o se esgotam com o exposto neste texto, deve ser cuidadosamente sopesado e tratado, para que a promessa possa se materializar, sem provocar efeitos opostos ao seu objetivo.\u201d<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_14755\" style=\"width: 692px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-14755\" class=\"wp-image-14755 size-large\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG-20250106-WA0018-682x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"682\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG-20250106-WA0018-682x1024.jpg 682w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG-20250106-WA0018-200x300.jpg 200w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG-20250106-WA0018-768x1152.jpg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG-20250106-WA0018.jpg 853w\" sizes=\"(max-width: 682px) 100vw, 682px\" \/><p id=\"caption-attachment-14755\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #993300;\"><strong><em>Francisco Christovam<\/em><\/strong><\/span><\/p><\/div>\n<p>No artigo publicado pelo eminente engenheiro \u00e9 poss\u00edvel identificar que o modelo tarif\u00e1rio usado em uma determinada cidade pode interferir e at\u00e9 definir o modelo de ocupa\u00e7\u00e3o urbana, tornando a cidade mais adensada ou mais espalhada, em fun\u00e7\u00e3o das dist\u00e2ncias a serem percorridas, para conectar as regi\u00f5es onde se situam as moradias com as \u00e1reas da cidade onde est\u00e3o os empregos \u2013 formais e informais \u2013, com impacto direto no custo das respectivas viagens. Mas, com a <em>Tarifa Zero<\/em>, a correla\u00e7\u00e3o entre os modelos tarif\u00e1rio e de ocupa\u00e7\u00e3o urbana se modifica drasticamente, por conta das economias decorrentes do n\u00e3o pagamento da tarifa p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel verificar que nas cidades que adotaram essa pol\u00edtica p\u00fablica, houve um significativo aumento do movimento dos centros comerciais, normalmente localizados na regi\u00e3o central das cidades, bem como das viagens de final de semana, com a finalidade de proporcionar lazer \u00e0s fam\u00edlias de menor renda, que residem nas periferias dos munic\u00edpios. Esse efeito pode promover a integra\u00e7\u00e3o entre diferentes classes sociais e uma maior coes\u00e3o social, diminuindo desigualdades e proporcionando um direito mais igualit\u00e1rio \u00e0 cidade.<\/p>\n<p>Deve-se considerar, ainda que, do ponto de vista social, a <em>Tarifa Zero<\/em> pode ter impactos extremamente importantes nas camadas mais vulner\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o; pois, al\u00e9m de ampliar o acesso ao transporte, beneficia quem, por muitas vezes, deixa de acessar servi\u00e7os b\u00e1sicos, como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, bem como oportunidade de emprego, devido ao custo das passagens. Com a gratuidade, trabalhadores de baixa renda e desempregados podem, tamb\u00e9m, se deslocar com mais facilidade, em busca de tratamentos m\u00e9dicos e de oportunidades de qualifica\u00e7\u00e3o e de coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No artigo publicado na rede Linkedin e no site do Sindicato das Empresas de \u00d4nibus da Cidade do Rio de Janeiro \u2013 Rio \u00d4nibus, em 13\/01\/25, sob o t\u00edtulo \u201cTransporte p\u00fablico \u00e9 como \u00e1gua: essencial, mas ningu\u00e9m carrega o custo sozinho\u201d, o conhecido empres\u00e1rio do setor, Jacob Barata Filho, afirma que \u201c<em>na Tarifa Zero, o financiamento \u00e9 compartilhado por toda a sociedade, via impostos, iniciativas empresariais ou fundos p\u00fablicos, eliminando esse custo direto para os usu\u00e1rios. Parece ousado? Sim, mas a ado\u00e7\u00e3o da Tarifa Zero desencadeia um processo socioecon\u00f4mico virtuoso cujo resultado \u00e9 comprovado em todas as cidades onde \u00e9 adotado o programa&#8230;. O financiamento total do transporte p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 apenas uma pol\u00edtica, mas um investimento em pessoas, cidades e futuro. \u00c9 a chance de mudar a din\u00e2mica de exclus\u00e3o que afeta milh\u00f5es e caminhar rumo a um pa\u00eds mais justo. Financiar o transporte p\u00fablico \u00e9 escolher ir longe.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Os benef\u00edcios sociais da <em>Tarifa Zero<\/em> s\u00e3o muito significativos e apresentam um grande desafio, da concep\u00e7\u00e3o do projeto \u00e0 sua efetiva implementa\u00e7\u00e3o. Mas, o financiamento do sistema, incluindo a cobertura dos custos operacionais e dos investimentos em frota e infraestrutura, precisa ser, cuidadosamente, planejado, para responder ao inevit\u00e1vel aumento da demanda e garantir a qualidade e a frequ\u00eancia necess\u00e1ria dos \u00f4nibus, evitando superlota\u00e7\u00e3o e a degrada\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, pelo desequil\u00edbrio entre o n\u00famero de passageiros e a oferta de lugares. Normalmente, o custeio dos servi\u00e7os \u00e9 realizado por meio de impostos progressivos, o que gera um debate sobre justi\u00e7a fiscal e a participa\u00e7\u00e3o equitativa de toda a sociedade.<\/p>\n<p>Assim, a ado\u00e7\u00e3o da <em>Tarifa Zero<\/em> apresenta potencial para promover justi\u00e7a social, inclus\u00e3o e sustentabilidade; mas, para ser efetivada como uma verdadeira pol\u00edtica p\u00fablica, a tarifa zero precisa ser bem planejada, ter fontes permanentes de recursos e um modelo de financiamento equitativo e sustent\u00e1vel para o curto, m\u00e9dio e longo prazos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que todo o debate que vem acontecendo sobre a ado\u00e7\u00e3o da <em>Tarifa Zero<\/em> ou de tarifas mais m\u00f3dicas, por meio de subs\u00eddios aos passageiros, deveria ser acompanhado de uma discuss\u00e3o mais ampla, sobre a garantia de um transporte p\u00fablico de melhor qualidade, tarifas mais justas e servi\u00e7os cada vez mais universais, com pleno acesso para todos os segmentos da popula\u00e7\u00e3o. A popula\u00e7\u00e3o precisa escolher o transporte p\u00fablico coletivo n\u00e3o apenas pela sua universalidade e gratuidade na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os; mas, pela sua qualidade e pelo atendimento \u00e0s suas expectativas e suas necessidades de deslocamento.<\/p>\n<p>Imagens &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o e Revista AutoBus<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 importante destacar que todo o debate que vem acontecendo sobre a ado\u00e7\u00e3o da Tarifa Zero ou de tarifas mais m\u00f3dicas, por meio de subs\u00eddios aos passageiros, deveria ser acompanhado de uma discuss\u00e3o mais ampla, sobre a garantia de um transporte p\u00fablico de melhor qualidade, tarifas mais justas e servi\u00e7os cada vez mais universais, com pleno acesso para todos os segmentos da popula\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14754,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7,588,41],"tags":[68,671],"class_list":["post-14753","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mobilidade-urbana","category-opiniao","category-ponto-de-vista","tag-francisco-christovam","tag-tarifa-zero","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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