{"id":3103,"date":"2020-11-02T09:38:00","date_gmt":"2020-11-02T12:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/vila8.com.br\/clientes\/autobus\/?p=3103"},"modified":"2021-06-26T11:11:23","modified_gmt":"2021-06-26T14:11:23","slug":"simulacoes-para-operacao-urbana-com-o-gas-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=3103","title":{"rendered":"Simula\u00e7\u00f5es para opera\u00e7\u00e3o urbana com o g\u00e1s natural"},"content":{"rendered":"\n<p>Objetivando conhecer alguns aspectos relacionados ao uso do g\u00e1s natural em frotas de \u00f4nibus urbanos, a COMPAGAS (Companhia Paranaense de G\u00e1s) realizou recentemente algumas simula\u00e7\u00f5es para que esse combust\u00edvel possa estar na frota curitibana.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es, os v\u00e1rios testes realizados pela Scania com o seu modelo de \u00f4nibus equipado com motoriza\u00e7\u00e3o a g\u00e1s natural foram refer\u00eancia para se alcan\u00e7ar dados nessa simula\u00e7\u00e3o feita pela companhia. A revista AutoBus conversou com Rafael Lamastra Jr., diretor-presidente da COMPAGAS e presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Abeg\u00e1s, a respeito da a\u00e7\u00e3o que visa fomentar o maior uso do g\u00e1s natural na mobilidade urbana brasileira. Acompanhe a seguir a entrevista.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Revista AutoBus&nbsp;<\/strong><\/em>&#8211; Qual foi o objetivo dessa avalia\u00e7\u00e3o do \u00f4nibus a g\u00e1s natural em Curitiba?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Rafael Lamastra&nbsp;<\/strong><\/em>&#8211; O mercado de combust\u00edveis passa por uma transi\u00e7\u00e3o e h\u00e1 uma necessidade de diversifica\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica no setor de transportes. Neste contexto, o g\u00e1s natural entra como o protagonista da mudan\u00e7a, respons\u00e1vel pelo abastecimento de ve\u00edculos pesados, como caminh\u00f5es e frotas de transporte coletivo. Esse caminho traria ganhos ambientais, visto que o energ\u00e9tico \u00e9 uma alternativa de baix\u00edssimo impacto ambiental \u2013 mesmo sendo de origem f\u00f3ssil, suas emiss\u00f5es s\u00e3o extremamente baixas o que favorece tamb\u00e9m as pol\u00edticas de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na COMPAGAS, acompanhamos as tend\u00eancias tecnol\u00f3gicas e as novas aplica\u00e7\u00f5es do g\u00e1s natural, inclusive no transporte p\u00fablico e de cargas. Apesar de novidade no Brasil, \u00e9 uma aplica\u00e7\u00e3o bastante difundida em outros pa\u00edses como Espanha, Su\u00e9cia, amplamente utilizada nos EUA e, recentemente, adotada pela nossa vizinha Col\u00f4mbia.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo do Departamento de Energia Americano publicou que o setor de transporte \u00e9 respons\u00e1vel por quase 60% do consumo total de combust\u00edveis l\u00edquidos e a tend\u00eancia \u00e9 que aumente o uso de combust\u00edveis alternativos. Neste cen\u00e1rio, o g\u00e1s natural e a energia el\u00e9trica s\u00e3o as formas que mais devem crescer \u2013 podendo quadruplicar o consumo at\u00e9 2050.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, passamos a pesquisar como o g\u00e1s natural poderia contribuir para o segmento de transporte p\u00fablico, considerando principalmente o impacto sobre a \u00f3tica do gestor p\u00fablico. Sabemos que este segmento passa por grandes desafios relacionados a atratividade de novos passageiros pagantes e sofre press\u00f5es para reduzir as emiss\u00f5es do seu sistema. Ofertar uma tecnologia de menor emiss\u00e3o com custo operacional competitivo \u00e9 essencial para a mobilidade das nossas cidades e acreditamos que o g\u00e1s natural pode contribuir e ser um energ\u00e9tico de transi\u00e7\u00e3o para as energias do futuro.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>AutoBus<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; Quais os resultados quanto a consumo, custo operacional e valor do combust\u00edvel alcan\u00e7ados pela simula\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Lamastra<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; O grande desafio do projeto de transporte p\u00fablico com g\u00e1s natural \u00e9 ficar pr\u00f3ximo ao custo total do diesel e ainda refor\u00e7ar a voca\u00e7\u00e3o deste energ\u00e9tico de baixas emiss\u00f5es e com o menor custo entre os combust\u00edveis alternativos. E os resultados superaram nossas expectativas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do ve\u00edculo Padron, o custo do G\u00e1s Natural \u00e9 6,42% acima do Diesel (de R$ 10,203\/km no diesel para R$ 10,858\/km no GN) e em compara\u00e7\u00e3o ao H\u00edbrido, o G\u00e1s Natural \u00e9 -10,55% mais baixo (de R$ 12,134\/km no H\u00edbrido para R$ 10,858\/km no GN).<\/p>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o dos custos do G\u00e1s Natural se deu na tecnologia Euro VI, dados de refer\u00eancia de 2020, e com os dados de diesel e h\u00edbrido de 2019, sem considerar a infla\u00e7\u00e3o que sofreram nos \u00faltimos meses.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>AutoBus<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; Qual a perspectiva da Compagas com essa avalia\u00e7\u00e3o visando o futuro do transporte coletivo curitibano?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Lamastra<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; Curitiba j\u00e1 possui um destaque positivo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 efici\u00eancia de seu sistema de transporte p\u00fablico e estamos otimistas com o papel que o G\u00e1s Natural, que pode contribuir para transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica da cidade e, tamb\u00e9m, da Regi\u00e3o Metropolitana.<\/p>\n\n\n\n<p>A COMPAGAS possui uma rede de distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural instalada capaz de atender estrategicamente mais de 80% das empresas que operam o transporte p\u00fablico na capital paranaense e na regi\u00e3o metropolitana, o que coloca a cidade em um conceito alinhado \u00e0s principais metr\u00f3poles do mundo, como Nova York que, desde 2010, possui mais de 500 ve\u00edculos em sua frota deste tipo.<\/p>\n\n\n\n<p>As cidades precisam de combust\u00edveis mais limpos, com baixa emiss\u00e3o de gases causadores de efeito estufa, ao mesmo tempo em que garantam viabilidade econ\u00f4mica e continuidade no fornecimento e que possam ser adotados em grande escala. Enxergo aqui uma imensa oportunidade para incentivar o consumo do g\u00e1s natural no transporte p\u00fablico na capital paranaense.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/uploads\/images\/2020\/11\/846-1604321596.jpg\" alt=\"Simula\u00e7\u00f5es para opera\u00e7\u00e3o urbana com o g\u00e1s natural\" title=\"Simula\u00e7\u00f5es para opera\u00e7\u00e3o urbana com o g\u00e1s natural\"\/><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><em><strong>Rafael Lamastra Jr.<\/strong><\/em><\/pre>\n\n\n\n<p><em><strong>AutoBus<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; O hist\u00f3rico do g\u00e1s natural no Brasil em sistemas de \u00f4nibus urbanos n\u00e3o \u00e9 positivo. Por\u00e9m, esse cen\u00e1rio vem mudando ao longo dos anos, sendo que as montadoras podem disponibilizar ve\u00edculos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Como a Compagas v\u00ea esse aspecto? \u00c9 poss\u00edvel ser otimista quanto a mudan\u00e7a de conceitos?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Lamastra<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; No Brasil, h\u00e1 projetos de 30 anos e isso foi at\u00e9 uma novidade quando come\u00e7amos a conhecer este segmento \u2013 s\u00e3o projetos mais antigos que a pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o da COMPAGAS. Mas o mercado era diferente em todos os aspectos: tecnologia, infraestrutura, oferta do g\u00e1s natural e sistema de abastecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, nossa vis\u00e3o est\u00e1 focada na grande oferta interna de g\u00e1s canalizado, nas redu\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es, principalmente na redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o local que impacta na sa\u00fade p\u00fablica, e na conex\u00e3o que iremos criar com o mercado promissor de biometano, que \u00e9 um g\u00e1s natural renov\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos da capacidade e da oferta interna do g\u00e1s natural canalizado &#8211; s\u00f3 para se ter uma ideia, apenas 10% do volume que \u00e9 reinjetado no Brasil, diariamente, seria suficiente para abastecer 100% da frota de \u00f4nibus, equivalente a 12 vezes o tamanho do transporte p\u00fablico da Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba. E h\u00e1 de se considerar que a produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural no Pa\u00eds deve dobrar nos pr\u00f3ximos 10 anos, conforme estudo divulgado pela Empresa de Pesquisas Energ\u00e9ticas (EPE). Ou seja, teremos muito mais oferta!<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m precisamos enxergar o g\u00e1s natural como um combust\u00edvel de transi\u00e7\u00e3o. Devido \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o g\u00e1s natural se destaca por emitir menos gases causadores de efeito estufa que outros combust\u00edveis f\u00f3sseis, como \u00f3leo diesel, ao mesmo tempo que satisfaz as necessidades energ\u00e9ticas da popula\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 facilidade do acesso e consumo. O menor pre\u00e7o frente \u00e0s energias mais modernas e consideradas mais limpas, como a e\u00f3lica e a solar, e at\u00e9 mesmo \u00e0 el\u00e9trica, tamb\u00e9m colocam o g\u00e1s natural em posi\u00e7\u00e3o competitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Sou otimista com rela\u00e7\u00e3o a esses conceitos e precisamos difundi-los. Acredito no uso do g\u00e1s natural e no seu potencial indutor de desenvolvimento para os diversos segmentos de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>AutoBus<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; Na opini\u00e3o da empresa, o que falta no Brasil para que o g\u00e1s natural tenha maior presen\u00e7a na matriz energ\u00e9tica do transporte?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Lamastra<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; A cultura do uso do diesel \u00e9 predominante no Pa\u00eds e \u00e9 preciso investir na difus\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es do uso do g\u00e1s natural para o transporte p\u00fablico e, tamb\u00e9m, de cargas.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, com a decis\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) e do Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) de reduzir, de forma extraordin\u00e1ria e tempor\u00e1ria, o percentual de mistura obrigat\u00f3ria do biodiesel ao \u00f3leo diesel devido a riscos de desabastecimento nacional &#8211; veio \u00e0 tona, novamente, a discuss\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de diversificar as matrizes energ\u00e9ticas para atender a demanda de ve\u00edculos pesados, caminh\u00f5es e frota de transporte p\u00fablico. O diesel, a cada ano, se torna mais oneroso para a balan\u00e7a comercial brasileira. E como j\u00e1 dito anteriormente, com a produ\u00e7\u00e3o cada vez maior de g\u00e1s natural no Brasil, a expectativa \u00e9 de redu\u00e7\u00e3o dos custos do energ\u00e9tico no pa\u00eds. Uma via que caminha para um equil\u00edbrio de competi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e, acima de tudo, de cunho ambiental. Com o uso de g\u00e1s natural canalizado nos centros urbanos, \u00e9 poss\u00edvel reduzir em mais de 90% a emiss\u00e3o de materiais particulados e de \u00f3xido de nitrog\u00eanio (NOX), caminhando para o uso do biometano, em que a emiss\u00e3o do g\u00e1s carb\u00f4nico poder\u00e1 chegar a zero.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe destacar ainda que, atualmente, h\u00e1 um marketing muito incisivo sobre a eletromobilidade e sabemos que os benef\u00edcios s\u00e3o excelentes, no entanto, os custos ainda s\u00e3o altos para o momento econ\u00f4mico atual. Em paralelo, podemos considerar que neste contexto do setor el\u00e9trico, a nossa matriz n\u00e3o \u00e9 mais 100% renov\u00e1vel e, certamente, o G\u00e1s Natural contribui muito para a gera\u00e7\u00e3o de energia nacional, por meio das termel\u00e9tricas instaladas pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>AutoBus<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; A lei do g\u00e1s, recentemente aprovada, traz uma expectativa positiva para isso?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Lamastra<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; O Projeto de Lei para instituir o novo marco legal do g\u00e1s natural no Pa\u00eds foi aprovado na C\u00e2mara dos Deputados e agora passa pelo Senado Federal. \u00c9 muito importante refor\u00e7ar que \u00e9 preciso evoluir no texto para que o projeto cumpra os objetivos que se espera: o desenvolvimento para o setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o desenvolvimento \u00e9 necess\u00e1rio investimento em infraestrutura para levar o g\u00e1s natural canalizado a mais regi\u00f5es, em especial, ao interior do Pa\u00eds, visto que a maior parte da malha de distribui\u00e7\u00e3o est\u00e1 nas faixas pr\u00f3ximas ao litoral. Entretanto, projetos de novos gasodutos dificilmente ser\u00e3o viabilizados se n\u00e3o houver uma sinaliza\u00e7\u00e3o mais clara no novo marco legal que estimule os investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com mais investimentos e amplia\u00e7\u00e3o das malhas, o segmento automotivo pode ser um dos grandes beneficiados. Ser\u00e1 poss\u00edvel ampliar as rotas para uso do g\u00e1s natural em ve\u00edculos \u2013 leves, pesados, frotas p\u00fablicas \u2013 e a maior oferta propiciar\u00e1 ganho ambiental e social.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>AutoBus<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; O g\u00e1s natural \u00e9 um produto f\u00f3ssil e seu primo biog\u00e1s tem origem da transforma\u00e7\u00e3o de dejetos. A empresa cr\u00ea nessa uni\u00e3o de combust\u00edveis para o transporte alcan\u00e7ar altos n\u00edveis de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de&nbsp;poluentes?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Lamastra<\/strong><\/em>&nbsp;&#8211; O biometano (quando submetido a um processo de purifica\u00e7\u00e3o, o biog\u00e1s d\u00e1 origem ao biometano e este \u00e9 compar\u00e1vel ao g\u00e1s natural) \u00e9 um dos vetores para a transforma\u00e7\u00e3o da matriz de transportes. O Paran\u00e1, por exemplo, \u00e9 um estado com um potencial extraordin\u00e1rio na \u00e1rea agr\u00edcola, tendo 35% do seu PIB relacionado ao agroneg\u00f3cio e este \u00e9 um mercado que precisa estar associado ao g\u00e1s para garantir a expans\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o. Novas redes pelo interior possibilitam tamb\u00e9m, no futuro, a liga\u00e7\u00e3o com as unidades de produ\u00e7\u00e3o de biometano que existir\u00e3o ao longo do tempo, j\u00e1 que o potencial para o biog\u00e1s no interior \u00e9 imenso, em fun\u00e7\u00e3o da agroind\u00fastria. Essa uni\u00e3o dos combust\u00edveis, permitir\u00e1, conforme j\u00e1 citado, evoluir na matriz energ\u00e9tica e ter ganhos econ\u00f4micos e ambientais, chegando a zerar a emiss\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagens &#8211; Scania e COMPAGAS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de novidade no Brasil, \u00e9 uma aplica\u00e7\u00e3o bastante difundida em outros pa\u00edses como Espanha, Su\u00e9cia, amplamente utilizada nos EUA e, recentemente, adotada pela na Col\u00f4mbia em importantes sistemas de transporte<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3104,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[90],"tags":[],"class_list":["post-3103","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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