{"id":18166,"date":"2026-03-12T14:46:40","date_gmt":"2026-03-12T17:46:40","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166"},"modified":"2026-03-12T14:46:40","modified_gmt":"2026-03-12T17:46:40","slug":"um-mal-que-persiste-pelas-rodovias-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166","title":{"rendered":"Um mal que persiste pelas rodovias brasileiras"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\">Todos os dias, milhares de pessoas viajam pela modalidade do transporte clandestino entre as cidades via estradas de rodagem. Tornou-se comum a ilicitude em meio \u00e0 uma rede regularizada, n\u00e3o respeitando regras e o estabelecimento de medidas de seguran\u00e7a em prol do bem-estar dos passageiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O fato \u00e9 corroborado pelo fortalecimento de um setor que vem se organizando em escala operacional, capaz de oferecer atratividades pela conectividade de informa\u00e7\u00e3o, pre\u00e7o baixo e promessa de viagens mais r\u00e1pidas. Os servi\u00e7os clandestinos exp\u00f5em fraudes, falta de seguro em caso de acidentes e evas\u00e3o de impostos, afetando diretamente toda a sociedade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Sem regras em uma disputa desleal pelo p\u00fablico viajante, essas opera\u00e7\u00f5es prejudicam as empresas legais e regulares, que investem em seguran\u00e7a, treinamento de profissionais e na tecnologia veicular, enfraquecendo o setor regulamentado e promovendo a redu\u00e7\u00e3o de fatores fundamentais, como confiabilidade, qualidade e seguran\u00e7a, al\u00e9m da perda de direitos garantidos. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A revista AutoBus conversou com dois personagens que atuam no setor regulamentado do transporte de passageiros sobre os s\u00e9rios riscos envolvendo a presen\u00e7a, cada vez mais constante, do transporte clandestino e as circunst\u00e2ncias que causam toda a desconstru\u00e7\u00e3o de um segmento que evidencia, h\u00e1 muitos anos, a import\u00e2ncia de um transporte organizado, qualificado e seguro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para Antonio Laskos, diretor do Setpesp, Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de S\u00e3o Paulo, ressaltou que a informalidade no transporte de passageiros, que ao longo do tempo se transformou em \u201cramo de neg\u00f3cio\u201d com a atividade irregular e clandestina, passa por muitas fases ao longo do tempo.\u00a0 Segundo ele, com pouca visibilidade no passado, em fun\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o serem restritos e de pouca circula\u00e7\u00e3o, o constante crescimento da atividade clandestina foi acobertado e passou despercebido. \u201cHoje o cen\u00e1rio \u00e9 muito distinto. A massifica\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o por meio digital, praticamente em tempo real, permite que esse cen\u00e1rio nefasto do transporte clandestino seja claro, vis\u00edvel e poss\u00edvel alertar seus perigos para a sociedade, para o poder p\u00fablico e para a economia do setor\u201d, afirmou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Nas rodovias federais, a irregularidade tem sido frequente sob as vistas de um poder p\u00fablico que pouco faz para combater esse mal. No entanto, quando falamos em liga\u00e7\u00f5es intermunicipais, em solo paulista, por exemplo, o problema, tamb\u00e9m, \u00e9 visto e sentido, com a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o e abordagens do poder p\u00fablico estadual.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_18169\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18169\" class=\"wp-image-18169\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-5-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"393\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-5-300x169.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-5-1024x575.jpeg 1024w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-5-768x431.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-5-1080x607.jpeg 1080w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-5.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-18169\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333399;\"><em><strong>Empresas ou motoristas n\u00e3o passam por fiscaliza\u00e7\u00e3o adequada, colocando em risco a vida de passageiros, motoristas e demais usu\u00e1rios das estradas. \u00d4nibus, vans e autom\u00f3veis que realizam as opera\u00e7\u00f5es clandestinas, frequentemente, circulam em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de manuten\u00e7\u00e3o, com pneus gastos, freios comprometidos e aus\u00eancia de equipamentos de seguran\u00e7a, aumentando significativamente a probabilidade de acidentes graves<\/strong><\/em><\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">De acordo com Laskos, isso ocorre que, em fun\u00e7\u00e3o da grande malha rodovi\u00e1ria existente no estado de S\u00e3o Paulo e sua farta capilaridade, a fiscaliza\u00e7\u00e3o presencial para ser eficiente precisaria de um efetivo dez, quinze vezes maior que o atual. Al\u00e9m disso, existe a quest\u00e3o dos hor\u00e1rios de ocorr\u00eancia, uma vez que os clandestinos possuem \u201colheiros\u201d informando a presen\u00e7a dos fiscais para que os clandestinos mudem suas rotas. \u201cO foco precisa ser voltado para a implanta\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o inteligente, baseado no cruzamento de dados, c\u00e2maras OCR e c\u00e2maras em pra\u00e7as de ped\u00e1gio, sistema rodando com base em IA referenciada nos par\u00e2metros das ag\u00eancias reguladoras. Muito mais eficiente a captura de dados em tempo real e transmiss\u00e3o para as equipes de fiscaliza\u00e7\u00e3o nas rodovias, que poder\u00e3o atuar, de forma precisa, na abordagem dos ve\u00edculos que praticam o transporte clandestino\u201d, explicou o executivo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Nesse ambiente em que prevalece um confronto ruinoso, h\u00e1 v\u00e1rios modelos de transporte atuando em paralelo sob as formas de \u00f4nibus piratas, aplicativos irregulares, vans e autom\u00f3veis. Para o diretor do Setpesp, o que de fato ocorre \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o devastadora, por parte dos clandestinos, que agora podem produzir espa\u00e7os digitais (sites, portais, aplicativos) por um baixo custo, de apar\u00eancia legal e moderna, enganando os consumidores com o \u201car\u201d de legalidade. \u201cO que chamamos de \u201cpirata raiz\u201d ainda existe, preocupante claro, mas se tornou entre os pr\u00f3prios clandestinos, o \u201cprimo pobre\u201d do transporte irregular. Empresas com frotas (mesmo que em estado duvidoso de manuten\u00e7\u00e3o, idade do ve\u00edculo avan\u00e7ada e sem condi\u00e7\u00f5es de conforto adequadas) se utilizam do irregular \u201cfretamento colaborativo\u201d. Plataformas de carona remunerada acabaram criando um enorme mercado informal com seus motoristas que passaram a ter o cadastro dos passageiros e criaram grupos de <em>whatsapp<\/em> e nas m\u00eddias sociais ofertando o transporte clandestino por conta pr\u00f3pria. Sem falar em alguns desvios de utiliza\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos oficiais que deveriam ser utilizados para os programas de transporte escolar e da sa\u00fade p\u00fablica e passaram a oferecer transporte aberto (carona) para a popula\u00e7\u00e3o local\u201d, contou-nos Laskos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para ele, se somar todos os exemplos acima, uma bomba rel\u00f3gio est\u00e1 armada para a entrada de mais e mais criminalidade no meio do transporte p\u00fablico coletivo de passageiros. Em sua vis\u00e3o, o combate a isso requer medidas e a\u00e7\u00f5es inteligentes das autoridades, por meio do uso da tecnologia e ferramentas que possam contribuir com a presen\u00e7a do Estado para reduzir a ilegalidade. \u201cComo dito acima, acreditamos que a tecnologia \u00e9 nossa grande aliada. Estamos cooperando com o poder p\u00fablico e com os gestores do sistema para fornecer toda a colabora\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica poss\u00edvel no sentido de orientar as a\u00e7\u00f5es efetivas a serem adotadas no estado de S\u00e3o Paulo. Intelig\u00eancia de dados, em tempo real, \u00e9 fundamental. Importante lembrar que as empresas regulares investem, e muito, na renova\u00e7\u00e3o de frota, com \u00f4nibus modernos e repletos de tecnologia fornecendo seguran\u00e7a e conforto. Implanta\u00e7\u00e3o de muita tecnologia tamb\u00e9m para a busca de venda de passagens, hoje totalmente informatizada e online. Todo esse investimento s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com a demanda de passageiros que permitam esse equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro\u201d, destacou.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_18170\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18170\" class=\"wp-image-18170\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-3-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-3-300x169.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-3-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-3-768x432.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-3-1080x608.jpeg 1080w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.28-3.jpeg 1160w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-18170\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333399;\"><em><strong>A irregularidade se aproveita do pouco conhecimento que o p\u00fablico tem a respeito do assunto no transporte de passageiros<\/strong><\/em><\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para os operadores regulares, essa concorr\u00eancia, al\u00e9m de ser ruinosa economicamente, traz danos em todos os sentidos. Por\u00e9m, o setor n\u00e3o tem poder de decis\u00e3o e a\u00e7\u00e3o no combate \u00e0s irregularidades, lhe restando o potencial de trabalhar a conscientiza\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o de seus servi\u00e7os junto \u00e0 sociedade. E, no caso do Setpesp, entidade que congrega as empresas, sua atua\u00e7\u00e3o sobre esse assunto vem de v\u00e1rias formas. Laskos disse que, no ano de 2023, foi criado o projeto Bus\u00e3o Legal (www.busaolegal.com.br) com o foco no passageiro e alerta para a sociedade. \u201cNesse espa\u00e7o criamos a possibilidade de serem pesquisadas as empresas operadoras, se s\u00e3o regulares ou n\u00e3o, quais as origens e destinos que est\u00e3o autorizadas, espa\u00e7o para den\u00fancia em caso de verifica\u00e7\u00e3o de um transporte clandestino\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O Setpesp, tamb\u00e9m, formata companhas e v\u00eddeos educativos para serem replicadas nas m\u00eddias sociais de suas empresas associadas. \u201cCriamos, a partir de 2024, em feriados de grande movimenta\u00e7\u00e3o, campanhas espec\u00edficas nos principais terminais rodovi\u00e1rios no estado de S\u00e3o Paulo, demonstrando o risco para o passageiro caso utilize o transporte clandestino. Realizamos, a partir desse mesmo ano, uma campanha em diversas r\u00e1dios do grupo Bandeirantes de Comunica\u00e7\u00e3o chamada \u201cMinuto do Passageiro\u201d, onde em 56 \u201ccap\u00edtulos\u201d demonstramos para a sociedade o perigo na utiliza\u00e7\u00e3o do transporte clandestino. Entendemos ser fundamental todo esse conte\u00fado de m\u00eddia para a sociedade, por\u00e9m, enquanto existir a oferta mentirosa do transporte clandestino, muitas pessoas podem entrar no famoso caso do \u201cbarato que pode sair muito caro\u201d, salientou Laskos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Sobre a atua\u00e7\u00e3o do transporte il\u00edcito, o diretor da entidade representativa observou que, pelo fato de n\u00e3o estarem cadastrados oficialmente no sistema de controle do estado, \u00e9 muito dif\u00edcil obter os n\u00fameros da clandestinidade.\u00a0 \u201cO que sabemos, infelizmente, \u00e9 que o n\u00famero de v\u00edtimas fatais decorrentes de acidentes envolvendo \u00f4nibus e vans operando de forma clandestina cresce a cada ano. S\u00e3o terr\u00edveis acidentes com elevado n\u00famero de \u00f3bitos nas estradas em diversos estados do Brasil. Isso precisa parar j\u00e1! N\u00e3o existe mais espa\u00e7o para ocorr\u00eancias como essas em pleno ano de 2026!\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para o Setpesp, a ampla e constante divulga\u00e7\u00e3o e mensagens sobre o assunto em meio a sociedade \u00e9 essencial para fortalecer a negativa \u00e0 um modal que n\u00e3o respeita a seguran\u00e7a e o bem-estar das pessoas em seus deslocamentos. Laskos enfatizou que, quando um transporte irregular ou clandestino atua, ele est\u00e1 \u201cdesviando\u201d o passageiro do transporte regular e, caindo o volume de passageiros no transporte regular, os custos operacionais do sistema aumentam, elevando o custo da passagem para todos. \u201cO clandestino e o irregular n\u00e3o recolhem os impostos e taxas obrigat\u00f3rios que incidem sobre os operadores regulares. O Estado perde arrecada\u00e7\u00e3o. Os motoristas que operam no transporte clandestino n\u00e3o s\u00e3o cadastrados e nem registrados em regime CLT, sobrecarregando o sistema da previd\u00eancia e em caso de acidentes, sobrecarregam o sistema de sa\u00fade p\u00fablica (vide o n\u00famero de acidentes de motot\u00e1xi que sobrecarregam os centros ortop\u00e9dicos dos hospitais). Perceba que, em todos os aspectos analisados na atua\u00e7\u00e3o do transporte clandestino, a sociedade \u00e9 prejudicada e a conta recai sobre todos\u201d, explicou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">De acordo com o executivo, ou avan\u00e7amos com intelig\u00eancia e a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas imediatamente, ou essa espiral negativa fragmentar\u00e1 o transporte p\u00fablico regular coletivo de passageiros na dire\u00e7\u00e3o de se tornar insustent\u00e1vel. \u201cPrecisamos ser firmes e determinados na campanha: \u201cClandestinos, aqui n\u00e3o!\u201d, refor\u00e7ou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><em>Entendimento jur\u00eddico<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Exercendo a advocacia no setor do transporte regular de passageiros desde o ano de 1970, Thereza Christina Villela de Andrade Vianna conhece, muito bem, os efeitos nefastos causados pelas irregularidades que est\u00e3o presentes nessa mobilidade il\u00edcita vista em rodovias pelo Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Segundo ela, a presen\u00e7a da ilicitude dentro de um sistema organizado de transporte, mesmo quando ele gera empregos e segue regras formais, costuma estar ligada a fatores estruturais e sociais que criam atalhos para a atua\u00e7\u00e3o irregular das empresas rodovi\u00e1rias. \u201cOnde h\u00e1, al\u00e9m de sombras de cobertura, tamb\u00e9m, geram custos altos e fiscaliza\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, ent\u00e3o, da\u00ed em diante o transporte irregular encontra espa\u00e7o para prosperar. \u00c9 preciso ressaltar que o transporte irregular traz s\u00e9rios riscos \u00e0 seguran\u00e7a dos passageiros, favorece atividades criminosas e prejudica a economia formal. Al\u00e9m de colocar vidas em perigo pela falta de manuten\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o, ele tamb\u00e9m abre espa\u00e7o para tr\u00e1fico de drogas, contrabando e explora\u00e7\u00e3o ilegal\u201d, explicou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para Thereza Christina, a car\u00eancia governamental no combate \u00e0 clandestinidade \u00e9 um dos fatores centrais para a sobreviv\u00eancia desse modelo nocivo de mobilidade coletiva. \u201cQuando o Estado falha em exercer seu papel regulador e fiscalizador, seu poder de pol\u00edcia, esse cen\u00e1rio cria um ambiente prop\u00edcio para que o transporte irregular prospere, estimulando a expans\u00e3o de servi\u00e7os informais que operam \u00e0 margem da regulamenta\u00e7\u00e3o e comprometem a organiza\u00e7\u00e3o e a seguran\u00e7a do sistema de transporte rodovi\u00e1rio de passageiros\u201d, salientou.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18167 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Box-transporte-clandestino-233x300.jpg\" alt=\"\" width=\"544\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Box-transporte-clandestino-233x300.jpg 233w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Box-transporte-clandestino-400x516.jpg 400w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Box-transporte-clandestino.jpg 675w\" sizes=\"(max-width: 544px) 100vw, 544px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">E como o setor pode agir para contribuir com a redu\u00e7\u00e3o desse mal que lhe prejudica demais? A advogada disse que, embora n\u00e3o tenham poder de pol\u00edcia, as empresas regulares podem atuar de forma estrat\u00e9gica para reduzir a presen\u00e7a dos clandestinos. \u201cO caminho passa por fortalecer sua legitimidade, conquistar a confian\u00e7a dos passageiros e pressionar por pol\u00edticas p\u00fablicas mais eficazes e serem valorizadas pelas ag\u00eancias reguladoras\u201d, sugeriu a advogada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">De acordo com ela, o fortalecimento da fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 aspecto determinante e capaz de proporcionar o combate ao transporte pirata. Dessa maneira, h\u00e1 muitas propostas e a\u00e7\u00f5es a serem praticadas, como o investimento em tecnologia (c\u00e2meras, sensores, Monitriip (monitoramento), aplicativos de den\u00fancia; aumento das opera\u00e7\u00f5es conjuntas e conv\u00eanios entre Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal e Ag\u00eancias Reguladoras Estaduais, al\u00e9m da ANTT; cria\u00e7\u00e3o de canais r\u00e1pidos para que passageiros possam denunciar irregularidades; e cobran\u00e7a das multas com maior \u00eanfase, apesar de j\u00e1 ter sido editada a Portaria ANTT\/SUFIS n\u00ba58\/2024 _ Procedimentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o, em conson\u00e2ncia com as disposi\u00e7\u00f5es da Resolu\u00e7\u00e3o 6.033\/23, que \u00e9 o novo Marco Regulat\u00f3rio e a Resolu\u00e7\u00e3o 6.074\/2025, que atualizou de pronto todos os valores das autua\u00e7\u00f5es contra transporte clandestino e\u00a0 em\u00a0 seu Art. 71. A comercializa\u00e7\u00e3o ou a execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o clandestino, inclusive por meio de plataformas tecnol\u00f3gicas, sujeitar\u00e1 o infrator \u00e0 multa no valor de 53.240 (cinquenta e tr\u00eas mil, duzentos e quarenta) UMRP e outras penalidades, como o perdimento do \u00f4nibus. \u201cCampanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o devem, ainda, ser promovidas para informar a popula\u00e7\u00e3o sobre os riscos do transporte irregular, mostrar os benef\u00edcios de usar servi\u00e7os credenciados (seguran\u00e7a, seguro de responsabilidade civil, direitos garantidos) e valorizar empresas e motoristas que atuam dentro da lei\u201d, informou.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_18171\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18171\" class=\"wp-image-18171\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-6-300x219.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-6-300x219.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-6-768x562.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-6.jpeg 935w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-18171\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333399;\"><em><strong>Os \u00f4nibus piratas e vans clandestinas s\u00e3o os principais protagonistas do transporte irregular no Brasil, seguidos por carros particulares e aplicativos n\u00e3o regulamentados<\/strong><\/em><\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Christina Villela alerta para os principais modalidades de transporte irregular, como os \u00f4nibus piratas, que operam em rotas interestaduais e intermunicipais sem autoriza\u00e7\u00e3o da ANTT e as Ag\u00eancias Estaduais, oferecendo pre\u00e7os mais baixos, mas sem seguro, sem manuten\u00e7\u00e3o adequada, sem motoristas treinados e aptos para conduzir um \u00f4nibus rodovi\u00e1rio e sem garantias legais, com casos frequentes de apreens\u00e3o em rodovias federais; vans e micro-\u00f4nibus clandestinos, atuantes em \u00e1reas urbanas e regi\u00f5es metropolitanas, atendendo bairros perif\u00e9ricos ou rotas n\u00e3o cobertas pelo transporte p\u00fablico, operando sem fiscaliza\u00e7\u00e3o, colocando passageiros em risco; autom\u00f3veis particulares utilizados para transporte coletivo ou fretamento sem licen\u00e7a, podendo ser vistos em pontos de embarque informais, ao redor das rodovi\u00e1rias, em bares e postos de gasolinas, principalmente em cidades m\u00e9dias e pequenas, al\u00e9m de n\u00e3o dispor de seguro e de responsabilidade civil em caso de acidentes; e aplicativos n\u00e3o autorizados, com exemplos de motoristas que atuam sem cadastro ou sem cumprir exig\u00eancias locais, havendo, ainda, casos de plataformas paralelas ou clandestinas que n\u00e3o seguem regulamenta\u00e7\u00f5es municipais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>COMPARATIVOS TRANSPORTE REGULAR E IRREGULAR<\/strong><\/span><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Crit\u00e9rio<\/strong><\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Transporte Regular<\/strong><\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Transporte Irregular<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">Sim, por \u00f3rg\u00e3os oficiais (ag\u00eancias reguladoras, PRF)<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">N\u00e3o h\u00e1 controle efetivo<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Seguran\u00e7a veicular<\/strong><\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">Inspe\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">Ve\u00edculos muitas vezes sem manuten\u00e7\u00e3o<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Motoristas<\/strong><\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">Treinados por meio de diversos cursos por empresas regulares e habilitadas<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">Sem exig\u00eancia de qualifica\u00e7\u00e3o<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Seguro<\/strong><\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">Obrigat\u00f3rio<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">Inexistente<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Tributa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">Recolhe impostos<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">N\u00e3o recolhe tributos<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Prote\u00e7\u00e3o ao passageiro<\/strong><\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">Direitos garantidos<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff0000;\">Passageiro desprotegido<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Imagens &#8211; Acervo Eduardo Belopede<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uma rede organizada que seduz pelo pre\u00e7o atraente e a promessa de uma viagem mais r\u00e1pida, o transporte irregular de passageiros pelas estradas usa de atributos que camuflam o verdadeiro perigo da falta de seguran\u00e7a <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18168,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[926,1060,90,80],"tags":[],"class_list":["post-18166","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acao-social","category-notas","category-noticias","category-transporte-rodoviario","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Um mal que persiste pelas rodovias brasileiras - Revista AutoBus<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Um mal que persiste pelas rodovias brasileiras - Revista AutoBus\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Com uma rede organizada que seduz pelo pre\u00e7o atraente e a promessa de uma viagem mais r\u00e1pida, o transporte irregular de passageiros pelas estradas usa de atributos que camuflam o verdadeiro perigo da falta de seguran\u00e7a\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Revista AutoBus\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-03-12T17:46:40+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-9.jpeg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1055\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"486\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Antonio Ferro\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Antonio Ferro\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"14 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166\"},\"author\":{\"name\":\"Antonio Ferro\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50\"},\"headline\":\"Um mal que persiste pelas rodovias brasileiras\",\"datePublished\":\"2026-03-12T17:46:40+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166\"},\"wordCount\":2567,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-9.jpeg\",\"articleSection\":[\"A\u00e7\u00e3o social\",\"Notas\",\"Not\u00edcias\",\"Transporte rodovi\u00e1rio\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166\",\"name\":\"Um mal que persiste pelas rodovias brasileiras - Revista AutoBus\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-9.jpeg\",\"datePublished\":\"2026-03-12T17:46:40+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-9.jpeg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-9.jpeg\",\"width\":1055,\"height\":486},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Um mal que persiste pelas rodovias brasileiras\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/\",\"name\":\"Revista AutoBus\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization\",\"name\":\"Revista AutoBus\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png\",\"width\":836,\"height\":227,\"caption\":\"Revista AutoBus\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150\",\"https:\/\/www.instagram.com\/revistaautobus\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50\",\"name\":\"Antonio Ferro\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg\",\"caption\":\"Antonio Ferro\"},\"description\":\"infobus@uol.com.br\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?author=2\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Um mal que persiste pelas rodovias brasileiras - Revista AutoBus","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Um mal que persiste pelas rodovias brasileiras - Revista AutoBus","og_description":"Com uma rede organizada que seduz pelo pre\u00e7o atraente e a promessa de uma viagem mais r\u00e1pida, o transporte irregular de passageiros pelas estradas usa de atributos que camuflam o verdadeiro perigo da falta de seguran\u00e7a","og_url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166","og_site_name":"Revista AutoBus","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150","article_published_time":"2026-03-12T17:46:40+00:00","og_image":[{"width":1055,"height":486,"url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-9.jpeg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Antonio Ferro","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Antonio Ferro","Est. tempo de leitura":"14 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166"},"author":{"name":"Antonio Ferro","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50"},"headline":"Um mal que persiste pelas rodovias brasileiras","datePublished":"2026-03-12T17:46:40+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166"},"wordCount":2567,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-9.jpeg","articleSection":["A\u00e7\u00e3o social","Notas","Not\u00edcias","Transporte rodovi\u00e1rio"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166","name":"Um mal que persiste pelas rodovias brasileiras - Revista AutoBus","isPartOf":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-9.jpeg","datePublished":"2026-03-12T17:46:40+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#primaryimage","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-9.jpeg","contentUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-9.jpeg","width":1055,"height":486},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18166#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Um mal que persiste pelas rodovias brasileiras"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/","name":"Revista AutoBus","description":"","publisher":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization","name":"Revista AutoBus","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png","contentUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png","width":836,"height":227,"caption":"Revista AutoBus"},"image":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150","https:\/\/www.instagram.com\/revistaautobus\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50","name":"Antonio Ferro","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg","contentUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg","caption":"Antonio Ferro"},"description":"infobus@uol.com.br","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?author=2"}]}},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-14.17.27-9.jpeg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18166","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18166"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18166\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18173,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18166\/revisions\/18173"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/18168"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}