{"id":19467,"date":"2026-07-03T14:19:44","date_gmt":"2026-07-03T17:19:44","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467"},"modified":"2026-07-03T14:19:44","modified_gmt":"2026-07-03T17:19:44","slug":"o-biometano-a-revolucao-sustentavel-no-transporte-de-passageiros-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467","title":{"rendered":"O Biometano: a revolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no transporte de passageiros do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>*Alberto Meyer<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<ol>\n<li><strong>O Que \u00e9 Biometano \u2014 e por que n\u00e3o \u00e9 o mesmo que GNV<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O biog\u00e1s resulta da digest\u00e3o anaer\u00f3bica de mat\u00e9ria org\u00e2nica \u2014 res\u00edduos agr\u00edcolas, dejetos animais, esgoto, lixo urbano. Purificado at\u00e9 mais de 90% de metano (CH\u2084), torna-se biometano: quimicamente equivalente ao g\u00e1s natural, mas renov\u00e1vel e circular. Enquanto o GNV (G\u00e1s Natural Veicular) \u00e9 f\u00f3ssil e adiciona carbono novo \u00e0 atmosfera, o biometano captura metano que seria emitido naturalmente na decomposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, fechando o ciclo sem acr\u00e9scimo l\u00edquido de CO\u2082.<\/p>\n<p>Do ponto de vista da engenharia de motores, os dois combust\u00edveis s\u00e3o intercambi\u00e1veis sem modifica\u00e7\u00f5es significativas. O desempenho em torque e autonomia \u00e9 equivalente ao diesel, e as emiss\u00f5es f\u00f3sseis de CO\u2082 no ciclo de vida ficam pr\u00f3ximas de zero. No Brasil, o biometano atende \u00e0s especifica\u00e7\u00f5es da ANP (Resolu\u00e7\u00f5es n\u00ba 685\/2017 e n\u00ba 8\/2015) para uso veicular direto.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>Uma Fonte Inesgot\u00e1vel: os Res\u00edduos que o Brasil Ainda Desperdi\u00e7a<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O Brasil n\u00e3o precisa inventar mat\u00e9ria-prima para o biometano \u2014 ela j\u00e1 existe em volume mais que suficiente e ainda \u00e9 amplamente desperdi\u00e7ada.<\/p>\n<p><strong>Vinha\u00e7a e Baga\u00e7o da Cana<\/strong><\/p>\n<p>A ind\u00fastria sucroenerg\u00e9tica gera centenas de bilh\u00f5es de litros de vinha\u00e7a por ano. Grande parte \u00e9 descartada ou aplicada no campo de forma ineficiente, emitindo metano e contaminando solos. A biodigest\u00e3o desse res\u00edduo pode produzir bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de biometano anualmente \u2014 volume suficiente para descarbonizar uma fra\u00e7\u00e3o expressiva do transporte pesado nacional. Muitas usinas j\u00e1 convertem suas frotas internas para rodar com biometano produzido no pr\u00f3prio p\u00e1tio, com custo de combust\u00edvel marginal quase nulo.<\/p>\n<p>Aterros Sanit\u00e1rios<\/p>\n<p>Sem captura, o metano dos aterros \u00e9 lan\u00e7ado \u00e0 atmosfera com potencial de aquecimento global 25 a 28 vezes maior que o CO\u2082. O potencial nacional de captura \u00e9 estimado em 15 a 20 milh\u00f5es de m\u00b3 por dia. O investimento em uma planta completa de upgrading para biometano veicular fica entre R$ 10 mi e R$ 50 mi por projeto, com payback de 5 a 8 anos via venda de biometano, energia el\u00e9trica e cr\u00e9ditos de carbono. Prefeituras que investirem nisso transformam um passivo ambiental em receita municipal e combust\u00edvel limpo para a frota.<\/p>\n<p><strong>Biodigestores Rurais<\/strong><\/p>\n<p>Em escala menor, granjas de su\u00ednos, avi\u00e1rios e fazendas convertem dejetos e restos org\u00e2nicos em biometano para consumo pr\u00f3prio ou venda. O digestato gerado \u00e9 biofertilizante de alto valor, completando o ciclo da economia circular no campo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19469 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-2-biometano.jpg-300x177.jpeg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-2-biometano.jpg-300x177.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-2-biometano.jpg-768x452.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-2-biometano.jpg.jpeg 841w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>A Batalha das Emiss\u00f5es: Biometano, Diesel e El\u00e9trico<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Biometano: o Carbono que J\u00e1 Estava na Atmosfera<\/p>\n<p>Um \u00f4nibus a biometano emite CO\u2082 pelo escapamento \u2014 mas esse carbono estava, momentos antes, em res\u00edduos org\u00e2nicos que seriam decompostos de qualquer forma. Ao queimar no motor, o metano se converte em CO\u2082 e vapor d&#8217;\u00e1gua, sem acr\u00e9scimo l\u00edquido \u00e0 atmosfera. Estudos de ciclo de vida apontam redu\u00e7\u00e3o de 84% a 95% nas emiss\u00f5es f\u00f3sseis em compara\u00e7\u00e3o ao diesel B7. Sem DPF ou sistema SCR\/Arla 32, a manuten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 mais simples.<\/p>\n<p><strong>Diesel Euro VI: um Avan\u00e7o Real<\/strong><\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o Euro 6 reduziu as emiss\u00f5es de material particulado em mais de 95% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s gera\u00e7\u00f5es anteriores. A fuma\u00e7a preta vis\u00edvel praticamente desapareceu. A limita\u00e7\u00e3o permanece no ciclo completo: cada litro de diesel libera CO\u2082 f\u00f3ssil, adicionando carbono novo \u00e0 atmosfera \u2014 problema intr\u00ednseco do combust\u00edvel, n\u00e3o da tecnologia do motor.<\/p>\n<p><strong>El\u00e9trico a Bateria: Emiss\u00e3o Zero na Placa, Complexidade no Ciclo<\/strong><\/p>\n<p>Sem escapamento local, o el\u00e9trico parece vencedor absoluto. Mas a an\u00e1lise de ciclo de vida revela vari\u00e1veis ignoradas: reservat\u00f3rios tropicais emitem metano por decomposi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica; termel\u00e9tricas acionadas nos per\u00edodos de seca elevam a pegada da recarga noturna; perdas na gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e no pr\u00f3prio carregador somam 40% a 50% da energia consumida. Em clima tropical, o ar-condicionado pode reduzir a autonomia real em 20% a 40%.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda a polui\u00e7\u00e3o invis\u00edvel: baterias de tra\u00e7\u00e3o pesam de 3 a 5 toneladas extras. Esse sobrepeso, combinado com o torque instant\u00e2neo do motor el\u00e9trico, reduz a vida \u00fatil dos pneus de 50.000 km (diesel) para cerca de 20.000 km \u2014 gerando 2,5 vezes mais micropl\u00e1sticos e part\u00edculas de borracha lan\u00e7ados no ar e nas galerias pluviais das cidades. Nenhum filtro de escapamento resolve esse problema porque ele n\u00e3o vem do escapamento.<\/p>\n<p><strong>Tabela 1 \u2014 Comparativo de Emiss\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19470 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Tabela-biometano-1-300x157.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Tabela-biometano-1-300x157.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Tabela-biometano-1.jpeg 750w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong> O \u00d4nibus a Biometano na Pr\u00e1tica: Desempenho, Autonomia e Abastecimento<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Os ve\u00edculos dispon\u00edveis no mercado brasileiro usam motores dedicados Ciclo Otto \u2014 com velas de igni\u00e7\u00e3o \u2014 projetados de f\u00e1brica para g\u00e1s. Em pot\u00eancia e torque, os resultados equivalem aos dos melhores motores diesel. A Scania lidera com os chassis K 280 (280 cv, ideal para linhas municipais pelo baixo ru\u00eddo operacional) e K 340 (340 cv \/ 1.600 Nm de torque, adotado nos corredores de BRT de Goi\u00e2nia e em rotas rodovi\u00e1rias). A Iveco Bus oferece o BUS 17-210 G com at\u00e9 9 cilindros e 350 km de autonomia. A Marcopolo produz as carrocerias \u2014 Viale para urbano e Paradiso para rodovi\u00e1rio \u2014 que recebem esses chassis. Agrale e Volvo completam o portf\u00f3lio nacional.<\/p>\n<p>O armazenamento do g\u00e1s \u00e9 feito em cilindros de alta press\u00e3o \u2014 em geral de fibra de carbono (Tipo 4), instalados no teto para minimizar o acr\u00e9scimo de peso e liberar espa\u00e7o interno. A autonomia varia de 350 a 450 km em rotas urbanas e BRTs, suficiente para completar a jornada di\u00e1ria inteira sem retornar \u00e0 garagem. Em rotas rodovi\u00e1rias, em velocidades de cruzeiro, modelos intermunicipais atingem at\u00e9 700 km com um \u00fanico abastecimento \u2014 autonomia superior \u00e0 de muitos \u00f4nibus diesel em rotas equivalentes.<\/p>\n<p>O abastecimento em posto de alta vaz\u00e3o leva entre 10 e 20 minutos, compar\u00e1vel ao diesel e radicalmente diferente das 2 a 4 horas que um \u00f4nibus el\u00e9trico precisa conectado a carregadores de alta pot\u00eancia. Para frotas que operam em garagem pr\u00f3pria, o modelo <em>in company<\/em> \u2014 com compressores instalados no p\u00e1tio e g\u00e1s comprado no atacado diretamente da concession\u00e1ria \u2014 reduz o custo do combust\u00edvel em 30% a 40% em rela\u00e7\u00e3o ao posto p\u00fablico, com <em>payback<\/em> de 12 a 18 meses para frotas de porte m\u00e9dio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19471 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-3-biometano.jpg-300x180.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"421\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-3-biometano.jpg-300x180.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-3-biometano.jpg-768x461.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-3-biometano.jpg-627x376.jpeg 627w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-3-biometano.jpg-440x264.jpeg 440w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-3-biometano.jpg.jpeg 824w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>Infraestrutura de Garagem: a Compara\u00e7\u00e3o que Falta no Debate<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No modelo diesel, tanques e bombas chegam em comodato do distribuidor \u2014 custo zero para o operador. Para o biometano, a instala\u00e7\u00e3o de compressores e dispensers in company parte de R$ 250.000, com payback de 12 a 18 meses pela economia no combust\u00edvel. O processo de licenciamento (LP, LI e LO junto ao \u00f3rg\u00e3o ambiental estadual, AVCB dos Bombeiros e cadastro na ANP) \u00e9 trabalhoso, mas segue rito conhecido pelo setor.<\/p>\n<p>J\u00e1 a eletrifica\u00e7\u00e3o da garagem \u00e9, na pr\u00e1tica, a constru\u00e7\u00e3o de uma pequena usina de alta tens\u00e3o. Uma frota de 100 \u00f4nibus el\u00e9tricos carregando simultaneamente pode demandar 15 a 20 Megawatts \u2014 equivalente ao consumo de um bairro de 15 mil habitantes. Subesta\u00e7\u00e3o dedicada, carregadores de 350 kW (centenas de milhares de reais cada), refor\u00e7o de rede, sistema de supress\u00e3o de inc\u00eandio para baterias de l\u00edtio e equipe com habilita\u00e7\u00e3o NR-10 em alta tens\u00e3o. O investimento total para uma garagem de 20 a 30 \u00f4nibus el\u00e9tricos fica entre R$ 5 mi e R$ 15 mi ou mais.<\/p>\n<p><strong>Tabela 2 \u2014 Comparativo de Infraestrutura nas Garagens<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19472 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Tabela-biometano-2-300x168.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"392\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Tabela-biometano-2-300x168.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Tabela-biometano-2.jpeg 735w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19473 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-4-biometano.jpg-300x163.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"381\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-4-biometano.jpg-300x163.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-4-biometano.jpg-768x418.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-4-biometano.jpg.jpeg 870w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong> Manuten\u00e7\u00e3o ao Longo da Vida \u00datil: Onde o Biometano Surpreende<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Estudos comparativos apontam redu\u00e7\u00e3o de 10% a 15% nos custos de manuten\u00e7\u00e3o do biometano em rela\u00e7\u00e3o ao diesel Euro 6 ao longo de 10 a 12 anos de vida \u00fatil. O primeiro motivo \u00e9 a combust\u00e3o limpa: sem fuligem nem res\u00edduos de carv\u00e3o, o \u00f3leo do motor permanece mais limpo por mais tempo, ampliando os intervalos de troca e reduzindo o desgaste interno de pist\u00f5es, an\u00e9is e camisas.<\/p>\n<p>O benef\u00edcio mais expressivo, por\u00e9m, \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o completa do sistema de p\u00f3s-tratamento dos gases de exaust\u00e3o. Motores a g\u00e1s Ciclo Otto n\u00e3o utilizam Arla 32, n\u00e3o possuem bomba de ureia e n\u00e3o geram o material particulado que entope o Filtro de Part\u00edculas Diesel (DPF) nos ve\u00edculos Euro 6 em opera\u00e7\u00e3o urbana com muitas paradas \u2014 onde a temperatura dos gases raramente atinge o patamar necess\u00e1rio para a regenera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea do filtro. Regenera\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, limpezas qu\u00edmicas, trocas de catalisadores: itens que somam custos consider\u00e1veis na ordem de servi\u00e7o do diesel e que simplesmente n\u00e3o existem na agenda de manuten\u00e7\u00e3o do biometano.<\/p>\n<p>As novas vari\u00e1veis do motor a g\u00e1s s\u00e3o previs\u00edveis e or\u00e7\u00e1veis: velas e cabos de igni\u00e7\u00e3o (troca a cada 30.000 a 40.000 km), laudos anuais de estanqueidade das linhas de g\u00e1s e recertifica\u00e7\u00e3o dos cilindros a cada 5 anos (custo de R$ 300 a R$ 800 por cilindro). Nenhuma surpresa cara, nenhuma depend\u00eancia de pe\u00e7as de alta tecnologia e baixa disponibilidade. No el\u00e9trico, por outro lado, o sobrepeso cr\u00f4nico das baterias reduz a vida dos pneus \u00e0 metade, desgasta suspens\u00e3o e freios prematuramente \u2014 o freio regenerativo perde efici\u00eancia em temperaturas tropicais elevadas, transferindo o esfor\u00e7o para os freios mec\u00e2nicos \u2014 e a eventual substitui\u00e7\u00e3o de um pack de baterias pode custar mais do que um \u00f4nibus diesel zero quil\u00f4metro.<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong> Custo Total de Propriedade: a Tabela Definitiva<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O TCO soma todos os custos do ciclo de vida e os expressa em custo por quil\u00f4metro. Os valores abaixo s\u00e3o estimativas para \u00f4nibus urbano rodando ~6.500 km\/m\u00eas durante 10 anos, com base em estudos da EPE, ICCT e dados de opera\u00e7\u00f5es em Goi\u00e1s e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Tabela 3 \u2014 TCO Comparativo por km Rodado (10 anos, ~6.500 km\/m\u00eas)<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19474 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Tabela-biometano-3-300x197.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"459\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Tabela-biometano-3-300x197.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Tabela-biometano-3.jpeg 669w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<p>A leitura da tabela \u00e9 direta: o biometano praticamente empata com o diesel no TCO total, mas com combust\u00edvel renov\u00e1vel, emiss\u00f5es m\u00ednimas e frota sem penalidade de autonomia. O el\u00e9trico, por sua vez, apresenta o menor custo de energia por quil\u00f4metro \u2014 mas esse benef\u00edcio \u00e9 integralmente destru\u00eddo pelo CAPEX proibitivo dos ve\u00edculos e da infraestrutura, pelos custos elevados de manuten\u00e7\u00e3o causados pelo sobrepeso e pelo valor residual nulo ao final do ciclo. A atratividade do el\u00e9trico depende de subs\u00eddios p\u00fablicos expressivos que, quando contabilizados, revelam que o custo est\u00e1 sendo transferido do operador para o contribuinte \u2014 sem que o passageiro perceba qualquer melhora no servi\u00e7o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19475 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-5-biometano.jpg-300x166.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"388\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-5-biometano.jpg-300x166.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-5-biometano.jpg-768x425.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-5-biometano.jpg.jpeg 872w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><strong> Biometano em Expans\u00e3o no Brasil: Das Capitais ao Interior<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O biometano deixou de ser experimento e passou a integrar o planejamento estrat\u00e9gico de operadores e prefeituras em todo o pa\u00eds. Goi\u00e2nia inaugurou os primeiros articulados do Brasil movidos a g\u00e1s\/biometano no BRT Eixo Anhanguera (Marcopolo + Scania K340), com previs\u00e3o de chegar a 501 ve\u00edculos at\u00e9 2027, consolidando a capital goiana como refer\u00eancia nacional na transi\u00e7\u00e3o para combust\u00edveis renov\u00e1veis no transporte coletivo. S\u00e3o Paulo lan\u00e7ou o Programa BioSP para substituir mais de 600 \u00f4nibus a diesel por modelos a biometano at\u00e9 2027 \u2014 uma decis\u00e3o que representa o reconhecimento impl\u00edcito de que a eletrifica\u00e7\u00e3o total, nos custos e prazos atuais, \u00e9 invi\u00e1vel para a maior frota urbana do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Suzano (SP), linhas metropolitanas do Paran\u00e1 e S\u00e3o Pedro da Aldeia (RJ) tamb\u00e9m j\u00e1 realizaram testes e incorporaram a tecnologia \u00e0s frotas locais. No segmento rodovi\u00e1rio, a P\u00e1ssaro Marrom consolida o pioneirismo com o BioBus em opera\u00e7\u00e3o comercial di\u00e1ria. A expans\u00e3o n\u00e3o \u00e9 modismo: \u00e9 a resposta pragm\u00e1tica de gestores e operadores que colocaram a equa\u00e7\u00e3o de custo, desempenho e infraestrutura sobre a mesa e chegaram \u00e0 mesma conclus\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19476 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-6-biometano.jpg-300x163.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"379\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-6-biometano.jpg-300x163.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-6-biometano.jpg-768x416.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-6-biometano.jpg.jpeg 869w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li><strong> Converter ou Comprar Novo? A Equa\u00e7\u00e3o para Frotas Existentes<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Para operadores com frotas diesel entre 5 e 10 anos de uso, a convers\u00e3o para biometano pode ser a porta de entrada mais econ\u00f4mica para a descarboniza\u00e7\u00e3o, sem o desembolso integral de uma frota nova. O kit dual-fuel mant\u00e9m o motor diesel original e adiciona um sistema que injeta g\u00e1s juntamente com o diesel, substituindo 50% a 80% do combust\u00edvel f\u00f3ssil. O custo varia de R$ 80.000 a R$ 180.000 por ve\u00edculo, com instala\u00e7\u00e3o em 15 a 40 dias e payback de 1 a 2,5 anos quando o biometano \u00e9 produzido internamente \u2014 caso t\u00edpico das usinas sucroenerg\u00e9ticas, que j\u00e1 adotam esse modelo em larga escala com suas frotas de caminh\u00f5es e \u00f4nibus de colaboradores.<\/p>\n<p>Para operadores de transporte de passageiros que est\u00e3o renovando frota, a aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos novos de f\u00e1brica \u00e9 a escolha mais estrat\u00e9gica: motor otimizado para g\u00e1s desde o projeto, garantia plena do fabricante, melhor efici\u00eancia e valor de revenda preservado. O sobrepre\u00e7o de 20% a 30% em rela\u00e7\u00e3o ao diesel equivalente \u00e9 recuperado em 18 a 24 meses de opera\u00e7\u00e3o pela economia no combust\u00edvel \u2014 e nos 8 anos seguintes, essa diferen\u00e7a vai diretamente para o resultado operacional da empresa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19478 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-8-biometano.jpg-300x163.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-8-biometano.jpg-300x163.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-8-biometano.jpg-768x417.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-8-biometano.jpg.jpeg 857w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li><strong> Conclus\u00e3o: O Combust\u00edvel do Presente e do Futuro<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A eletrifica\u00e7\u00e3o do transporte coletivo \u00e9 um objetivo leg\u00edtimo e necess\u00e1rio \u2014 mas objetivos leg\u00edtimos n\u00e3o dispensam engenharia rigorosa. A realidade operacional brasileira imp\u00f5e limites que o entusiasmo institucional n\u00e3o consegue suspender: clima tropical com alta demanda de ar-condicionado, passageiros com peso m\u00e9dio acima do previsto nas normas europeias, infraestrutura vi\u00e1ria sens\u00edvel ao sobrepeso dos eixos e or\u00e7amentos p\u00fablicos que n\u00e3o comportam inefici\u00eancias estruturais.<\/p>\n<p>O biometano oferece o que o momento exige: uma solu\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel e tecnicamente madura, que aproveita a infraestrutura j\u00e1 existente de GNV, que se abastece em 15 minutos sem penalizar a disponibilidade da frota, que n\u00e3o imp\u00f5e sobrepeso aos eixos nem destr\u00f3i o pavimento de forma acelerada, que mant\u00e9m valor de revenda ap\u00f3s 10 anos e cujo ciclo de vida n\u00e3o deixa o passivo ambiental de toneladas de baterias de l\u00edtio sem destino industrial adequado.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria-prima est\u00e1 dispon\u00edvel em abund\u00e2ncia e ainda \u00e9 amplamente desperdi\u00e7ada: vinha\u00e7a de usinas sucroenerg\u00e9ticas, biog\u00e1s de aterros sanit\u00e1rios, dejetos de granjas e fazendas. Transformar esses res\u00edduos em combust\u00edvel para \u00f4nibus n\u00e3o \u00e9 fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u2014 \u00e9 engenharia qu\u00edmica e log\u00edstica com tecnologia dispon\u00edvel, custos conhecidos e casos de sucesso documentados em opera\u00e7\u00e3o comercial real, como provam a P\u00e1ssaro Marrom, os articulados de Goi\u00e2nia e o Programa BioSP de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><em>O el\u00e9trico tem futuro no transporte urbano \u2014 em condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de infraestrutura adequada, rotas compat\u00edveis com a autonomia real e pre\u00e7os de bateria que ainda precisam cair substancialmente para tornar o TCO competitivo sem subs\u00eddios estruturais. At\u00e9 que essas condi\u00e7\u00f5es se consolidem \u2014 e especialmente para o transporte rodovi\u00e1rio e de fretamento \u2014, o biometano n\u00e3o \u00e9 um combust\u00edvel de transi\u00e7\u00e3o: \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o de longo prazo que o Brasil j\u00e1 tem capacidade de escalar agora, com os recursos que j\u00e1 possui e os res\u00edduos que j\u00e1 produz.<\/em><\/p>\n<p><em>Sustentabilidade real n\u00e3o aceita atalhos. Exige engenharia antes de ideologia. O biometano respeita a f\u00edsica, respeita o or\u00e7amento e respeita o passageiro. \u00c9 o combust\u00edvel do presente \u2014 e do futuro que o Brasil j\u00e1 tem condi\u00e7\u00f5es de construir.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19477 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-7-biometano.jpg-300x165.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"386\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-7-biometano.jpg-300x165.jpeg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-7-biometano.jpg-768x423.jpeg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-7-biometano.jpg.jpeg 885w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<p>Imagens &#8211; Acervo<\/p>\n<div id=\"attachment_18150\" style=\"width: 276px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18150\" class=\"wp-image-18150 size-medium\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-02-02-at-11.39.12-2-266x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"266\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-02-02-at-11.39.12-2-266x300.jpeg 266w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-02-02-at-11.39.12-2.jpeg 385w\" sizes=\"(max-width: 266px) 100vw, 266px\" \/><p id=\"caption-attachment-18150\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333399;\"><em><strong>*Alberto Meyer \u00e9 consultor s\u00eanior em mobilidade sustent\u00e1vel pela ARM59 Consultoria<\/strong><\/em><\/span><\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O transporte de passageiros no Brasil enfrenta o desafio duplo de reduzir emiss\u00f5es e manter viabilidade econ\u00f4mica. Em meio \u00e0s limita\u00e7\u00f5es da eletrifica\u00e7\u00e3o em larga escala e \u00e0 depend\u00eancia do diesel f\u00f3ssil, o biometano surge como alternativa renov\u00e1vel, madura e competitiva. Empresas como a paulista P\u00e1ssaro Marrom, j\u00e1 operam com ele, marcando o in\u00edcio de uma transi\u00e7\u00e3o realista<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19468,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[485,1060,90,588,41],"tags":[924],"class_list":["post-19467","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biometano","category-notas","category-noticias","category-opiniao","category-ponto-de-vista","tag-biometano-no-transporte","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O Biometano: a revolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no transporte de passageiros do Brasil - Revista AutoBus<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O Biometano: a revolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no transporte de passageiros do Brasil - Revista AutoBus\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O transporte de passageiros no Brasil enfrenta o desafio duplo de reduzir emiss\u00f5es e manter viabilidade econ\u00f4mica. Em meio \u00e0s limita\u00e7\u00f5es da eletrifica\u00e7\u00e3o em larga escala e \u00e0 depend\u00eancia do diesel f\u00f3ssil, o biometano surge como alternativa renov\u00e1vel, madura e competitiva. Empresas como a paulista P\u00e1ssaro Marrom, j\u00e1 operam com ele, marcando o in\u00edcio de uma transi\u00e7\u00e3o realista\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Revista AutoBus\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-07-03T17:19:44+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-1-biometano.jpg.jpeg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"846\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"495\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Antonio Ferro\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Antonio Ferro\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"16 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467\"},\"author\":{\"name\":\"Antonio Ferro\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50\"},\"headline\":\"O Biometano: a revolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no transporte de passageiros do Brasil\",\"datePublished\":\"2026-07-03T17:19:44+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467\"},\"wordCount\":2595,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-1-biometano.jpg.jpeg\",\"keywords\":[\"Biometano no transporte\"],\"articleSection\":[\"Biometano\",\"Notas\",\"Not\u00edcias\",\"Opini\u00e3o\",\"Ponto de Vista\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467\",\"name\":\"O Biometano: a revolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no transporte de passageiros do Brasil - Revista AutoBus\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-1-biometano.jpg.jpeg\",\"datePublished\":\"2026-07-03T17:19:44+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-1-biometano.jpg.jpeg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-1-biometano.jpg.jpeg\",\"width\":846,\"height\":495},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O Biometano: a revolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no transporte de passageiros do Brasil\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/\",\"name\":\"Revista AutoBus\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization\",\"name\":\"Revista AutoBus\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png\",\"width\":836,\"height\":227,\"caption\":\"Revista AutoBus\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150\",\"https:\/\/www.instagram.com\/revistaautobus\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50\",\"name\":\"Antonio Ferro\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg\",\"caption\":\"Antonio Ferro\"},\"description\":\"infobus@uol.com.br\",\"url\":\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?author=2\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O Biometano: a revolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no transporte de passageiros do Brasil - Revista AutoBus","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"O Biometano: a revolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no transporte de passageiros do Brasil - Revista AutoBus","og_description":"O transporte de passageiros no Brasil enfrenta o desafio duplo de reduzir emiss\u00f5es e manter viabilidade econ\u00f4mica. Em meio \u00e0s limita\u00e7\u00f5es da eletrifica\u00e7\u00e3o em larga escala e \u00e0 depend\u00eancia do diesel f\u00f3ssil, o biometano surge como alternativa renov\u00e1vel, madura e competitiva. Empresas como a paulista P\u00e1ssaro Marrom, j\u00e1 operam com ele, marcando o in\u00edcio de uma transi\u00e7\u00e3o realista","og_url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467","og_site_name":"Revista AutoBus","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150","article_published_time":"2026-07-03T17:19:44+00:00","og_image":[{"width":846,"height":495,"url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-1-biometano.jpg.jpeg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Antonio Ferro","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Antonio Ferro","Est. tempo de leitura":"16 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467"},"author":{"name":"Antonio Ferro","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50"},"headline":"O Biometano: a revolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no transporte de passageiros do Brasil","datePublished":"2026-07-03T17:19:44+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467"},"wordCount":2595,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-1-biometano.jpg.jpeg","keywords":["Biometano no transporte"],"articleSection":["Biometano","Notas","Not\u00edcias","Opini\u00e3o","Ponto de Vista"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467","name":"O Biometano: a revolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no transporte de passageiros do Brasil - Revista AutoBus","isPartOf":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-1-biometano.jpg.jpeg","datePublished":"2026-07-03T17:19:44+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#primaryimage","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-1-biometano.jpg.jpeg","contentUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-1-biometano.jpg.jpeg","width":846,"height":495},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=19467#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O Biometano: a revolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel no transporte de passageiros do Brasil"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#website","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/","name":"Revista AutoBus","description":"","publisher":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#organization","name":"Revista AutoBus","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png","contentUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/logo_revista_autobus_fb.png","width":836,"height":227,"caption":"Revista AutoBus"},"image":{"@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/antonio.ferro.3150","https:\/\/www.instagram.com\/revistaautobus\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/#\/schema\/person\/54af7c3eb83a310e42ef686ef6d16f50","name":"Antonio Ferro","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg","contentUrl":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/editor_antonio_ferro-150x150.jpg","caption":"Antonio Ferro"},"description":"infobus@uol.com.br","url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?author=2"}]}},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FIGURA-1-biometano.jpg.jpeg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19467"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19467\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19480,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19467\/revisions\/19480"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/19468"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}