{"id":4037,"date":"2021-08-11T15:13:54","date_gmt":"2021-08-11T18:13:54","guid":{"rendered":"https:\/\/vila8.com.br\/clientes\/autobus\/?p=4037"},"modified":"2021-08-11T15:15:15","modified_gmt":"2021-08-11T18:15:15","slug":"revolucao-nas-cores-1a-parte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=4037","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00e3o nas cores (1\u00aa parte)"},"content":{"rendered":"\n<p><em><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>Reportagem<\/strong> <\/span><\/em><strong><em><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">especial<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">A ruptura do tradicional pela inova\u00e7\u00e3o foi revelada por dois jovens estudantes de arquitetura, que literalmente arquitetaram uma renova\u00e7\u00e3o dos conceitos junto ao transporte rodovi\u00e1rio de passageiros. Carlos Antonio Ferro (in memoriam) e Jo\u00e3o de Deus Cardoso foram pioneiros em utilizar t\u00e9cnicas, racioc\u00ednio quanto a boa coloca\u00e7\u00e3o de cores e desenhos, al\u00e9m da percep\u00e7\u00e3o referente a um projeto harm\u00f4nico, nas identidades visuais dos \u00f4nibus, isso na segunda metade da d\u00e9cada de 1960. Para eles, os projetos propunham \u00e1reas de cores, com esquemas bem definidos para privilegiar a est\u00e9tica dos ve\u00edculos, sendo essenciais para valorizar todo o contexto proposto que definia as posi\u00e7\u00f5es para o s\u00edmbolo e o logotipo com o nome da empresa, numera\u00e7\u00e3o e outras informa\u00e7\u00f5es identificadoras das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>O mercado, at\u00e9 ent\u00e3o, era inundado por conjuntos de cores s\u00f3brias, sem express\u00e3o com representa\u00e7\u00f5es simples, muitas vezes criadas pelo pr\u00f3prio operador na tentativa de promover uma marca particular em sua frota de \u00f4nibus, sem atentar para a melhor distribui\u00e7\u00e3o das tonalidades e formas. O padr\u00e3o utilizado come\u00e7aria a perder for\u00e7a quando a dupla Cardoso e Ferro, ainda na faculdade, foi desafiada a criar um projeto visual para uma pequena operadora, chamada de Top\u00e1zio Turismo, do ABC paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal in\u00edcio foi sobre um modelo de \u00f4nibus Mercedes-Benz, o monobloco O321 HL, vers\u00e3o rodovi\u00e1ria, al\u00e9m de dois \u00f4nibus com chassis Volvo, ve\u00edculos j\u00e1 em uso e que formavam a frota da transportadora. De acordo com Jo\u00e3o de Deus, o primeiro passo foi saber o que significava o termo monobloco, conceito utilizado pela montadora para definir a estrutura de seu modelo rodovi\u00e1rio que une a carro\u00e7aria e chassi em uma \u00fanica pe\u00e7a. \u201cPara isso, fomos at\u00e9 a fabrica da Mercedes-Benz, em S\u00e3o Bernardo do Campo, nos inteirar sobre o que seria o \u00f4nibus monobloco. L\u00e1 fomos recebidos por Klaus Bessel, respons\u00e1vel pelos cat\u00e1logos e divulga\u00e7\u00e3o dos prospectos de produtos da marca. Na realidade, ele era um pintor, um artista pl\u00e1stico. Assim ficamos conhecendo sobre o \u00f4nibus, as tintas utilizadas na pintura da carro\u00e7aria e como era o processo da mesma\u201d, disse ele. Ainda, segundo o arquiteto, Bessel comentou com os dois estudantes que a proposta de se criar os projetos de pintura ia ser a grande tend\u00eancia de futuro no mercado de transporte. \u201cVoc\u00eas n\u00e3o sabem o que est\u00e3o fazendo, pois ser\u00e1 uma revolu\u00e7\u00e3o no setor\u201d, disse o profissional da montadora \u00e0 Jo\u00e3o de Deus em janeiro de 1967.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vila8.com.br\/clientes\/autobus\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-Veiculos-de-Apoio-1968-JDC-CAF-2-1024x755.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4039\" width=\"360\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-Veiculos-de-Apoio-1968-JDC-CAF-2-1024x755.jpg 1024w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-Veiculos-de-Apoio-1968-JDC-CAF-2-300x221.jpg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-Veiculos-de-Apoio-1968-JDC-CAF-2-768x566.jpg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-Veiculos-de-Apoio-1968-JDC-CAF-2-1080x797.jpg 1080w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-Veiculos-de-Apoio-1968-JDC-CAF-2.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s isso, a meta foi conhecer o universo de est\u00edmulos das comunica\u00e7\u00f5es visuais utilizadas pelas empresas de \u00f4nibus de ent\u00e3o, por meio de observa\u00e7\u00f5es e avalia\u00e7\u00f5es em \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0 antiga rodovi\u00e1ria J\u00falio Prestes, no bairro da Luz, em S\u00e3o Paulo. O lugar foi considerado produtivo, pois reunia os muitos \u00f4nibus que chegavam e partiam da cidade, cada qual com suas peculiaridades em cores e tra\u00e7os. O conhecimento, ali apropriado, proporcionou os primeiros esbo\u00e7os para a defini\u00e7\u00e3o da marca da Top\u00e1zio. Escolhido o layout, o \u00f4nibus monobloco recebeu a pintura, chamando a aten\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios da f\u00e1brica da Mercedes-Benz, pois o mesmo fazia o transporte desses colaboradores.<\/p>\n\n\n\n<p>E a diretoria da montadora tamb\u00e9m quis conhecer a novidade. Rodolfo Borghoff, diretor de vendas da marca, interessado nos coment\u00e1rios sobre o novo conceito est\u00e9tico, viu a proposta, gostou e logo indicou, simplesmente, para a poderosa Via\u00e7\u00e3o Itapemirim, ent\u00e3o com a maior frota brasileira de \u00f4nibus Mercedes-Benz. Os tr\u00eas primeiros \u00f4nibus da Top\u00e1zio deram a largada para a sucess\u00e3o de ideias e representa\u00e7\u00f5es visuais. \u201cO pr\u00f3ximo passo foi conquistar a Itapemirim\u201d, sintetizou Jo\u00e3o de Deus. E l\u00e1 foram Cardoso e Ferro rumo a Cachoeiro do Itapemirim, ES, munidos de um slide de 35 mm com o projeto da Top\u00e1zio. \u201cCom isso, mostramos ao propriet\u00e1rio da empresa, Camilo Cola, nossa cria\u00e7\u00e3o. A proposta para mudar a identidade foi aceita. Redigi um contrato e voltamos para S\u00e3o Paulo com a tarefa de colocar nos \u00f4nibus da operadora capixaba uma nova pintura\u201d, referiu-se ao primeiro grande projeto da dupla.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se debru\u00e7arem sobre as pranchetas onde o papel vegetal estava, utilizando tinta nanquim, guache e graxa branca para sapatos, visando simular o brilho dos esmaltes sint\u00e9ticos utilizados para a pintura das carro\u00e7arias, para criar os primeiros esbo\u00e7os de um novo layout a ser aplicado nos ve\u00edculos da transportadora, Jo\u00e3o de Deus e Carlos Ferro n\u00e3o imaginavam como o referido trabalho ganharia corpo e abriria muitas portas no segmento. &nbsp;At\u00e9 ent\u00e3o, o esquema utilizado pela Itapemirim em seus \u00f4nibus adotava as cores azul e alum\u00ednio, al\u00e9m do desenho de um c\u00e3o da ra\u00e7a galgo, semelhante ao usado na transportadora norte-americana Greyhound, admirado por Camilo Cola pela sugest\u00e3o \u00e0 velocidade.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vila8.com.br\/clientes\/autobus\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Simbolo-Itapemirim-Criacao-02.07.1967-JDC-CAF-2-1024x689.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4040\" width=\"293\" height=\"196\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Simbolo-Itapemirim-Criacao-02.07.1967-JDC-CAF-2-1024x689.jpg 1024w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Simbolo-Itapemirim-Criacao-02.07.1967-JDC-CAF-2-300x202.jpg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Simbolo-Itapemirim-Criacao-02.07.1967-JDC-CAF-2-768x517.jpg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Simbolo-Itapemirim-Criacao-02.07.1967-JDC-CAF-2-1080x727.jpg 1080w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Simbolo-Itapemirim-Criacao-02.07.1967-JDC-CAF-2.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 293px) 100vw, 293px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o do layout foi obtida com a utiliza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas cores: o amarelo como cor b\u00e1sica; a cor ocre que propunha estabilidade na parte inferior da carro\u00e7aria, subia pelas laterais e passava sobre o teto, com faixas brancas separando os dois amarelos; e filetes de 5 mm em preto separavam as cores e valorizavam a pintura, (utiliza\u00e7\u00e3o in\u00e9dita desse espa\u00e7o), unindo toda a carro\u00e7aria. O novo s\u00edmbolo da empresa, composto por um V e I geometricamente constru\u00eddo, sugeria percurso. Tamb\u00e9m em preto, foi colocado o logotipo Itapemirim, com fonte de grande visibilidade, destacando a marca significativamente com um apelo atrativo. \u201cNossa primeira e grande cria\u00e7\u00e3o nos permitiu conquistar o mercado e a Itapemirim aproveitou o momento para novas a\u00e7\u00f5es de marketing que lhe deram for\u00e7a para a expans\u00e3o de seus neg\u00f3cios. No desenvolvimento desse trabalho utilizamos o cat\u00e1logo de tinta empregado na Mercedes-Benz, na combina\u00e7\u00e3o entre quatro cores, que eram o amarelo 5, o amarelo 7 \u00f3xido de ferro (ocre), o branco e o preto, todas em esmalte sint\u00e9tico automotivo. O s\u00edmbolo, o logotipo e a numera\u00e7\u00e3o eram pintados \u00e0 m\u00e3o, com pinc\u00e9is. Hoje, poucos sabem disso\u201d, comentou Jo\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, segundo ele, a escolha pela cor amarelo foi determinante para agradar o p\u00fablico nas \u00e1reas onde a Itapemirim atuava, no eixo sudeste \u2013 nordeste. \u201cN\u00e3o havia, naquela ocasi\u00e3o, uma pintura que utilizasse integralmente o amarelo. Ent\u00e3o pensamos em combinar o amarelo ocre em faixas pintadas nas barras da carro\u00e7aria, conferindo estabilidade e horizontalidade ao ve\u00edculo. Quanto ao s\u00edmbolo e o logotipo, utilizamos o preto para dar um contraste \u00e0 identidade, proporcionando uma vis\u00e3o privilegiada\u201d, explicou o arquiteto. A fonte do logotipo tem o nome de Microgramma Bold Extended, que trouxe ao contexto, segundo o arquiteto, uma legibilidade fant\u00e1stica. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vila8.com.br\/clientes\/autobus\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/JDC-CAF-Apresentacao-set.1967-Viacao-Itapemirim-2-1024x458.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4041\" width=\"481\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/JDC-CAF-Apresentacao-set.1967-Viacao-Itapemirim-2-1024x458.jpg 1024w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/JDC-CAF-Apresentacao-set.1967-Viacao-Itapemirim-2-300x134.jpg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/JDC-CAF-Apresentacao-set.1967-Viacao-Itapemirim-2-768x344.jpg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/JDC-CAF-Apresentacao-set.1967-Viacao-Itapemirim-2-1080x483.jpg 1080w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/JDC-CAF-Apresentacao-set.1967-Viacao-Itapemirim-2.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 481px) 100vw, 481px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A base de inspira\u00e7\u00e3o para criar os novos layouts de pintura em \u00f4nibus surgiu ap\u00f3s a constante leitura e an\u00e1lise do trabalho realizado pelo arquiteto americano Alexander Girard, que designou o projeto de pintura dos avi\u00f5es da companhia Braniff International Airways, com tintas resistentes e cores estimulantes. De acordo com Jo\u00e3o de Deus, a proposta era aumentar as vendas de passagens por meio do apelo visual das embalagens, no caso as fuselagens, dos avi\u00f5es da companhia norte-americana. \u201cE porque n\u00e3o aplicar esse conceito nos \u00f4nibus?\u201d, questionou o arquiteto. \u201cSempre fui estimulado pelos novos conhecimentos para poder fazer o melhor\u201d, observou.<\/p>\n\n\n\n<p>Raymond Loewy, considerado um dos papas mundiais no design industrial, tamb\u00e9m estimulou os estudantes da FAUUSP, e depois arquitetos, a desenvolver suas cria\u00e7\u00f5es para o ramo automobil\u00edstico. \u201cLoewy, ainda no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1930, em Nova Iorque, vindo da Fran\u00e7a durante a quebra da bolsa norte-americana, tinha um slogan em que dizia que \u201ca feiura vende mal\u201d e por isso era necess\u00e1rio tornar as embalagens mais bonitas e atraentes. Um caso ic\u00f4nico foi o cigarro Lucky Strike, que conquistou o mercado ap\u00f3s o designer franc\u00eas promover o redes\u00edgnio da embalagem, deixando-a com um formato e com cores bem mais agrad\u00e1veis do que era antes, trocando o c\u00edrculo verde, para um c\u00edrculo vermelho sobre fundo branco\u201d, ressaltou Jo\u00e3o de Deus. Loewy ainda projetou locomotivas, \u00f4nibus para a Greyhound, um autom\u00f3vel para a marca Studebaker, o s\u00edmbolo da petroleira Shell, dentre outros elementos gr\u00e1ficos e produtos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vila8.com.br\/clientes\/autobus\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-JDC-CAF-Salao-do-Automovel-1968-Parque-Ibirapuera-1-685x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4042\" width=\"315\" height=\"471\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-JDC-CAF-Salao-do-Automovel-1968-Parque-Ibirapuera-1-685x1024.jpg 685w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-JDC-CAF-Salao-do-Automovel-1968-Parque-Ibirapuera-1-201x300.jpg 201w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-JDC-CAF-Salao-do-Automovel-1968-Parque-Ibirapuera-1-768x1148.jpg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-JDC-CAF-Salao-do-Automovel-1968-Parque-Ibirapuera-1-1027x1536.jpg 1027w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-JDC-CAF-Salao-do-Automovel-1968-Parque-Ibirapuera-1-1080x1615.jpg 1080w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Itapemirim-JDC-CAF-Salao-do-Automovel-1968-Parque-Ibirapuera-1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Voltando ao projeto da Itapemirim, o start dos novos conceitos em redes\u00edgnio no setor de transportes, ap\u00f3s colocarem no papel a ideia para a renova\u00e7\u00e3o da identidade visual da operadora, tomando todos os cuidados para haver uma apresenta\u00e7\u00e3o digna da capacidade dos dois estudantes de arquitetura da FAUUSP, Cardoso e Ferro rumam novamente para a sede da empresa, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, levando novos slides 35 mm e um carrossel da marca Kodak que permitiu a exibi\u00e7\u00e3o para os diretores reunidos, visando a melhor explica\u00e7\u00e3o sobre os detalhes criativos, as cores e os formatos inclusos na concep\u00e7\u00e3o. \u201cElaboramos a apresenta\u00e7\u00e3o do layout da pintura com a ajuda do cat\u00e1logo do ent\u00e3o novo \u00f4nibus lan\u00e7ado pela Mercedes-Benz no Brasil, o monobloco O326. Fizemos algumas altera\u00e7\u00f5es no material, incluindo o des\u00edgnio escolhido e fotografamos. Assim que projetamos a nossa ideia no carrossel, Camilo Cola se mostrou encantado com o projeto. A partir daquele momento, o empres\u00e1rio adquiriu o novo modelo com a pintura criada por n\u00f3s\u201d, ressaltou Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto foi um sucesso no segmento de transporte, sendo que as operadoras perceberam que poderiam ter maior rentabilidade em seus neg\u00f3cios por meio de novos e modernos conceitos aplicados em identidades visuais. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em><span style=\"color:#15066b\" class=\"has-inline-color\">Imagens gentilmente cedidas por Jo\u00e3o de Deus Cardoso<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No horizonte de incont\u00e1veis formas, linhas, sistemas de cores e perspectivas visuais, as pinturas dos \u00f4nibus no transporte brasileiro foram e s\u00e3o a maneira de representar as propostas gr\u00e1ficas da cultura regional e particularidades operacionais. 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