{"id":17825,"date":"2026-02-12T14:38:02","date_gmt":"2026-02-12T17:38:02","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=17825"},"modified":"2026-02-12T14:38:24","modified_gmt":"2026-02-12T17:38:24","slug":"mototaxis-o-debate-necessario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=17825","title":{"rendered":"MOTOT\u00c1XIS \u2013 O DEBATE NECESS\u00c1RIO"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #0000ff;\"><em><strong>*Por Francisco Christovam<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p>O Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) divulgou, no final do ano passado, dados muito significativos para o debate sobre a libera\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de mototaxistas por aplicativos. Entre os n\u00fameros publicados, revelou que a participa\u00e7\u00e3o das motos nas mortes por acidentes de tr\u00e2nsito passou de 3%, no fim dos anos 1990, para quase 40%, em 2023.<\/p>\n<p>O estudo\u00a0<em>Mortalidade e morbidade das motocicletas e os riscos da implanta\u00e7\u00e3o do motot\u00e1xi no Brasil<\/em>, publicado pelo Ipea, em novembro de 2025, tamb\u00e9m indica que as motocicletas concentram, aproximadamente, 60% das interna\u00e7\u00f5es, por acidentes de transporte terrestre, e consumiram, em 2024, mais de R$ 270 milh\u00f5es das despesas p\u00fablicas hospitalares.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o estudo, a frota de motocicletas cresceu de 2,7 milh\u00f5es de unidades (1998) para mais de 34 milh\u00f5es (2024), passando de menos de 10% para cerca de 30% da frota motorizada nacional. O aumento da mortalidade foi ainda mais intenso: as mortes de usu\u00e1rios de moto se multiplicaram 15 vezes, no per\u00edodo, e, mesmo com uma queda observada desde 2014, a taxa de mortalidade, por 100 mil habitantes, voltou a atingir, recentemente, o pico ocorrido antes do in\u00edcio da crise econ\u00f4mica no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Assim, a moto se tornou o ve\u00edculo que mais mata no tr\u00e2nsito brasileiro, sendo que cerca de 70% das mortes e interna\u00e7\u00f5es por sinistros de motos atingem pessoas de 20 a 49 anos, com destaque para o grupo de 20 a 29 anos, que representa cerca de um ter\u00e7o das v\u00edtimas, embora represente parcela bem menor da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em duas d\u00e9cadas, segundo o Ipea, as interna\u00e7\u00f5es por sinistros com motocicletas no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) se multiplicaram, superando 160 mil interna\u00e7\u00f5es e representando cerca de 60% de todas as interna\u00e7\u00f5es por acidentes de transporte terrestre. Os gastos hospitalares com v\u00edtimas de motos passaram de R$ 41 milh\u00f5es para aproximadamente R$ 273 milh\u00f5es (em valores reais), o que corresponde a quase dois ter\u00e7os do total despendido com sinistros de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>Dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es Gerenciais de Sinistros de Tr\u00e2nsito (Infosiga), do Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito de S\u00e3o Paulo (Detran-SP) mostram que, de janeiro a dezembro de 2025, foram registrados 6.109 \u00f3bitos no Estado de S\u00e3o Paulo, sendo 2.631 de motociclistas; 255 dessas mortes foram registradas apenas em dezembro do ano passado.<\/p>\n<p>Para o Ipea, \u201cas fragilidades da utiliza\u00e7\u00e3o das motocicletas, associadas com as estat\u00edsticas tr\u00e1gicas de mortalidade de motociclistas em geral, colocam as motos como n\u00e3o apropriadas para realiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de transporte de passageiros remunerados\u201d.<\/p>\n<p>Infelizmente, as vidas e os custos sociais e de sa\u00fade associados aos acidentes com motocicletas parecem n\u00e3o ter sido consideradas, em decis\u00f5es judiciais favor\u00e1veis \u00e0 libera\u00e7\u00e3o dos mototaxistas.<\/p>\n<p>Apesar de a Constitui\u00e7\u00e3o Federal estabelecer que \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio legislar sobre os servi\u00e7os de interesse local, como os referentes \u00e0 mobilidade urbana da popula\u00e7\u00e3o, caso dos servi\u00e7os privados de transporte, de utilidade p\u00fablica ou n\u00e3o, na cidade de S\u00e3o Paulo a tentativa da prefeitura de colocar regras r\u00edgidas para a presta\u00e7\u00e3o desse servi\u00e7o, foi, em parte, questionada no Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n<p>O servi\u00e7o de motot\u00e1xi, que se caracteriza por ser um servi\u00e7o de transporte privado de passageiros, \u00e9 estimado em cerca de 2 milh\u00f5es de \u201cmotociclistas parceiros\u201d, de plataformas de aplicativos, em quase 3.000 das 5.570 cidades brasileiras, de diferentes portes, incluindo a maioria das capitais. O servi\u00e7o \u00e9 prestado de forma desregulamentada ou mediante um regramento muito prec\u00e1rio, sem a devida fiscaliza\u00e7\u00e3o. \u00a0\u00a0Segundo o Ipea, a regi\u00e3o Nordeste \u00e9 a que concentra, atualmente, maior quantidade de munic\u00edpios com servi\u00e7os de motot\u00e1xi, de forma ilegal ou amparada por legisla\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das quest\u00f5es de seguran\u00e7a vi\u00e1ria, o motot\u00e1xi \u00e9 um tipo de servi\u00e7o que cria uma competi\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria com o transporte p\u00fablico por \u00f4nibus, inclusivo e regular, captando os passageiros de curta dist\u00e2ncia e n\u00e3o atuando em regi\u00f5es de dif\u00edcil acesso ou onde a demanda \u00e9 rarefeita. \u00c9 a total subvers\u00e3o de tudo o que se aplica na caracteriza\u00e7\u00e3o do transporte de passageiros, como um servi\u00e7o p\u00fablico, com regras estabelecidas pelo poder p\u00fablico e operado com seguran\u00e7a, conforto, confiabilidade, regularidade e a pre\u00e7os m\u00f3dicos.<\/p>\n<p>\u00c9 sempre bom destacar que o transporte p\u00fablico coletivo \u00e9 a ess\u00eancia da mobilidade nas cidades, e que esse servi\u00e7o vem perdendo passageiros para o transporte individual, nos \u00faltimos 10 anos, causando a piora do tr\u00e2nsito nas cidades, com mais pessoas utilizando carros e motos, com o consequente aumento dos sinistros envolvendo, principalmente, os usu\u00e1rios de motocicletas.<\/p>\n<p>H\u00e1, ainda, a quest\u00e3o dos custos ambientais, com o aumento das polui\u00e7\u00f5es do ar e sonora decorrentes do acr\u00e9scimo de ve\u00edculos de transporte individual nas cidades, j\u00e1 que as motos emitem quase quatro vezes mais poluentes para a mesma quantidade de pessoas transportadas pelos \u00f4nibus.<\/p>\n<p>Entidades como o Instituto de Engenharia, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Transportes P\u00fablicos (<a href=\"https:\/\/www.antp.org.br\/\">ANTP<\/a>), o Sindicato dos Engenheiros no Estado de S\u00e3o Paulo (SEESP) e a Uni\u00e3o Internacional de Transporte P\u00fablico (UITP) alertaram, em manifesto divulgado em 2025, sobre os\u00a0 riscos da libera\u00e7\u00e3o do motot\u00e1xi\u00a0 e os impactos dessa modalidade de transporte individual em \u00e1reas como seguran\u00e7a p\u00fablica, mobilidade urbana, sa\u00fade p\u00fablica e efici\u00eancia do transporte coletivo, que deve ser expandido e priorizado na malha vi\u00e1ria, para permitir ganhos operacionais e melhoria da qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas cidades brasileiras, que j\u00e1 enfrentam congestionamentos e altos \u00edndices de acidentes, qualquer libera\u00e7\u00e3o de mototaxistas exige uma forte regulamenta\u00e7\u00e3o, com padr\u00f5es de seguran\u00e7a e qualidade e uma fiscaliza\u00e7\u00e3o intensa e efetiva, que consiga inibir a expans\u00e3o do uso de motos, promova um tr\u00e1fego mais seguro e preserve o fluxo do transporte p\u00fablico coletivo por \u00f4nibus, para que n\u00e3o ocorra o aumento dos tempos de viagens e preju\u00edzos \u00e0 mobilidade dos passageiros.<\/p>\n<p>Em resumo, o servi\u00e7o de motot\u00e1xi precisa ser visto como um grande problema para os principais centros urbanos brasileiros e n\u00e3o como uma solu\u00e7\u00e3o, r\u00e1pida e barata, para os deslocamentos di\u00e1rios da popula\u00e7\u00e3o que vive nas cidades de m\u00e9dio e grande portes.<\/p>\n<p>Imagens &#8211; Acervo e IA<\/p>\n<div id=\"attachment_17826\" style=\"width: 353px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17826\" class=\"wp-image-17826\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Christovam-1-257x300.jpg\" alt=\"\" width=\"343\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Christovam-1-257x300.jpg 257w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Christovam-1.jpg 751w\" sizes=\"(max-width: 343px) 100vw, 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