{"id":18329,"date":"2026-03-28T10:14:14","date_gmt":"2026-03-28T13:14:14","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18329"},"modified":"2026-03-28T10:18:25","modified_gmt":"2026-03-28T13:18:25","slug":"transicao-energetica-e-conceitos-tecnicos-de-onibus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=18329","title":{"rendered":"Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica e Conceitos T\u00e9cnicos de \u00d4nibus"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000080;\"><strong><em>*Rogerio Pires<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>O conceito estrutural de um ve\u00edculo de transporte de passageiros \u00e9 uma \u00e1rea de desenvolvimento cont\u00ednuo com grande foco em seguran\u00e7a, sem deixar de lado aspectos de custos de desenvolvimento e produ\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00f5es de aplica\u00e7\u00e3o e valor percebido pelo mercado considerando o ciclo de vida do produto.<\/p>\n<p>Esta abordagem se torna bastante complexa no segmento de \u00f4nibus devido a enorme quantidade de vari\u00e1veis econ\u00f4micas relacionadas a cada aplica\u00e7\u00e3o e a falta de padroniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No passado, os \u00f4nibus eram projetados como uma deriva\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es onde uma carroceria era desenvolvida tendo como base um chassis pr\u00e9-existente.<\/p>\n<p>Objetivando maior conforto aos passageiros, e principalmente com a migra\u00e7\u00e3o do posicionamento do motor para a parte traseira do ve\u00edculo, a ind\u00fastria de \u00f4nibus passou a desenvolver carrocerias autoportantes no conceito monobloco, tipo de estrutura veicular onde carroceria e chassis formam uma \u00fanica pe\u00e7a integrada.<\/p>\n<p>A press\u00e3o pol\u00edtica e social pela eletrifica\u00e7\u00e3o veicular, principalmente no caso de \u00f4nibus urbanos, tem trazido novamente \u00e0 tona a discuss\u00e3o entre qual seria o melhor conceito t\u00e9cnico, na compara\u00e7\u00e3o entre ve\u00edculos com chassis e carroceria <em>(\u201cBody-on-Chassis<\/em>\u201d) e ve\u00edculos do tipo monobloco ou integral <em>(\u201cIntegral Body\u201d<\/em>).<\/p>\n<p>Curiosamente, a hist\u00f3ria do \u00f4nibus no Brasil j\u00e1 oscilou entre os dois conceitos, seja por influ\u00eancia dos diversos fabricantes ou por decis\u00f5es estrat\u00e9gicas de cada operador de frota ou \u00f3rg\u00e3os gestores.<\/p>\n<p>Quando analisamos a evolu\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es de \u00f4nibus da Mercedes-Benz do Brasil temos uma vis\u00e3o interessante dessa hist\u00f3ria. No final dos anos de 1950, a empresa revolucionou o mercado lan\u00e7ando o \u00f4nibus monobloco O-321HL (apelidado como \u201cBicudinho\u201d), evoluindo nas d\u00e9cadas seguintes com os monoblocos O-326, O-352, O-355, O-362, O-364 e O-365. Na sequ\u00eancia, j\u00e1 nos anos de 1980, um grande marco dos \u00f4nibus monoblocos oferecidos pela Mercedes-Benz foi o projeto O-370, que introduziu tecnologias avan\u00e7adas, como suspens\u00e3o a ar, freios ABS, <em>retarder<\/em> e transmiss\u00e3o autom\u00e1tica nas vers\u00f5es urbanas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18331 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-12.45.15-300x163.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-12.45.15-300x163.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-12.45.15-768x417.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-12.45.15.jpeg 1000w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o desses ve\u00edculos, na cidade paulista de Campinas, estava alinhada com o que existia de mais moderno em termos de produ\u00e7\u00e3o de \u00f4nibus a n\u00edvel global, tornando esse produto um sucesso n\u00e3o somente no mercado local como para exporta\u00e7\u00e3o. Esse projeto evoluiu para a vers\u00e3o O-400 quando a marca, no final do dec\u00eanio seguinte, decidiu, por quest\u00f5es mercadol\u00f3gicas, focar na produ\u00e7\u00e3o de chassis e estabelecer parcerias com encarro\u00e7adores.<\/p>\n<p>O \u00f4nibus com chassis e carroceria, ainda, tem sido o modelo mais tradicional no Brasil e em grande parte da Am\u00e9rica Latina, principalmente, devido ao menor custo e alto grau de modularidade, permitindo variedade de tamanhos e configura\u00e7\u00f5es para cada tipo de aplica\u00e7\u00e3o. Como a nossa frota tem, ainda, a predomin\u00e2ncia de ve\u00edculos com motor dianteiro, a configura\u00e7\u00e3o de carroceria sobre chassis acaba sendo a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O \u00f4nibus do tipo integral, t\u00edpico dos mercados europeu e asi\u00e1tico, tem sido oferecido na Am\u00e9rica Latina, principalmente, nas vers\u00f5es eletrificadas. Por ter uma estrutura mais leve, os \u00f4nibus integrais permitem melhor acomoda\u00e7\u00e3o do peso extra das baterias o que pode se converter em um fator importante quando objetivamos maior carga \u00fatil e maior autonomia. Esse tipo de constru\u00e7\u00e3o permite ainda que os ve\u00edculos sejam oferecidos com piso baixo integral, fator relevante em termos de acessibilidade e conforto para os passageiros, por\u00e9m oferecem pouca flexibilidade em termos de configura\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Curiosamente, ainda pela press\u00e3o de mercado, observa-se que alguns fabricantes asi\u00e1ticos t\u00eam oferecido, como alternativa, uma vers\u00e3o de plataforma de seus \u00f4nibus para encarro\u00e7amento local. Neste caso, somente a base do monobloco \u00e9 oferecido para encarro\u00e7amento posterior.<\/p>\n<p>Esse mesmo conceito j\u00e1 havia sido oferecido localmente pela Mercedes-Benz na transi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia O-400 para a fam\u00edlia O-500, que hoje \u00e9 oferecida em diversas configura\u00e7\u00f5es baseadas em chassis com motor traseiro.<\/p>\n<p>Sempre importante considerar que no segmento de \u00f4nibus, em muitos casos, o modelo de neg\u00f3cio inclui a revenda (ou revendas) do ve\u00edculo dentro do ciclo de vida, exigindo readapta\u00e7\u00f5es para novas aplica\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo um recondicionamento de todos os elementos principais do ve\u00edculo, incluindo sua estrutura. O posicionamento de cada fabricante destes ve\u00edculos ao longo do ciclo de vida ser\u00e1 um fator decisivo para o sucesso de cada op\u00e7\u00e3o no mercado.<\/p>\n<div id=\"attachment_18332\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18332\" class=\"wp-image-18332\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-12.45.30-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-12.45.30-300x225.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-12.45.30-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-12.45.30-768x576.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-12.45.30-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-12.45.30-1080x810.jpeg 1080w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-12.45.30.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-18332\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>*Rogerio Pires, engenheiro e especialista em efici\u00eancia energ\u00e9tica e seguran\u00e7a de ve\u00edculos comerciais<\/strong><\/em><\/span><\/p><\/div>\n<p>No momento temos experi\u00eancias importantes com \u00f4nibus el\u00e9tricos a serem observadas em nossa regi\u00e3o, como base de aprendizado e direcionamento regional para diretrizes t\u00e9cnicas e pol\u00edticas. No caso de \u00f4nibus, a hist\u00f3ria mostra que necessitamos de solu\u00e7\u00f5es que atendam as caracter\u00edsticas locais de cada aplica\u00e7\u00e3o, bastante diferentes do que temos mundo afora.<\/p>\n<p>No Chile, os frotistas optaram por uma migra\u00e7\u00e3o radical para \u00f4nibus monoblocos (principalmente originados da China). Na Col\u00f4mbia, observa-se a prefer\u00eancia do conceito de carroceria produzida localmente sobre plataforma importada.<\/p>\n<p>No caso do Chile, a op\u00e7\u00e3o pelo conceito de monobloco teve muita influ\u00eancia da obrigatoriedade de acessibilidade, com prefer\u00eancia em ve\u00edculos de piso baixo integral. O processo de renova\u00e7\u00e3o de frota teve impulso t\u00e9cnico\/financeiro importante, resultado do alinhamento do governo do Chile com a China.<\/p>\n<p>No caso colombiano, assim como observamos no Brasil, observa-se a possibilidade de integrar ve\u00edculos de piso alto ou <em>low-entry<\/em> nos sistemas de transporte p\u00fablico urbano, onde o conceito de carroceria sobre chassis ou plataforma ainda tem sido considerado como op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No momento, ainda nos falta \u201cquilometragem\u201d dos \u00f4nibus el\u00e9tricos em opera\u00e7\u00e3o na nossa regi\u00e3o, principalmente considerando a severidade das aplica\u00e7\u00f5es urbanas. Tamb\u00e9m, por quest\u00f5es estrat\u00e9gicas de cada fabricante ou frotista, nos falta quantidade, qualidade e maior transpar\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es do que efetivamente tem ocorrido nos diversos casos reais de aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De qualquer forma, a comunidade t\u00e9cnica do \u00f4nibus tem boa capacidade investigativa e ter\u00e1 muito a ganhar com todas essas experi\u00eancias na nossa regi\u00e3o onde o \u00f4nibus exerce papel fundamental na mobilidade urbana.<\/p>\n<p>Em breve poderemos observar novas tend\u00eancias (ou n\u00e3o!)<\/p>\n<p>Imagens &#8211; Acervo Rog\u00e9rio Pires<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<td width=\"157\"><strong><span style=\"color: #ff6600;\">Crit\u00e9rio<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"279\"><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>Chassis + Carroceria<\/strong><\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>Monobloco<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"157\"><span style=\"color: #ff6600;\">Estrutura<\/span><\/td>\n<td width=\"279\"><span style=\"color: #ff6600;\">Duas pe\u00e7as independentes, interconectadas<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff6600;\">Estrutura \u00fanica<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"157\"><span style=\"color: #ff6600;\">Peso<\/span><\/td>\n<td width=\"279\"><span style=\"color: #ff6600;\">maior<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff6600;\">menor<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"157\"><span style=\"color: #ff6600;\">Acessibilidade (Op\u00e7\u00e3o de piso-baixo)<\/span><\/td>\n<td width=\"279\"><span style=\"color: #ff6600;\">Somente com op\u00e7\u00e3o de \u201c<em>Low-Entry<\/em>\u201d<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff6600;\">Sim, com possibilidade de piso baixo integral<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"157\"><span style=\"color: #ff6600;\">Integra\u00e7\u00e3o el\u00e9trica\/eletr\u00f4nica<\/span><\/td>\n<td width=\"279\"><span style=\"color: #ff6600;\">Mais complexa<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff6600;\">\u00a0Maior integra\u00e7\u00e3o<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"157\"><span style=\"color: #ff6600;\">Rigidez torcional<\/span><\/td>\n<td width=\"279\"><span style=\"color: #ff6600;\">M\u00e9dia, melhor adapta\u00e7\u00e3o a condi\u00e7\u00f5es extremas de carga e terrenos off-road<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff6600;\">Alta, maior conforto com boa durabilidade para aplica\u00e7\u00f5es urbanas e estrada<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"157\"><span style=\"color: #ff6600;\">Ru\u00eddo\/vibra\u00e7\u00e3o<\/span><\/td>\n<td width=\"279\"><span style=\"color: #ff6600;\">Maior probabilidade de ru\u00eddo e vibra\u00e7\u00f5es, dependendo do projeto<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff6600;\">Menor probabilidade de ru\u00eddo e vibra\u00e7\u00f5es, dependendo do projeto<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"157\"><span style=\"color: #ff6600;\">Manuten\u00e7\u00e3o<\/span><\/td>\n<td width=\"279\"><span style=\"color: #ff6600;\">Mais simples em caso de reparos estruturais<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff6600;\">Reparos estruturais mais complexos e caros<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"157\"><span style=\"color: #ff6600;\">Disponibilidade de servi\u00e7os e pe\u00e7as<\/span><\/td>\n<td width=\"279\"><span style=\"color: #ff6600;\">Depender\u00e1 das estrat\u00e9gias de cada fabricante (chassis e carroceria) e do relacionamento com cada um deles<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff6600;\">Depender\u00e1 da estrat\u00e9gia do fabricante \u00fanico e de seus sub-fornecedores<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"157\"><span style=\"color: #ff6600;\">Flexibilidade de configura\u00e7\u00e3o<\/span><\/td>\n<td width=\"279\"><span style=\"color: #ff6600;\">Alta, tanto para configura\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do ve\u00edculo com para aspectos de acabamento interno e externo<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff6600;\">Restrita \u00e0 estrat\u00e9gia de cada fabricante. Necessidade de um m\u00ednimo de padroniza\u00e7\u00e3o<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: left;\" width=\"157\"><span style=\"color: #ff6600;\">Possibilidade de\u00a0 \u00a0 respecifica\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o<\/span><\/td>\n<td width=\"279\"><span style=\"color: #ff6600;\">Poss\u00edvel, dependendo da necessidade<\/span><\/td>\n<td><span style=\"color: #ff6600;\">limitada<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00f4nibus com chassis e carroceria, ainda, tem sido o modelo mais tradicional no Brasil e em grande parte da Am\u00e9rica Latina, principalmente, devido ao menor custo e alto grau de modularidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18330,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1060,41],"tags":[1108],"class_list":["post-18329","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-notas","category-ponto-de-vista","tag-monobloco-e-chassi","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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