{"id":17679,"date":"2026-01-27T06:56:29","date_gmt":"2026-01-27T09:56:29","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=17679"},"modified":"2026-01-27T06:56:29","modified_gmt":"2026-01-27T09:56:29","slug":"seguranca-energetica-para-os-transportes-no-brasil-uma-historia-de-dependencias-oportunidades-e-soberania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=17679","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a Energ\u00e9tica para os Transportes no Brasil: Uma Hist\u00f3ria de Depend\u00eancias, Oportunidades e Soberania"},"content":{"rendered":"<p><em>Por <span style=\"color: #800000;\"><strong>Rogerio Pires<\/strong><\/span>, Engenheiro e especialista em efici\u00eancia energ\u00e9tica e seguran\u00e7a de ve\u00edculos comerciais<\/em><\/p>\n<p>Diante de um cen\u00e1rio geopol\u00edtico cada vez mais complexo, ganham relev\u00e2ncia as discuss\u00f5es, nos meios pol\u00edticos e t\u00e9cnicos, sobre a seguran\u00e7a energ\u00e9tica dos transportes no Brasil \u2014 historicamente um dos pilares estrat\u00e9gicos para garantir n\u00edveis m\u00ednimos aceit\u00e1veis de competitividade econ\u00f4mica e estabilidade log\u00edstica.<\/p>\n<p>Embora o pa\u00eds tenha avan\u00e7ado em diversas frentes, o modal rodovi\u00e1rio \u2014 tanto no transporte de cargas quanto de passageiros \u2014 ainda \u00e9 amplamente predominante. Isso torna o Brasil fortemente dependente do diesel, combust\u00edvel cuja oferta interna, infelizmente, \u00e9 insuficiente para atender \u00e0 demanda nacional.<\/p>\n<p>Mesmo sendo um grande produtor de petr\u00f3leo, o Brasil n\u00e3o disp\u00f5e, atualmente, de capacidade de refino capaz de suprir sua demanda interna por diesel. O resultado \u00e9 um cen\u00e1rio em que aproximadamente 25% do diesel consumido no pa\u00eds precisa ser importado, em grande parte de pa\u00edses como Estados Unidos, R\u00fassia e \u00cdndia. Essa depend\u00eancia n\u00e3o \u00e9 apenas econ\u00f4mica: ela exp\u00f5e o sistema de transportes a flutua\u00e7\u00f5es internacionais de pre\u00e7os, press\u00f5es geopol\u00edticas sobre a oferta e \u00e0 volatilidade cambial, fatores que impactam diretamente o custo de opera\u00e7\u00e3o de todo o setor log\u00edstico brasileiro.<\/p>\n<p>Esse tipo de vulnerabilidade externa n\u00e3o \u00e9 novidade para o pa\u00eds. A crise do petr\u00f3leo de 1973 foi um ponto de inflex\u00e3o ao evidenciar os riscos de depender do mercado internacional para garantir mobilidade. \u00c0 \u00e9poca, o Brasil importava mais de 80% do petr\u00f3leo consumido internamente, o que levou \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de uma das mais ousadas estrat\u00e9gias de substitui\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica da hist\u00f3ria nacional: o Programa Nacional do \u00c1lcool (Pro\u00e1lcool).<\/p>\n<p>A iniciativa estimulou a cria\u00e7\u00e3o de uma cadeia produtiva robusta de etanol, desde o cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar at\u00e9 o desenvolvimento de motores dedicados ao novo combust\u00edvel. D\u00e9cadas depois, esse esfor\u00e7o abriu caminho para a tecnologia flex fuel, que transformou novamente a matriz veicular brasileira e conferiu um elevado n\u00edvel de autonomia energ\u00e9tica ao segmento de autom\u00f3veis. Hoje, quando o pre\u00e7o do petr\u00f3leo dispara ou tens\u00f5es globais amea\u00e7am o fluxo de derivados, o etanol se apresenta como amortecedor e alternativa imediata \u2014 um exemplo bem-sucedido de como pol\u00edtica industrial, inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e voca\u00e7\u00e3o agr\u00edcola podem convergir para fortalecer a soberania energ\u00e9tica.<\/p>\n<div id=\"attachment_17681\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17681\" class=\"wp-image-17681\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/VTPA_Rogerio-Pires_RPP_2025-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/VTPA_Rogerio-Pires_RPP_2025-200x300.jpg 200w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/VTPA_Rogerio-Pires_RPP_2025-683x1024.jpg 683w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/VTPA_Rogerio-Pires_RPP_2025-768x1151.jpg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/VTPA_Rogerio-Pires_RPP_2025.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-17681\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #003300;\"><em><strong>Rog\u00e9rio Pires &#8211; Em um cen\u00e1rio global de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, o Brasil se encontra, mais uma vez, diante de escolhas estrat\u00e9gicas<\/strong><\/em><\/span><\/p><\/div>\n<p>Entretanto, no debate contempor\u00e2neo sobre a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica \u2014 especialmente no que se refere ao transporte de cargas e passageiros \u2014 o pa\u00eds corre o risco de repetir antigas vulnerabilidades sob novas roupagens. A press\u00e3o pela eletrifica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos comerciais, sobretudo \u00f4nibus urbanos, tem crescido rapidamente e, embora a eletrifica\u00e7\u00e3o seja desej\u00e1vel do ponto de vista ambiental, seu avan\u00e7o acelerado traz um alerta que n\u00e3o pode ser ignorado: o Brasil n\u00e3o disp\u00f5e de uma cadeia industrial minimamente estruturada para a produ\u00e7\u00e3o de baterias voltadas a esse tipo de aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, hoje, escala competitiva em minera\u00e7\u00e3o e beneficiamento de materiais essenciais para os componentes dos ve\u00edculos el\u00e9tricos. Com mat\u00e9rias-primas cr\u00edticas concentradas em poucos pa\u00edses e uma cadeia global amplamente dominada pela China, a introdu\u00e7\u00e3o em massa de ve\u00edculos comerciais el\u00e9tricos significaria substituir a depend\u00eancia do diesel importado por uma depend\u00eancia ainda mais profunda \u2014 tecnol\u00f3gica, industrial e geopol\u00edtica. Diferentemente do diesel, cuja capacidade global de oferta \u00e9 diversificada, a ind\u00fastria de baterias \u00e9 concentrada, estrat\u00e9gica e altamente sens\u00edvel.<\/p>\n<p>Fica cada vez mais claro que, no caso brasileiro, a seguran\u00e7a energ\u00e9tica dos transportes deve estar baseada na diversifica\u00e7\u00e3o das fontes de energia. No entanto, o pa\u00eds ainda carece de pol\u00edticas p\u00fablicas claras, livres de vieses ideol\u00f3gicos ou conjunturais, e orientadas por uma vis\u00e3o de longo prazo. Regulamenta\u00e7\u00f5es precisam avan\u00e7ar com a devida celeridade para que os investimentos necess\u00e1rios ocorram com seguran\u00e7a jur\u00eddica e econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Como exemplo, observa-se que a pol\u00edtica de biodiesel no Brasil tem oscilado nos \u00faltimos anos, com altern\u00e2ncia nos percentuais obrigat\u00f3rios de mistura e regras de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 importa\u00e7\u00e3o que, muitas vezes, buscam estimular pequenos produtores, ainda que isso possa impactar custos e a efici\u00eancia da cadeia. Apesar de controv\u00e9rsias, o biodiesel segue sendo uma ferramenta relevante para reduzir a exposi\u00e7\u00e3o ao diesel f\u00f3ssil importado.<\/p>\n<p>Por outro lado, alternativas pass\u00edveis de desenvolvimento local come\u00e7am a ganhar for\u00e7a e representam oportunidades concretas para a constru\u00e7\u00e3o de um modelo de seguran\u00e7a energ\u00e9tica mais moderno e sustent\u00e1vel. O biometano, produzido a partir de res\u00edduos agropecu\u00e1rios, de saneamento e do processamento de alimentos, destaca-se como uma solu\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel, com alta capacidade de substitui\u00e7\u00e3o do diesel em frotas espec\u00edficas e grande potencial de expans\u00e3o, especialmente nas regi\u00f5es Centro-Oeste, Sul e Sudeste. J\u00e1 o diesel renov\u00e1vel, quimicamente equivalente ao diesel de origem f\u00f3ssil, pode ser utilizado em qualquer frota existente sem necessidade de adapta\u00e7\u00f5es, oferecendo escalabilidade desde que haja est\u00edmulo industrial.<\/p>\n<p>Ambas as solu\u00e7\u00f5es t\u00eam em comum o fato de poderem ser produzidas domesticamente, gerando empregos, agregando valor e reduzindo vulnerabilidades externas \u2014 exatamente os ingredientes que fizeram do etanol um caso de sucesso.<\/p>\n<p>Em um cen\u00e1rio global de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, o Brasil se encontra, mais uma vez, diante de escolhas estrat\u00e9gicas. A eletrifica\u00e7\u00e3o certamente ter\u00e1 seu papel, mas n\u00e3o pode ser adotada sem a devida considera\u00e7\u00e3o sobre novas depend\u00eancias e riscos. A hist\u00f3ria do etanol demonstra que, quando o pa\u00eds investe em solu\u00e7\u00f5es alinhadas \u00e0s suas capacidades e voca\u00e7\u00f5es, constr\u00f3i caminhos mais seguros, sustent\u00e1veis e soberanos. A seguran\u00e7a energ\u00e9tica dos transportes brasileiros n\u00e3o ser\u00e1 alcan\u00e7ada pela simples ado\u00e7\u00e3o de tecnologias importadas, mas pela constru\u00e7\u00e3o de alternativas que fortale\u00e7am cadeias produtivas locais, reduzam vulnerabilidades e preservem a autonomia constru\u00edda ao longo de d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Imagens &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o e acervo Revista AutoBus<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fica cada vez mais claro que, no caso brasileiro, a seguran\u00e7a energ\u00e9tica dos transportes deve estar baseada na diversifica\u00e7\u00e3o das fontes de energia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17680,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1060,41],"tags":[1070],"class_list":["post-17679","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-notas","category-ponto-de-vista","tag-eficiencia-energetica-no-transporte","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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