{"id":17589,"date":"2026-01-12T14:36:28","date_gmt":"2026-01-12T17:36:28","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=17589"},"modified":"2026-01-12T14:36:28","modified_gmt":"2026-01-12T17:36:28","slug":"em-30-anos-uma-melhoria-bem-vinda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=17589","title":{"rendered":"Em 30 anos, uma melhoria bem-vinda"},"content":{"rendered":"<p>As estradas movem a economia brasileira h\u00e1 muitos anos, resultado de pol\u00edticas p\u00fablicas que favoreceram o modal do transporte sobre pneus em detrimento aos sistemas de trilhos e hidrovi\u00e1rio. Bem ou mal, o fato \u00e9 que somos dependentes das rodovias, respons\u00e1veis pelo protagonismo no transporte de pessoas ou cargas. Mudar essa modalidade implica numa nova mentalidade governamental, tendo como desafios um processo demorado e com altos custos.<\/p>\n<p>Com toda a sua import\u00e2ncia no contexto econ\u00f4mico e de desenvolvimento, nada melhor que um constante levantamento para saber da sa\u00fade do sistema rodovi\u00e1rio nacional como forma de aplicar o rem\u00e9dio certo aos principais males que causam diversos problemas no transporte. E \u00e9 isso que a CNT (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte) vem realizando nos \u00faltimos 30 anos, tra\u00e7ando um panorama sobre os principais aspectos da malha vi\u00e1ria e apontando diversas informa\u00e7\u00f5es relacionadas aos pontos negativos e o que \u00e9 preciso para o que \u00e9 preciso em termos de melhora da infraestrutura. O \u00faltimo levantamento aconteceu no ano passado, com a avalia\u00e7\u00e3o de 114.197 quil\u00f4metros, mostrando avan\u00e7o no estado geral em rela\u00e7\u00e3o a 2024.<\/p>\n<p>Em linhas gerais, o estudo, realizado pela CNT e financiado pelo SEST SENAT, revelou que 37,9% da extens\u00e3o pesquisada (43.301 km) est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es \u00f3timas ou boas, ante 33,0% em 2024 (36.814 km), representando um avan\u00e7o de quase 5 pontos percentuais. J\u00e1 os trechos avaliados como ruins ou p\u00e9ssimos ca\u00edram de 26,6% (29.776 km) para 19,1% (21.804 km), uma redu\u00e7\u00e3o de 7,5 pontos percentuais. A categoria regular manteve propor\u00e7\u00e3o semelhante, com 43,0% (49.092 km) neste ano, frente a 40,4% (45.263 km) em 2024.<\/p>\n<div id=\"attachment_17591\" style=\"width: 385px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17591\" class=\"wp-image-17591\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/C5_MA222F08054028P_2025-07-23T08-48-00-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"375\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/C5_MA222F08054028P_2025-07-23T08-48-00-225x300.jpg 225w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/C5_MA222F08054028P_2025-07-23T08-48-00.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/><p id=\"caption-attachment-17591\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #339966;\"><em><strong>Um retrato comum do Brasil rodovi\u00e1rio &#8211; a falta de manuten\u00e7\u00e3o, ainda, prejudica a economia e causa impactos negativos \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica<\/strong><\/em><\/span><\/p><\/div>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o motivos para comemora\u00e7\u00e3o, por\u00e9m h\u00e1 muito a se fazer para que a fotografia fique menos desfocada em virtude dos problemas causados pelas inger\u00eancias de governos quanto a um cont\u00ednuo investimento naquilo que move o Brasil. Cabe aqui uma ressalva \u2013 com programas de concess\u00e3o das rodovias \u00e0 iniciativa privada conseguimos alcan\u00e7ar um patamar mais alto quanto a qualifica\u00e7\u00e3o da estrutura, n\u00e3o de forma geral, mas em determinados trechos e \u00e1reas que proporcionam outro n\u00edvel de deslocamento.<\/p>\n<p>Em linhas gerais, a Pesquisa CNT revelou as seguintes ocorr\u00eancias: 10,1% da extens\u00e3o avaliada foram classificadas como \u00f3timo, 27,8% bom, 43,0% regular, 15,1% ruim e 4,0% p\u00e9ssimo. Em rela\u00e7\u00e3o ao pavimento, 32,5% da extens\u00e3o avaliada foram classificadas como \u00f3timo, 11,0% bom, 37,0% regular, 15,0% ruim e 4,5% p\u00e9ssimo. 0,5%, est\u00e1 com o pavimento totalmente destru\u00eddo. Os n\u00fameros desfavor\u00e1veis predominam.<\/p>\n<p>Sobre a sinaliza\u00e7\u00e3o 16,8% da extens\u00e3o avaliada foram classificadas como \u00f3timo, 33,6% bom, 33,5% regular, 9,7% ruim e 6,4% p\u00e9ssimo. 5,5% da extens\u00e3o est\u00e1 sem faixa central e 10,0% n\u00e3o tem faixas laterais.<\/p>\n<p>Quanto a geometria da via (tra\u00e7ado), 20,8% da extens\u00e3o avaliada foram classificadas como \u00f3timo, 17,0% bom, 28,3% regular, 20,7% ruim e 13,2% p\u00e9ssimo. As pistas simples predominam em 85,2%. Falta acostamento em 45,8% dos trechos avaliados e 29,0% dos trechos com curvas perigosas n\u00e3o t\u00eam sinaliza\u00e7\u00e3o. Sobre os pontos cr\u00edticos, a pesquisa identificou 2.146 no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>As defici\u00eancias vi\u00e1rias recaem em toda a sociedade, com custos observados na opera\u00e7\u00e3o e no produto final aos consumidores. De acordo com a CNT, nas rodovias sob gest\u00e3o p\u00fablica, 74,9% apresentam algum problema no pavimento, levando a um aumento de custos operacionais de at\u00e9 35,8%, 17,4 pontos percentuais a mais do que nas rodovias concedidas. J\u00e1 nas rodovias concedidas, 46,7% apresentam algum tipo de irregularidade no pavimento, o que resulta em um aumento nos custos operacionais para os transportadores de at\u00e9 18,4% em rela\u00e7\u00e3o ao pavimento \u00f3timo.<\/p>\n<div id=\"attachment_17592\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17592\" class=\"wp-image-17592\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/G6_SP116F03019005C_2025-07-30T14-27-48-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"488\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/G6_SP116F03019005C_2025-07-30T14-27-48-300x225.jpg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/G6_SP116F03019005C_2025-07-30T14-27-48-768x576.jpg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/G6_SP116F03019005C_2025-07-30T14-27-48.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><p id=\"caption-attachment-17592\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #339966;\"><em><strong>Trechos sob concess\u00e3o privadas s\u00e3o os melhores avaliados<\/strong><\/em><\/span><\/p><\/div>\n<p>Estimativas da pesquisa mostram que em 2025 houve um consumo excessivo de 1,2 bilh\u00e3o de litros de diesel devido \u00e0 m\u00e1 qualidade do pavimento da malha rodovi\u00e1ria no Pa\u00eds, desperd\u00edcio que gerou um preju\u00edzo R$ 7,21 bilh\u00f5es aos transportadores e uma emiss\u00e3o de 3,22 milh\u00f5es de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.<\/p>\n<p>A entidade representativa, ainda, salientou que as condi\u00e7\u00f5es das rodovias exercem um papel importante na ocorr\u00eancia de acidentes, visto que falhas na infraestrutura, como buracos, desn\u00edveis no pavimento e outras irregularidades, oferecem riscos imediatos e podem levar os motoristas a realizarem manobras bruscas, frequentemente culminando na perda de controle dos ve\u00edculos. O preju\u00edzo gerado pelos acidentes foi de R$ 16,79 bilh\u00f5es em 2024, sendo que no mesmo ano o governo gastou R$ 14,04 bilh\u00f5es com obras de infraestrutura rodovi\u00e1ria de transporte.<\/p>\n<div id=\"attachment_17593\" style=\"width: 385px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17593\" class=\"wp-image-17593\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/S1_MT158F18002033P_2025-07-07T13-44-17-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"375\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/S1_MT158F18002033P_2025-07-07T13-44-17-225x300.jpg 225w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/S1_MT158F18002033P_2025-07-07T13-44-17.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/><p id=\"caption-attachment-17593\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong><span style=\"color: #339966;\">Um horizonte que depende de muito investimento para que a infraestrutura seja a melhor<\/span><\/strong><\/em><\/p><\/div>\n<p>Sobre investimentos, a CNT calcula que, para recuperar as rodovias no Brasil, com a\u00e7\u00f5es emergenciais (reconstru\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o) e manuten\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o necess\u00e1rios R$ 101,10 bilh\u00f5es. \u201cEsta edi\u00e7\u00e3o comprova que investimentos em infraestrutura geram resultados concretos. Reconhecemos os avan\u00e7os recentes e os esfor\u00e7os do poder p\u00fablico para ampliar e qualificar a malha rodovi\u00e1ria brasileira. J\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel perceber uma retomada no ritmo necess\u00e1rio de investimentos, mas \u00e9 fundamental mant\u00ea-lo e ampliar ainda mais os recursos destinados ao setor\u201d, afirmou Vander Costa, presidente do Sistema Transporte.<\/p>\n<p>Contudo, a falta de investimentos na melhoria das estradas, que provocam consequ\u00eancias irrepar\u00e1veis para a vida e o bem-estar dos usu\u00e1rios, tamb\u00e9m, geram impactos financeiros significativos causados pelos acidentes, que incluem despesas m\u00e9dicas, perda de produtividade e danos materiais que podem ser estimados. De 2016 a julho de 2025, os custos totais desses acidentes em rodovias federais chegaram a R$ 149,67 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><em>Concess\u00f5es <\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Promover um programa de parcerias p\u00fablico-privadas (PPPs) patrocinadas para a manuten\u00e7\u00e3o de rodovias, diminuindo, assim, a press\u00e3o sobre o or\u00e7amento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Fomentar a maior participa\u00e7\u00e3o internacional no financiamento das infraestruturas por meio de parcerias com organismos bilaterais e multilaterais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Ampliar a participa\u00e7\u00e3o do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) na estrutura\u00e7\u00e3o, no financiamento e como provedor de garantias de projetos de infraestrutura rodovi\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Ampliar projetos com o uso de <em>project finance<\/em><\/span><\/p>\n<p>Imagens -Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sistema nacional de rodovias pavimentadas mostra evolu\u00e7\u00e3o em termos de conserva\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, ainda precisa de muito investimento para que promova um transporte mais eficiente<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17590,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1060,90,80],"tags":[487,1066],"class_list":["post-17589","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-notas","category-noticias","category-transporte-rodoviario","tag-cnt","tag-pesquisa-rodovias","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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