{"id":17668,"date":"2026-01-27T06:47:54","date_gmt":"2026-01-27T09:47:54","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=17668"},"modified":"2026-01-27T06:47:54","modified_gmt":"2026-01-27T09:47:54","slug":"o-biometano-na-ordem-do-dia-em-goiania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=17668","title":{"rendered":"O biometano na ordem do dia em Goi\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p>A revista AutoBus conversou com Miguel \u00c2ngelo Pricinote, subsecret\u00e1rio de Pol\u00edticas para Cidades e Transporte no Governo de Goi\u00e1s e especialista em Transportes Urbanos, sobre os planos do uso do biometano no transporte coletivo local em dire\u00e7\u00e3o ao processo que visa a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es poluentes. Acompanhe abaixo os principais pontos dessa conversa.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>Revista AutoBus<\/strong><\/em><\/span> &#8211; Goi\u00e2nia e regi\u00e3o metropolitana est\u00e3o se destacando no cen\u00e1rio nacional como exemplo em reestabelecer o transporte p\u00fablico como agente indutor do desenvolvimento urbano. Para isso, investiu na requalifica\u00e7\u00e3o do seu sistema e na renova\u00e7\u00e3o de frota, com \u00f4nibus a diesel Euro VI, el\u00e9tricos e, tamb\u00e9m, com os futuros ve\u00edculos movidos a biometano. Nesse contexto do g\u00e1s renov\u00e1vel, podemos dizer que a capital de Goi\u00e1s se tornar\u00e1 o principal exemplo no incentivo a esse energ\u00e9tico. Quais ser\u00e3o as pol\u00edticas do Governo local no incentivo a esse aspecto dentro da mobilidade?<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>Miguel Pricinote<\/strong> <\/em><\/span>&#8211; As pol\u00edticas do Governo de Goi\u00e1s para incentivar o biometano na mobilidade est\u00e3o estruturadas em quatro pilares principais:<\/p>\n<ol>\n<li>Incentivos Fiscais Estrat\u00e9gicos: O governo estadual implementou desonera\u00e7\u00f5es robustas para garantir a competitividade do biometano frente aos combust\u00edveis f\u00f3sseis:<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>Cr\u00e9dito Outorgado de ICMS: Atrav\u00e9s do Decreto 10.712\/2025, os produtores de biometano e biog\u00e1s podem receber cr\u00e9dito outorgado de at\u00e9 85% nas opera\u00e7\u00f5es internas e 90% nas interestaduais.<\/li>\n<li>Desonera\u00e7\u00e3o de Equipamentos: O Decreto 10.579\/2024 amplia o prazo para pagamento de ICMS e oferece benef\u00edcios na importa\u00e7\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos destinados \u00e0 capta\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s.<\/li>\n<li>REIDI: O estado incentiva a ades\u00e3o de projetos ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), que suspende a incid\u00eancia de PIS e COFINS sobre obras de infraestrutura de biometano.<\/li>\n<\/ul>\n<ol start=\"2\">\n<li>Apoio Financeiro e Mercado de Capitais: Diferente de modelos dependentes exclusivamente de subs\u00eddios diretos, Goi\u00e1s utiliza o mercado de capitais para financiar a transi\u00e7\u00e3o:<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>Fundo de Investimento na B3: Foi lan\u00e7ado um fundo de investimento (FIDC) de R$ 800 milh\u00f5es para ofertar cr\u00e9dito a taxas competitivas (cerca de 10% ao ano) para empresas do setor de biog\u00e1s e biometano.<\/li>\n<li>Gest\u00e3o Privada e Seguran\u00e7a Jur\u00eddica: Por n\u00e3o envolver dinheiro p\u00fablico direto, o fundo \u00e9 gerido pelo setor privado e o processo dispensa licita\u00e7\u00e3o, garantindo agilidade na capitaliza\u00e7\u00e3o das usinas.<\/li>\n<\/ul>\n<ol start=\"3\">\n<li>Ambiente Regulat\u00f3rio e Liberdade Econ\u00f4mica: O projeto est\u00e1 inserido em uma reforma administrativa que busca atrair investimentos privados:<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>Programa Estadual de Liberdade Econ\u00f4mica: Focado na desburocratiza\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de custos de produ\u00e7\u00e3o, visando tornar Goi\u00e1s o melhor ambiente para o empreendedorismo no pa\u00eds.<\/li>\n<li>Par\u00e2metros Internacionais: O estado adotou os \u00edndices da OCDE como meta de governan\u00e7a, abandonando a depend\u00eancia de metas federais para sinalizar um compromisso com padr\u00f5es globais de efici\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n<ol start=\"4\">\n<li>Pol\u00edticas de Fomento \u00e0 Demanda: O Governo utiliza a pr\u00f3pria infraestrutura do estado para &#8220;destravar&#8221; a ind\u00fastria do biometano:<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>Aquisi\u00e7\u00e3o de Frota Verde: O governo planeja a implanta\u00e7\u00e3o gradativa de 501 \u00f4nibus movidos a biometano\/GNV at\u00e9 o final de 2027. Esta frota funcionar\u00e1 como o principal comprador de porte significativo, garantindo a demanda necess\u00e1ria para viabilizar novas plantas produtoras.<\/li>\n<li>Voca\u00e7\u00e3o Regional e Resili\u00eancia: A pol\u00edtica aposta na &#8220;tropicaliza\u00e7\u00e3o&#8221; da sustentabilidade, aproveitando o potencial de 2,2 bilh\u00f5es de m\u00b3 por ano de biog\u00e1s derivado do agroneg\u00f3cio e res\u00edduos urbanos do estado.<\/li>\n<li>Gasodutos Virtuais: Para vencer a falta de dutos f\u00edsicos, o plano prev\u00ea o transporte do combust\u00edvel por carretas (GNC\/GNL) com custos log\u00edsticos j\u00e1 mapeados.<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>AutoBus<\/strong><\/em><\/span> &#8211; \u00c9 poss\u00edvel entender que \u00f4nibus a g\u00e1s \u00e9 um aliado \u00e0s a\u00e7\u00f5es de sustentabilidade ambiental no transporte coletivo, sendo uma op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel em termos econ\u00f4micos e t\u00e9cnicos?<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>Miguel<\/strong><\/em><\/span> &#8211; Sim, os \u00f4nibus movidos a biometano s\u00e3o aliados fundamentais da sustentabilidade, pois permitem uma redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) entre 85% e 95% em rela\u00e7\u00e3o ao diesel. Al\u00e9m da descarboniza\u00e7\u00e3o, esse combust\u00edvel promove a economia circular ao transformar passivos ambientais, como res\u00edduos agr\u00edcolas, dejetos animais e esgoto urbano, em fonte de energia limpa.<\/p>\n<p>Tecnicamente, o biometano \u00e9 considerado uma solu\u00e7\u00e3o &#8220;<em>drop-in<\/em>&#8220;, pois \u00e9 compat\u00edvel com motores ciclo Otto j\u00e1 consagrados de fabricantes Tier 1, como Scania e IVECO, sem a necessidade de adapta\u00e7\u00f5es estruturais complexas. O projeto-piloto realizado na RMTC de Goi\u00e2nia validou essa viabilidade ao registrar um cumprimento de 98,4% das viagens programadas e uma autonomia m\u00e9dia de 336,7 km, o que \u00e9 suficiente para cobrir 85% das opera\u00e7\u00f5es di\u00e1rias atuais. Outra vantagem t\u00e9cnica relevante \u00e9 o tempo de abastecimento de aproximadamente 20 minutos, significativamente inferior \u00e0s 4h30 exigidas pelos modelos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Do ponto de vista econ\u00f4mico, a viabilidade \u00e9 atestada pela modelagem de Custo Total de Propriedade (TCO), que para \u00f4nibus articulados (foco no BRT) apresenta um sobrecusto de apenas 11,6% a 18,6% em rela\u00e7\u00e3o ao diesel Euro VI. Embora o investimento inicial (CAPEX) seja superior, o custo operacional (OPEX) com combust\u00edvel \u00e9 menor que o do diesel, especialmente quando o sistema conta com incentivos como o cr\u00e9dito outorgado de at\u00e9 90% do ICMS previsto em Goi\u00e1s. O projeto apresenta ainda um Valor Presente L\u00edquido (VPL) social de R$ 47,05 milh\u00f5es para a sociedade, demonstrando que os ganhos em sa\u00fade p\u00fablica e economia regional compensam o aporte financeiro necess\u00e1rio.<\/p>\n<div id=\"attachment_17670\" style=\"width: 319px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17670\" class=\"wp-image-17670\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-09.25.04-169x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"309\" height=\"550\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-09.25.04-169x300.jpeg 169w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-09.25.04-576x1024.jpeg 576w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-09.25.04-768x1365.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-09.25.04-864x1536.jpeg 864w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-09.25.04.jpeg 900w\" sizes=\"(max-width: 309px) 100vw, 309px\" \/><p id=\"caption-attachment-17670\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000080;\"><em><strong>Pricinote &#8211; O estado de Goi\u00e1s possui um dos maiores potenciais de produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s do pa\u00eds, embora atualmente explore apenas cerca de 1,9% dessa capacidade<\/strong><\/em><\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>AutoBus<\/strong><\/em><\/span> &#8211; Quais os planos governamentais para o investimento na frota?<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>Miguel<\/strong> <\/em><\/span>&#8211; Os planos governamentais para o investimento na frota de transporte coletivo da Regi\u00e3o Metropolitana de Goi\u00e2nia (RMTC) s\u00e3o ambiciosos e est\u00e3o estruturados no projeto Nova RMTC, que prev\u00ea a renova\u00e7\u00e3o de 100% da frota at\u00e9 o final de 2026 ou 2027, atingindo um total de 1.590 ve\u00edculos.<\/p>\n<p>O planejamento detalha uma matriz energ\u00e9tica diversificada, composta pelos seguintes investimentos:<\/p>\n<ul>\n<li>501 \u00d4nibus a Biometano\/GNV: Esta \u00e9 a principal aposta para a descarboniza\u00e7\u00e3o imediata, aproveitando a voca\u00e7\u00e3o agroindustrial do estado. Desses, uma parte operar\u00e1 no corredor BRT Leste-Oeste, enquanto a maioria (468 unidades) ser\u00e1 destinada \u00e0s linhas alimentadoras e locais.<\/li>\n<li>\u00d4nibus El\u00e9tricos: O plano prev\u00ea 62 unidades el\u00e9tricas com emiss\u00e3o zero, focadas prioritariamente em rotas de alta frequ\u00eancia como o Eixo Anhanguera e o BRT Norte-Sul.<\/li>\n<li>\u00d4nibus Diesel Euro VI: Complementando a frota, cerca de 940 unidades utilizar\u00e3o a tecnologia diesel Euro VI, a mais avan\u00e7ada e menos poluente para motores a combust\u00e3o, servindo como transi\u00e7\u00e3o para rotas perif\u00e9ricas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O investimento total projetado para a frota \u00e9 de aproximadamente R$ 1,2 bilh\u00e3o de reais e de R$ 1,6 bilh\u00e3o que inclui obras e melhorias de infraestrutura. Para mitigar riscos de desabastecimento e garantir que a infraestrutura de compress\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o de g\u00e1s acompanhe a demanda, o governo adotou uma estrat\u00e9gia de aquisi\u00e7\u00e3o escalonada, com a entrega de lotes \u00f4nibus a cada seis meses. Esse faseamento permite que a seguran\u00e7a energ\u00e9tica seja preservada enquanto a produ\u00e7\u00e3o local de biometano ganha escala.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>AutoBus<\/strong><\/em><\/span> &#8211; De onde vir\u00e1 o biometano? Qual sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>Miguel<\/strong><\/em><\/span> &#8211; O suprimento de biometano para a Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC) de Goi\u00e2nia prov\u00e9m de uma base diversificada de biomassa, aproveitando a forte voca\u00e7\u00e3o agroindustrial e urbana do estado de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>O combust\u00edvel ser\u00e1 gerado a partir da biodigest\u00e3o anaer\u00f3bia de res\u00edduos org\u00e2nicos provenientes de tr\u00eas frentes principais:<\/p>\n<ul>\n<li>Res\u00edduos Agr\u00edcolas e Agroindustriais: Incluem a vinha\u00e7a e o baga\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar, res\u00edduos de soja e milho, al\u00e9m de efluentes de ind\u00fastrias de latic\u00ednios, abatedouros e frigor\u00edficos.<\/li>\n<li>Dejetos da Pecu\u00e1ria: Provenientes da bovinocultura, suinocultura e avicultura (aves e frangos de corte).<\/li>\n<li>Res\u00edduos Urbanos: Derivados de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos (RSU) depositados em aterros sanit\u00e1rios e efluentes de esta\u00e7\u00f5es de tratamento de esgoto (ETE).<\/li>\n<\/ul>\n<p>O estado de Goi\u00e1s possui um dos maiores potenciais de produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s do pa\u00eds, embora atualmente explore apenas cerca de 1,9% dessa capacidade.<\/p>\n<ul>\n<li>Potencial Te\u00f3rico: O estado det\u00e9m um potencial de produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s estimado em 2,2 bilh\u00f5es de m\u00b3 por ano, o que equivale a um potencial energ\u00e9tico de 331,8 mil GWh\/ano.<\/li>\n<li>Distribui\u00e7\u00e3o do Potencial: A fonte agroindustrial responde por 36,9% do volume total, seguida pelo saneamento\/res\u00edduos urbanos (31,6%) e pela pecu\u00e1ria (31,5%).<\/li>\n<li>Capacidade Geogr\u00e1fica: Em um raio de at\u00e9 200 quil\u00f4metros de Goi\u00e2nia, existem 23 empreendimentos mapeados com potencial de oferta de at\u00e9 19 milh\u00f5es de m\u00b3 por ano.<\/li>\n<li>Oferta L\u00edquida de Curto Prazo: Considerando o teor m\u00e9dio de metano no biog\u00e1s e o efeito da sazonalidade da cana-de-a\u00e7\u00facar (safra de 7 meses), a oferta l\u00edquida dispon\u00edvel atual para o estado \u00e9 estimada em 16,1 milh\u00f5es de m\u00b3 por ano.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A estrat\u00e9gia governamental prev\u00ea o uso de &#8220;gasodutos virtuais&#8221; para transportar esse combust\u00edvel das usinas produtoras, concentradas no sul e sudoeste goiano, at\u00e9 os pontos de abastecimento na capital.<\/p>\n<p><em><strong><span style=\"color: #008000;\">AutoBus<\/span><\/strong><\/em> &#8211; Assim como a energia el\u00e9trica, a infraestrutura espec\u00edfica para o g\u00e1s \u00e9 um desafio a ser passado. Como o Governo Goiano v\u00ea isso e o que est\u00e1 fazendo para que o fornecimento do combust\u00edvel esteja dispon\u00edvel \u00e0 opera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>Miguel<\/strong><\/em><\/span> &#8211; O Governo de Goi\u00e1s encara o desafio da infraestrutura com um &#8220;realismo pragm\u00e1tico&#8221;, reconhecendo que a aus\u00eancia de gasodutos f\u00edsicos e de uma ind\u00fastria consumidora consolidada \u00e9 um entrave, mas n\u00e3o um impedimento para a viabiliza\u00e7\u00e3o do projeto. Diferente da eletrifica\u00e7\u00e3o total, que exigiria investimentos massivos e imediatos em refor\u00e7o da rede el\u00e9trica para evitar sobrecargas no sistema urbano, o governo v\u00ea no biometano uma solu\u00e7\u00e3o de implementa\u00e7\u00e3o mais \u00e1gil e adaptada \u00e0 voca\u00e7\u00e3o regional.<\/p>\n<p>Para garantir que o fornecimento de combust\u00edvel esteja dispon\u00edvel para a opera\u00e7\u00e3o da frota de 501 \u00f4nibus, o Governo Goiano est\u00e1 implementando as seguintes estrat\u00e9gias:<\/p>\n<ul>\n<li>Implanta\u00e7\u00e3o de &#8220;Gasodutos Virtuais&#8221;: Para superar a falta de dutos f\u00edsicos, o biometano ser\u00e1 transportado via modal rodovi\u00e1rio por carretas equipadas com cilindros de G\u00e1s Natural Comprimido (GNC) ou tanques criog\u00eanicos de G\u00e1s Natural Liquefeito (GNL) das usinas at\u00e9 as garagens. O custo log\u00edstico dessa opera\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi mapeado entre R0,65eR 5,50 por m\u00b3, dependendo da dist\u00e2ncia da planta produtora.<\/li>\n<li>Modelo de Abastecimento Noturno (Slow-filling): O planejamento prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de esta\u00e7\u00f5es de compress\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximas ou dentro das garagens, utilizando o sistema de <em>slow-filling<\/em>. Este modelo \u00e9 tecnicamente mais adequado para frotas que retornam diariamente ao p\u00e1tio, otimizando a infraestrutura de carga durante a noite.<\/li>\n<li>Valida\u00e7\u00e3o via Projeto-Piloto: A viabilidade infraestrutural foi testada no Terminal Novo Mundo, que utilizou uma carreta-pulm\u00e3o com capacidade de 7.000 Nm\u00b3 de biometano, al\u00e9m de compressores (<em>boosters<\/em>) e dispensers m\u00f3veis, demonstrando flexibilidade para r\u00e1pida replica\u00e7\u00e3o em outros pontos do sistema.<\/li>\n<li>Cronograma Escalonado e Seguran\u00e7a Energ\u00e9tica: A aquisi\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus ocorrer\u00e1 de forma gradual, em lotes ve\u00edculos a cada seis meses. Esse faseamento visa garantir que a infraestrutura de abastecimento e a produ\u00e7\u00e3o local (estimada em um potencial de 2,2 bilh\u00f5es de m\u00b3\/ano) acompanhem o crescimento da demanda, mitigando riscos de desabastecimento.<\/li>\n<li>Fomento via Mercado de Capitais: O lan\u00e7amento de um Fundo de Investimento em Direitos Credit\u00f3rios (FIDC) de R$ 800 milh\u00f5es na B3 permite que empresas privadas captem recursos para investir especificamente em infraestrutura de biog\u00e1s e biometano, oferecendo seguran\u00e7a jur\u00eddica e taxas de juros competitivas (10% ao ano)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Outro ponto importante foi a An\u00e1lise de Vulnerabilidade Sazonal de Suprimento fundamentada nos dados t\u00e9cnicos dos estudos de viabilidade para a Nova RMTC, focando na resili\u00eancia da opera\u00e7\u00e3o da frota de 501 \u00f4nibus frente \u00e0 entressafra da cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>A matriz de bioenergia de Goi\u00e1s \u00e9 fortemente dependente do setor sucroenerg\u00e9tico, onde 68 das 74 usinas de biog\u00e1s do estado processam cana-de-a\u00e7\u00facar. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 dividida em um ciclo de 7 meses de safra e 5 meses de entressafra (dezembro a mar\u00e7o), per\u00edodo em que a oferta de vinha\u00e7a e torta de filtro cessa completamente. Para a modelagem financeira do projeto, assume-se que o biometano sucroenerg\u00e9tico supre 58% do consumo anual, deixando um gap de 42% de demanda residual durante a entressafra.<\/p>\n<p>Como o biometano \u00e9 um substituto &#8220;<em>drop-in<\/em>&#8221; perfeito para o g\u00e1s natural, a frota de 501 \u00f4nibus utilizar\u00e1 motores de ciclo Otto que operam indistintamente com ambos os combust\u00edveis.<\/p>\n<ul>\n<li>Mecanismo de Substitui\u00e7\u00e3o: Durante os 5 meses cr\u00edticos, a opera\u00e7\u00e3o migrar\u00e1 para o GNV f\u00f3ssil para garantir o cumprimento de 98,4% das viagens programadas, conforme validado no projeto-piloto.<\/li>\n<li>Estabilidade de Custos: Para evitar picos de pre\u00e7o na entressafra, os contratos de fornecimento preveem o &#8220;Fornecimento Tempor\u00e1rio de G\u00e1s Natural&#8221;. Nestes casos, o contrato estabelece que a substitui\u00e7\u00e3o excepcional do biometano pelo GNV n\u00e3o implicar\u00e1 aumento do pre\u00e7o estabelecido para o comprador, blindando o sistema tarif\u00e1rio.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para mitigar a depend\u00eancia do g\u00e1s f\u00f3ssil, o plano estrat\u00e9gico de Goi\u00e1s contempla a evolu\u00e7\u00e3o da infraestrutura log\u00edstica:<\/p>\n<ul>\n<li>Gasodutos Virtuais e GNL: A infraestrutura cr\u00edtica utiliza caminh\u00f5es-tanque criog\u00eanicos para o transporte de G\u00e1s Natural Liquefeito (GNL). O biometano liquefeito (Bio-GNL) possui uma densidade energ\u00e9tica significativamente superior ao comprimido (GNC), permitindo a estocagem de grandes volumes em tanques criog\u00eanicos nas garagens para uso durante os meses de baixa produ\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Hubs Estrat\u00e9gicos: O plano recomenda o desenvolvimento de hubs com capacidade dual (bio)GNL\/(bio)GNC, permitindo que o estado armazene excedentes de produ\u00e7\u00e3o da safra para serem injetados no sistema durante a entressafra.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para reduzir a vulnerabilidade de 42% da entressafra, Goi\u00e1s aposta na diversifica\u00e7\u00e3o de res\u00edduos que n\u00e3o possuem sazonalidade:<\/p>\n<ul>\n<li>Pecu\u00e1ria e Res\u00edduos Urbanos: Dejetos de bovinos, su\u00ednos e aves, al\u00e9m de aterros sanit\u00e1rios e esgoto urbano, produzem biometano de forma cont\u00ednua durante os 12 meses do ano.<\/li>\n<li>Potencial N\u00e3o Sucroenerg\u00e9tico: Caso a produ\u00e7\u00e3o das 68 usinas de cana seja exclu\u00edda, o estado ainda ret\u00e9m um montante l\u00edquido de 7,8 milh\u00f5es de m\u00b3 por ano de fontes perenes, o que seria suficiente para manter uma &#8220;frota de seguran\u00e7a&#8221; de at\u00e9 76 \u00f4nibus articulados operando 100% no verde mesmo em mar\u00e7o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o deve ser escalonada em lotes a cada seis meses para que a expans\u00e3o da frota coincida com a entrada em opera\u00e7\u00e3o de novas plantas de biog\u00e1s de base perene (pecu\u00e1ria e RSU) e a consolida\u00e7\u00e3o dos postos de abastecimento noturno (<em>slow-filling<\/em>) nas garagens<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>O que Goi\u00e1s vem fazendo mostra que para os sistemas de transporte coletivo brasileiro a eletricidade n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para se alcan\u00e7ar a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es poluentes, correto?<\/li>\n<li>Exatamente. O modelo adotado pelo Governo de Goi\u00e1s, atrav\u00e9s do projeto Nova RMTC, fundamenta-se no conceito de &#8220;realismo verde&#8221;, demonstrando que a descarboniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende de uma &#8220;bala de prata&#8221; tecnol\u00f3gica, mas sim de uma matriz energ\u00e9tica h\u00edbrida e diversificada.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A estrat\u00e9gia goiana evidencia que a eletricidade, embora seja a vanguarda para corredores de alta frequ\u00eancia como o Eixo Anhanguera, n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica \u2014 nem sempre a mais vi\u00e1vel \u2014 rota para a sustentabilidade no contexto brasileiro pelas seguintes raz\u00f5es t\u00e9cnicas e estrat\u00e9gicas:<\/p>\n<ul>\n<li>Aproveitamento da Voca\u00e7\u00e3o Regional: Goi\u00e1s conecta o transporte p\u00fablico \u00e0 sua base econ\u00f4mica, o agroneg\u00f3cio, transformando passivos ambientais (vinha\u00e7a de cana e dejetos animais) em ativos energ\u00e9ticos atrav\u00e9s do biometano. Esse biocombust\u00edvel permite uma redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) entre 85% e 95% na an\u00e1lise &#8220;do po\u00e7o \u00e0 roda&#8221;, patamar compar\u00e1vel \u00e0 eletrifica\u00e7\u00e3o, mas utilizando recursos 100% locais.<\/li>\n<li>Viabilidade Log\u00edstica e Infraestrutural: Enquanto a eletrifica\u00e7\u00e3o em larga escala exige investimentos massivos em subesta\u00e7\u00f5es e refor\u00e7o das redes de distribui\u00e7\u00e3o \u2014 que muitas vezes n\u00e3o suportariam a recarga simult\u00e2nea de grandes frotas sem comprometer o fornecimento urbano \u2014, o biometano utiliza a tecnologia de gasodutos virtuais e sistemas de <em>slow-filling<\/em> (abastecimento noturno), permitindo uma implementa\u00e7\u00e3o mais \u00e1gil e menos dependente de tecnologia estrangeira.<\/li>\n<li>Efici\u00eancia Econ\u00f4mica (TCO): O Custo Total de Propriedade (TCO) do \u00f4nibus el\u00e9trico pode ser at\u00e9 tr\u00eas vezes superior ao de modelos tradicionais, enquanto o biometano, especialmente em ve\u00edculos articulados para o sistema BRT, apresenta um sobrecusto incremental de apenas 11,6% a 18,6% em rela\u00e7\u00e3o ao diesel Euro VI. Isso garante a sustentabilidade financeira do sistema e a manuten\u00e7\u00e3o da modicidade tarif\u00e1ria.<\/li>\n<li>Resili\u00eancia Operacional: O biometano \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o &#8220;<em>drop-in<\/em>&#8220;, compat\u00edvel com motores ciclo Otto j\u00e1 consagrados, o que oferece maior autonomia (cerca de 337 km) e tempo de reabastecimento reduzido (20 minutos) em compara\u00e7\u00e3o aos desafios de autonomia e longos tempos de carga (4h30) das baterias el\u00e9tricas.<\/li>\n<li>Transi\u00e7\u00e3o Segura: Al\u00e9m do biometano e dos el\u00e9tricos, Goi\u00e1s incorpora o Diesel Euro VI, que reduz em 75% a polui\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gera\u00e7\u00e3o anterior, garantindo uma renova\u00e7\u00e3o total da frota (1.590 ve\u00edculos) sem riscos de desabastecimento ou colapso fiscal.<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"attachment_17671\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17671\" class=\"wp-image-17671\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG-20250717-WA0090-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG-20250717-WA0090-300x225.jpg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG-20250717-WA0090-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG-20250717-WA0090-768x576.jpg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG-20250717-WA0090-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG-20250717-WA0090-1080x810.jpg 1080w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG-20250717-WA0090.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-17671\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000080;\"><em><strong>Em pouco tempo, Goi\u00e1s ter\u00e1 uma in\u00e9dita frota de \u00f4nibus urbano movida a biometano, destacando o pioneirismo nesse contexto<\/strong><\/em><\/span><\/p><\/div>\n<p>Em suma, Goi\u00e1s prova que o biometano funciona como uma &#8220;ponte estrat\u00e9gica&#8221; soberana, que permite descarbonizar o transporte pesado de forma imediata e realista, enquanto a infraestrutura el\u00e9trica se consolida para o longo prazo.<\/p>\n<p>Outro ponto importante de destacar \u00e9 sobre o arranjo metropolitano da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC) de Goi\u00e2nia, sustentado por uma governan\u00e7a interfederativa e uma robusta parceria p\u00fablico-privada (PPP) cuja consolidou-se como o principal sistema verdadeiramente metropolitano do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Esta estrutura est\u00e1 transformando a mobilidade regional atrav\u00e9s do projeto Nova RMTC, que foca na integra\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, financeira e tecnol\u00f3gica para superar o hist\u00f3rico de inefici\u00eancias operacionais.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o \u00e9 coordenada pela C\u00e2mara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC), presidida pelo Governo de Goi\u00e1s, que atua como articulador entre 21 munic\u00edpios para garantir um padr\u00e3o \u00fanico de qualidade em toda a rede. Este modelo permite a divis\u00e3o interfederativa dos subs\u00eddios fazendo com que o montante necess\u00e1rio para manter a modicidade tarif\u00e1ria e os investimentos sejam bem distribu\u00eddos pelos entes.<\/p>\n<p>A separa\u00e7\u00e3o entre a &#8220;tarifa t\u00e9cnica&#8221; (custo real de opera\u00e7\u00e3o recebido pelas empresas) e a &#8220;tarifa social&#8221; (paga pelo usu\u00e1rio) permitiu que Goi\u00e2nia mantivesse o valor de R$ 4,30 congelado desde 2019, mesmo diante da infla\u00e7\u00e3o setorial.<\/p>\n<p>A execu\u00e7\u00e3o operacional e a gest\u00e3o da infraestrutura t\u00e9cnica (terminais, bilhetagem e Central de Controle Operacional) s\u00e3o delegadas ao RedeMob Cons\u00f3rcio, formado pelas cinco concession\u00e1rias do sistema (sendo uma delas a estatal Metrobus). Esta parceria viabiliza investimentos privados de cerca de R$ 1,6 bilh\u00e3o, destinados \u00e0 renova\u00e7\u00e3o de 100% da frota (1.590 ve\u00edculos) e \u00e0 requalifica\u00e7\u00e3o dos terminais e de mais de 5.000 pontos de parada.<\/p>\n<p>Diferentemente de modelos que apostam em uma \u00fanica tecnologia, a PPP goiana adota uma matriz h\u00edbrida composta por \u00f4nibus el\u00e9tricos para corredores de alta frequ\u00eancia (Eixo Anhanguera), biometano como \u00e2ncora de bioenergia regional (501 unidades) e diesel Euro VI para rotas de transi\u00e7\u00e3o. Essa estrat\u00e9gia &#8220;tropicaliza&#8221; a sustentabilidade ao conectar o transporte p\u00fablico \u00e0 voca\u00e7\u00e3o agroindustrial do estado.<\/p>\n<p>Por que Goi\u00e1s \u00e9 um modelo para outras regi\u00f5es?<\/p>\n<ul>\n<li>Soberania Energ\u00e9tica: Ao priorizar o biometano, Goi\u00e1s reduz a depend\u00eancia de tecnologia estrangeira (baterias) e combust\u00edveis f\u00f3sseis importados, utilizando um recurso local que gera empregos e renda no estado.<\/li>\n<li>Resili\u00eancia Operacional: O uso de &#8220;gasodutos virtuais&#8221; e infraestrutura de abastecimento noturno (<em>slow-filling<\/em>) nas garagens prova ser uma solu\u00e7\u00e3o de implementa\u00e7\u00e3o mais \u00e1gil e barata que a eletrifica\u00e7\u00e3o total imediata, servindo de ponte tecnol\u00f3gica vi\u00e1vel.<\/li>\n<li>Justi\u00e7a Social: O modelo de subs\u00eddio focado na equidade garante que o custo do transporte n\u00e3o comprometa a renda das fam\u00edlias mais pobres, atuando como um motor de desenvolvimento regional e inclus\u00e3o social.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Imagens &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biocombust\u00edvel \u00e9 visto como mais uma alternativa para a descarboniza\u00e7\u00e3o do transporte coletivo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17669,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[485,919,1060,90],"tags":[1069],"class_list":["post-17668","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biometano","category-meio-ambiente","category-notas","category-noticias","tag-governo-goiano-biometano","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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