{"id":5262,"date":"2021-12-03T09:44:25","date_gmt":"2021-12-03T12:44:25","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=5262"},"modified":"2021-12-06T11:27:42","modified_gmt":"2021-12-06T14:27:42","slug":"sobe-o-diesel-e-o-passageiro-paga-o-pato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=5262","title":{"rendered":"Sobe o diesel e o passageiro paga o pato"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">Uma rela\u00e7\u00e3o nada amig\u00e1vel tem sido constante nos \u00faltimos anos entre passageiros e a opera\u00e7\u00e3o do transporte urbano. Dentre essa contenda, os constantes aumentos dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis derrubam por terra qualquer tentativa de melhorar o maltratado sistema de \u00f4nibus urbano brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 s\u00f3 aumentar o valor do diesel que o equil\u00edbrio custo\/econ\u00f4mico operacional obriga os transportadores a reverem o que recebem pelas tarifas, solicitando reajustes para que n\u00e3o sofra impactos negativos em seus neg\u00f3cios. E, com as tarifas mais altas, quem paga o pato s\u00e3o os passageiros, que pagam para se deslocar ou procuram outra forma de transporte, geralmente a p\u00e9 ou por bicicletas, afinal, o Brasil anda de lado quando o assunto \u00e9 rentabilidade para a sua popula\u00e7\u00e3o, que vem sofrendo com o custo de vida cada vez mais elevado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Mova-se F\u00f3rum de Mobilidade, iniciativa que busca solu\u00e7\u00f5es para os problemas da mobilidade urbana, \u00e9 preciso olhar mais atentamente sobre o que predomina no debate p\u00fabico, por meio de tr\u00eas correntes que buscam assegurar as ra\u00edzes pelo qual o pre\u00e7o dos combust\u00edveis se encontra elevado. De acordo com a organiza\u00e7\u00e3o de defesa ao transporte, a primeira de todas \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o aos constantes reajustes feitos pela Petrobras. A justificativa recai sobre o pre\u00e7o praticado pelo mercado internacional cotado em d\u00f3lar. Ou seja, se h\u00e1 uma cota\u00e7\u00e3o em constante altera\u00e7\u00e3o, diante da mudan\u00e7a cambial do real frente \u00e0 moeda americana, a petrol\u00edfera estatal brasileira faz os reajustes semanal ou mensalmente, dentro de sua pol\u00edtica de equival\u00eancia de pre\u00e7o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda corrente tenta explicar o inc\u00f4modo da alta dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis pela aus\u00eancia de subs\u00eddio que o governo, por meio da Petrobras, poderia fazer eventualmente para baixar o valor da gasolina. No entanto, essa pol\u00edtica era regularmente praticada em um passado n\u00e3o muito distante. Mais: essa \u00e9 uma das causas de n\u00e3o se dispor nos dias atuais uma alternativa vi\u00e1vel aos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Se os pre\u00e7os tivessem subido naturalmente tempos atr\u00e1s, talvez, poderia ter existido uma diretriz governamental que buscasse outras fontes de energia, especialmente as renov\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>E por fim, o \u00faltimo ponto \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o do ICMS estadual, apontado como o grande gerador dessa instabilidade de subida dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis. \u00c9 fato que o ICMS incide no valor final da gasolina, do etanol e do diesel, tendo em m\u00e9dia uma taxa de 30%. No entanto, os especialistas consultados apontam que o ideal seria a institui\u00e7\u00e3o de um valor fixo para o imposto que permeasse todas as unidades federativas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>O Mova-se ouviu alguns especialistas a respeito do tema. Adriano Paranaiba, economista e doutor em Transporte, citou que a quest\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o e revenda do combust\u00edvel constitui um grande problema. De acordo com ele, que \u00e9 professor do Instituto Federal de Goi\u00e1s (IFG), existe muita regula\u00e7\u00e3o em cima da distribui\u00e7\u00e3o. Isso termina por criar arranjos constitucionais que encarecem a forma de distribuir o combust\u00edvel. \u201cO governo poderia estar oferecendo bilh\u00f5es de economia para o mercado fazendo o pre\u00e7o cair, a partir do momento em que se oferece uma diversidade de op\u00e7\u00f5es de matriz energ\u00e9tica para o transporte. Toda ela, principalmente a de carga e de passageiros, \u00e9 extremamente dependente de combust\u00edveis f\u00f3sseis, mais especificamente a gasolina e o diesel.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/ADRIANO-PARANAIBA.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5264\" width=\"314\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/ADRIANO-PARANAIBA.jpg 1000w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/ADRIANO-PARANAIBA-300x292.jpg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/ADRIANO-PARANAIBA-768x748.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><figcaption><strong><em><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Adriano Paranaiba<\/span><\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Temos um problema que \u00e9 a dificuldade de o consumidor encontrar alternativas. Ele fica ref\u00e9m de comprar do \u00fanico fornecedor que \u00e9 a Petrobras.\u00a0 Dessa forma, h\u00e1 um impacto muito grande nos fretes, nos pre\u00e7os das passagens, que termina por influenciar toda a cadeia produtiva nacional. Desde o transporte da mat\u00e9ria-prima at\u00e9 \u00e0 f\u00e1brica. Da planta fabril at\u00e9 as distribuidoras, de l\u00e1 aos pontos de varejo e, por fim, at\u00e9 \u00e0 casa dos consumidores. \u00c9 importante diminuir imposto, mas essa n\u00e3o \u00e9 ainda a solu\u00e7\u00e3o ideal. Para essa quest\u00e3o a reforma tribut\u00e1ria \u00e9 essencial que aconte\u00e7a, porque o grande problema do Brasil est\u00e1 relacionado aos custos tribut\u00e1rios.\u00a0 No entanto, temos que analisar a cadeia como um todo em que a Petrobras est\u00e1 envolvida. Uma coisa que \u00e9 importante discutir \u00e9 a Lei 13.365 \u2014 que faculta \u00e0 Petrobras o direito de prefer\u00eancia para atuar como operador e possuir participa\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 30% nos cons\u00f3rcios formados para explora\u00e7\u00e3o de blocos licitados no regime de partilha de produ\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m est\u00e1 falando dessa regra que desencadeia todo um processo, l\u00e1 no come\u00e7o, na raiz. A lei de prefer\u00eancia precisa ser revogada urgente, para que outras empresas explorem o petr\u00f3leo para que tenhamos mais dessa mat\u00e9ria prima, destinada ao refino, em nosso mercado dom\u00e9stico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Erika-Cristine-Kneib-.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5265\" width=\"480\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Erika-Cristine-Kneib-.jpg 960w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Erika-Cristine-Kneib--225x300.jpg 225w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Erika-Cristine-Kneib--768x1024.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><figcaption><strong><em><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Erika Kneib<\/span><\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p><meta charset=\"utf-8\">J\u00e1 para Erika Kneib, arquiteta e urbanista, as cidades brasileiras enfrentam uma crise de mobilidade. A professora da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG) afirma que essa crise afeta diretamente a economia, a quest\u00e3o social e ambiental. Al\u00e9m disso, a especialista v\u00ea o aumento dos combust\u00edveis como uma oportunidade para o desincentivo do uso do autom\u00f3vel, absorvendo novos usu\u00e1rios ao transporte coletivo, favorecendo assim a mobilidade. \u201cTodos sabem que o transporte p\u00fablico coletivo de qualidade \u00e9 o \u00fanico modo motorizado de deslocamento capaz de contribuir efetivamente com uma mobilidade urbana sustent\u00e1vel. Por\u00e9m, as cidades brasileiras ainda optam por modelos que acabam incentivando o uso do carro e da moto. Para ter qualidade, o transporte p\u00fablico coletivo precisa ter prioridade. Prioridade significa ter pol\u00edticas p\u00fablicas nos tr\u00eas n\u00edveis de governo que efetivamente garantam qualidade e competitividade a esse sistema p\u00fablico, garantindo, por exemplo, os recursos e a infraestrutura necess\u00e1rios. Permitir que o aumento dos combust\u00edveis gere aumentos diretos nos custos desse sistema \u2014 e na tarifa \u2014 \u00e9 trabalhar na contram\u00e3o de uma mobilidade sustent\u00e1vel. Isso agravar\u00e1 a crise de mobilidade, gerando impactos econ\u00f4micos, sociais e ambientais\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>Diego Buss, engenheiro civil e coordenador de Planejamento de Opera\u00e7\u00e3o de Transporte na Empresa P\u00fablica de Transporte e Circula\u00e7\u00e3o de Porto Alegre (EPTC), critica a falta de movimento por parte do governo federal para diminuir a press\u00e3o da eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do diesel. Segundo ele, esse combust\u00edvel \u00e9 o segundo item que mais pesa no valor da tarifa do transporte coletivo. \u201cA pandemia trouxe consigo uma crise sanit\u00e1ria, financeira e social, desencadeando uma crise sem precedentes no transporte coletivo que j\u00e1 se encontrava \u00e0 beira do colapso. Se n\u00e3o bastasse, os constantes aumentos dos combust\u00edveis v\u00eam deteriorando ainda mais o transporte coletivo. N\u00e3o se vislumbra nenhum movimento do governo Federal para diminuir essa press\u00e3o da eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do diesel que \u00e9 o segundo item que mais pesa no valor da tarifa e tudo isso reflete na falta de equidade e restri\u00e7\u00e3o de acesso \u00e0s comunidades marginalizadas\u201d.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"928\" height=\"829\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Diego-Buss-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5271\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Diego-Buss-1.jpg 928w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Diego-Buss-1-300x268.jpg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Diego-Buss-1-768x686.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 928px) 100vw, 928px\" \/><figcaption><strong><em><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Diego Buss<\/span><\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Desiree_Penalba_foto_inteira-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5274\" width=\"363\" height=\"291\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Desiree_Penalba_foto_inteira-1.jpg 999w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Desiree_Penalba_foto_inteira-1-300x241.jpg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Desiree_Penalba_foto_inteira-1-768x616.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 363px) 100vw, 363px\" \/><figcaption><strong><em><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Desir\u00e9e Pe\u00f1alba<\/span><\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Diante das declara\u00e7\u00f5es do presidente Jair Bolsonaro, que prev\u00ea uma disparada nos pre\u00e7os das passagens de transportes urbanos em 2022, em raz\u00e3o dos reajustes do valor dos combust\u00edveis, a advogada e especialista em Pol\u00edticas P\u00fablicas, Desir\u00e9e Pe\u00f1alba, diz que tal situa\u00e7\u00e3o gera a expectativa de inova\u00e7\u00f5es para ocupar o lugar de antigos meios de transporte, movidos a combust\u00edveis f\u00f3sseis. De acordo com ela, que tamb\u00e9m \u00e9 mestre em Economia, o governo transmite ao mercado um fato real, isto \u00e9: n\u00e3o est\u00e1 sendo custeado o valor dos combust\u00edveis para mascarar o problema que, de fato, est\u00e1 acontecendo. \u201cO presidente comentou que o combust\u00edvel, por estar atrelado ao d\u00f3lar, deve fazer aumentar o pre\u00e7o das tarifas de transporte p\u00fablico. Embora a not\u00edcia seja preocupante, cabe a expectativa que inova\u00e7\u00f5es possam aparecer e ocupar o lugar de antigos meios de transporte. Toda crise \u00e9 um momento prop\u00edcio para oportunidades. Esfor\u00e7os p\u00fablicos e privados podem se dar a partir do momento que modelos j\u00e1 prec\u00e1rios e ultrapassados, mas que todos j\u00e1 est\u00e3o acostumados a eles, come\u00e7am a ficar caros e outras op\u00e7\u00f5es passam a fazer mais sentido. Quem sabe com energias alternativas ficando relativamente mais baratas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s provenientes do petr\u00f3leo vamos ver mais ve\u00edculos el\u00e9tricos como transportes p\u00fablicos\u201d?<\/p>\n\n\n\n<p>O Mova-se F\u00f3rum de Mobilidade \u00e9 uma iniciativa sem fins lucrativos e sem vincula\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-partid\u00e1ria, para discutir o passado, o presente e o futuro da mobilidade urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagens &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o Mova-se F\u00f3rum de Mobilidade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o crescente aumento dos valores do \u00f3leo diesel, surge uma pergunta: at\u00e9 quando o transporte coletivo ser\u00e1 prejudicado? <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5263,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[190,175],"class_list":["post-5262","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-conexao-mobilidade","tag-mova-se","tag-transporte-urbano","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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