{"id":5560,"date":"2022-02-01T13:57:33","date_gmt":"2022-02-01T16:57:33","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=5560"},"modified":"2022-02-01T13:57:35","modified_gmt":"2022-02-01T16:57:35","slug":"pioneirismo-em-tracos-e-cores-2a-parte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaautobus.com.br\/?p=5560","title":{"rendered":"Pioneirismo em tra\u00e7os e cores (2\u00aa parte)"},"content":{"rendered":"\n<p>(Justa reedi\u00e7\u00e3o por falha de inclus\u00e3o neste site)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Ap\u00f3s o primeiro trabalho de grande repercuss\u00e3o, o mercado reconheceu que os verdadeiros \u201cartistas\u201d davam conta de remodelar o que j\u00e1 era praticado. Assim, Jo\u00e3o de Deus Cardoso e Antonio Carlos Ferro botaram o p\u00e9 na estrada com suas ideias, recebendo uma reposta positiva dos operadores, que, ap\u00f3s conhecerem o projeto da Via\u00e7\u00e3o Itapemirim, buscaram nos dois profissionais a reformula\u00e7\u00e3o de suas identidades visuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Cuidadosos, os ent\u00e3o estudantes de arquitetura trataram de preservar as suas cria\u00e7\u00f5es contra c\u00f3pias e pl\u00e1gios, com alguns exemplos empregados em outras pinturas. Seus desenhos eram registrados na Escola de Bela Artes do Rio de Janeiro, uma forma de manter intacta a propriedade intelectual. Mesmo assim, alguns casos de c\u00f3pia foram acionados e tiveram que ser desfeitos em virtude do registro. \u201cOs direitos de uso exclusivo eram cedidos \u00e0s empresas por n\u00f3s, como autores\u201d, lembrou Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/334a2e91404df8df2c6933e1ac267c49_54-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5562\" width=\"404\" height=\"539\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/334a2e91404df8df2c6933e1ac267c49_54-768x1024.jpg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/334a2e91404df8df2c6933e1ac267c49_54-225x300.jpg 225w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/334a2e91404df8df2c6933e1ac267c49_54-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/334a2e91404df8df2c6933e1ac267c49_54-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/334a2e91404df8df2c6933e1ac267c49_54-1080x1440.jpg 1080w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/334a2e91404df8df2c6933e1ac267c49_54.jpg 1709w\" sizes=\"(max-width: 404px) 100vw, 404px\" \/><figcaption><strong><em><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O reconhecimento nacional, em 1968<\/mark><\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A operadora pernambucana Real Recife, que ligava o Nordeste com as cidades do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, foi a segunda cliente a escolher os servi\u00e7os da dupla Cardoso e Ferro, isso em 1968. A rota Sudeste-Nordeste podia levar dias e era considerada um grande desafio para as empresas que promoveram o \u00eaxodo de passageiros entre as regi\u00f5es. Com a concorr\u00eancia em seu calcanhar, a transportadora, fundada em 1965, fazia o percurso com sete \u00f4nibus usados e ap\u00f3s ser vendida, os novos donos resolveram dar um banho de loja nela, com a chegada de 10 novos \u00f4nibus, da marca Mercedes-Benz, e a substitui\u00e7\u00e3o da antiga identidade por outra mais evolu\u00edda e bonita.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da ado\u00e7\u00e3o do novo projeto, alguns aspectos curiosos faziam parte na cultura administrativa da transportadora pernambucana, como a utiliza\u00e7\u00e3o de passagens com desenhos de amuletos impressos nas capas das mesmas, men\u00e7\u00e3o para que as viagens ocorressem sem problemas, al\u00e9m do procedimento de se acender velas quando os \u00f4nibus saiam rumo \u00e0s cidades do sudeste. \u201cSe a feiura vende mal, nada melhor do que rever os conceitos. Os irm\u00e3os Lira, propriet\u00e1rios da transportadora, convenceram-se que era hora de mudar. Eu digo, porque a beleza vende bem. Foi o que aconteceu com a Real Recife ap\u00f3s apresentarmos o redes\u00edgnio criado por n\u00f3s. Do <em>layout <\/em>antigo, s\u00f3 conservamos o guarda-sol do frevo. O restante teve uma concep\u00e7\u00e3o totalmente nova\u201d, explicou Jo\u00e3o de Deus Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<p>O sucesso da pintura foi significativo que a dupla Cardoso e Ferro foram contratados para desenvolver a identidade visual da empresa Rodovi\u00e1ria Caruaruense, tamb\u00e9m pertencente a fam\u00edlia Lira.<\/p>\n\n\n\n<p>E, como forma de estimular o mercado das identidades visuais, em 1967, a editora Abril, por meio de sua revista Transporte Moderno, criou o Concurso de Pinturas de Frotas, visando conhecer e avaliar as empresas de transporte de cargas e seus des\u00edgnios. Como a iniciativa causou boa impress\u00e3o no setor, em 1968, a editora resolveu expandir a premia\u00e7\u00e3o e passou a julgar os projetos de pinturas voltados para o segmento de \u00f4nibus. O jornalista Roberto Muylaert foi o respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o da premia\u00e7\u00e3o, reunindo, a cada ano, um seleto grupo de jurados para, ap\u00f3s uma minuciosa avalia\u00e7\u00e3o, definirem as diagrama\u00e7\u00f5es vencedoras.<\/p>\n\n\n\n<p>E, como estavam antenados \u00e0 novidade, os estudantes Cardoso e Ferro resolveram participar do concurso, logo com dois projetos \u2013 o da Itapemirim e da Real Recife, o cliente mais recente. At\u00e9 ent\u00e3o, algumas empresas de publicidade ficavam com a responsabilidade de desenvolver as pinturas e os <em>layouts <\/em>de cores das frotas de companhias envolvidas com o transporte. Outros profissionais, da \u00e1rea de projetos e des\u00edgnios, bem como as encarro\u00e7adoras, tamb\u00e9m estavam em sintonia na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados voltados \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o visual.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre do que foi divulgado \u00e0 \u00e9poca, o concurso tinha como objetivo a sele\u00e7\u00e3o, sob os aspectos est\u00e9ticos, mercadol\u00f3gicos e de seguran\u00e7a, dos projetos nacionais que mais se destacavam, estimulando a fixa\u00e7\u00e3o da imagem das empresas por meio da boa apresenta\u00e7\u00e3o de seus ve\u00edculos. Nesse contexto, a visibilidade era vista sob o aspecto da atra\u00e7\u00e3o por meio do planejamento e marketing adequado ao que se queria em termos de harmonia e beleza em rela\u00e7\u00e3o ao modelo de mobilidade, seja ela urbana ou rodovi\u00e1ria. <em>Slides<\/em> com cores inscritos e, ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o pelo j\u00fari, a pintura da Real Recife foi consagrada como a melhor dentre as outras participantes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2021-08-17-at-15.24.12-515x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5563\" width=\"425\" height=\"845\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2021-08-17-at-15.24.12-515x1024.jpeg 515w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2021-08-17-at-15.24.12-151x300.jpeg 151w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2021-08-17-at-15.24.12.jpeg 644w\" sizes=\"(max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption><strong><em><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Cia. S\u00e3o Geraldo de Via\u00e7\u00e3o<\/mark><\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O ano de 1968 foi produtivo para os estudantes. Outras duas operadoras, a Rodovi\u00e1ria Caruaruense, de Caruaru (PE), e a mineira Cia. S\u00e3o Geraldo de Via\u00e7\u00e3o, se tornaram clientes, sendo a \u00faltima com especial v\u00ednculo comercial e de amizade, segundo informou Jo\u00e3o de Deus, pois ele acabou criando uma estima por Benito Porcaro, ent\u00e3o superintendente da transportadora com origem na cidade de Caratinga. \u201cO Benito, para quem projetamos a primeira garagem de \u00f4nibus em S\u00e3o Paulo, foi meu mentor profissional, al\u00e9m de divulgar o nosso trabalho e sugerir a outros transportadores que nos contratassem para os projetos de redes\u00edgnio de suas pinturas. Ele nos ensinou muita coisa e, eu e o Carlos Ferro, retribu\u00edmos com a qualidade nos servi\u00e7os realizados para a S\u00e3o Geraldo\u201d, observou.<\/p>\n\n\n\n<p>A transportadora mineira foi estimulada pela competi\u00e7\u00e3o estruturada na qualidade dos produtos e no apelo visual das embalagens. Segundo Cardoso, era importante criar uma nova e inusitada proposta gr\u00e1fica que fosse vis\u00edvel durante o dia e, principalmente, a noite para a seguran\u00e7a nas estradas, muitas delas com trechos perigosos. \u201cA cor principal escolhida foi um verde com nova pigmenta\u00e7\u00e3o, mais dur\u00e1vel, que representava a import\u00e2ncia das culturas do caf\u00e9, da cana-de-a\u00e7\u00facar e do algod\u00e3o, al\u00e9m de ressaltar a costa litor\u00e2nea do Brasil. O projeto ainda tinha um destaque espacial das faixas em branco e laranja envolvendo a carro\u00e7aria e que deram origem ao s\u00edmbolo\u201d, observou Cardoso. Naquela \u00e9poca a S\u00e3o Geraldo investiu tamb\u00e9m na aquisi\u00e7\u00e3o de novos \u00f4nibus, com os modelos monobloco O-326 da Mercedes-Benz e outros com chassis da mesma marca e carro\u00e7arias Ciferal e Marcopolo III.<\/p>\n\n\n\n<p>A referida pintura concorreu no concurso de pintura de frotas da editora Abril no ano de 1970 e foi a vencedora. Naquele mesmo ano, houve o Sal\u00e3o do Autom\u00f3vel e a montadora Mercedes-Benz exp\u00f4s seus modelos monoblocos com as respectivas identidades visuais da Itapemirim e da S\u00e3o Geraldo.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo gira e o tempo n\u00e3o para. Novos clientes estavam na carteira dos arquitetos j\u00e1 formados, quando em 1972 a Via\u00e7\u00e3o Cidade do A\u00e7o, da cidade fluminense de Barra Mansa, precisou de uma altera\u00e7\u00e3o radical e que mantivesse em sua pintura os v\u00ednculos afetivos com a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o em Volta Redonda. A operadora, que ligava a sua cidade sede ao Rio de Janeiro, bem como com outros munic\u00edpios mineiros (circuito das \u00e1guas), estava sob nova gest\u00e3o, com os irm\u00e3os Curvelo, do Rio de Janeiro, que j\u00e1 conheciam o trabalho da dupla por meio da cria\u00e7\u00e3o da identidade visual da operadora urbana Transportes Oriental, em 1969, propriedade da mesma fam\u00edlia. At\u00e9 ent\u00e3o, a pintura utilizada nos ve\u00edculos da transportadora adotava as cores vermelho e cinza claro em \u00e1reas horizontais, junto ao s\u00edmbolo de um cadinho de transporte de a\u00e7o, desenho que fazia men\u00e7\u00e3o a Cia. Sider\u00fargica Nacional (CSN), instalada em Volta Redonda.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/cidade-do-aco-5.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5565\" width=\"469\" height=\"274\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/cidade-do-aco-5.jpeg 691w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/cidade-do-aco-5-300x175.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 469px) 100vw, 469px\" \/><figcaption><strong><em><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O projeto da empresa Cidade do A\u00e7o<\/mark><\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>De acordo com Cardoso, a nova pintura foi resultado de um processo de pesquisa dos c\u00f3digos das cores que representavam as ligas de a\u00e7o, sendo a escolhida a liga CMn 45-A (Carbono e Mangan\u00eas) da CSN. \u201cOs vergalh\u00f5es de a\u00e7o s\u00e3o representados com cores na se\u00e7\u00e3o transversal. Assim, fizemos uma analogia entre a traseira do \u00f4nibus e o c\u00f3digo das barras. Com isso, criamos uma pintura de grande visibilidade, segura e din\u00e2mica, que foi premiada no concurso de pintura de frotas em 1972\u201d, disse o arquiteto. Ele tamb\u00e9m foi o respons\u00e1vel pelos redes\u00edgnios da identidade visual da empresa em 1985, em 2008 e 2013 com projetos marcantes no segmento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mais um exemplo sobre como conquistar a opini\u00e3o do p\u00fablico pode ser visto com a identidade visual da empresa Esplanada ABC-Rio, transportadora rodovi\u00e1ria que fazia liga\u00e7\u00e3o entre as cidades do Grande ABC paulista e o Rio de Janeiro. Em 1976, a operadora, criada por Jos\u00e9 Roberto Bataglia, escolheu Cardoso para criar um projeto completo, que envolvesse n\u00e3o s\u00f3 a pintura dos \u00f4nibus, mas tamb\u00e9m uma garagem, os uniformes dos profissionais, os impressos e at\u00e9 as instala\u00e7\u00f5es dos guich\u00eas nas rodovi\u00e1rias instaladas nas cidades onde atuava.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"433\" src=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Esplanada-ABC-Rio-1024x433.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5564\" srcset=\"https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Esplanada-ABC-Rio-1024x433.jpg 1024w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Esplanada-ABC-Rio-300x127.jpg 300w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Esplanada-ABC-Rio-768x325.jpg 768w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Esplanada-ABC-Rio-1080x457.jpg 1080w, https:\/\/revistaautobus.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Esplanada-ABC-Rio.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Des\u00edgnio que possibilitou uma nova imagem dentro do setor de transporte rodovi\u00e1rio de passageiros. A cria\u00e7\u00e3o, de Jo\u00e3o de Deus Cardoso, saiu do fato comum para mostrar os efeitos da beleza<\/mark><\/strong><\/em><br>\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A inova\u00e7\u00e3o surgiu pelas formas do rosto de uma mulher desenhado na carro\u00e7aria Marcopolo III, ent\u00e3o um dos mais modernos ve\u00edculos. O modelo fora adquirido pela transportadora, trazendo uma configura\u00e7\u00e3o interna que proporcionava muito conforto, como o ar-condicionado, o WC qu\u00edmico, som ambiente e carpete. \u201cA pintura valorizava as maravilhas naturais do Rio de Janeiro, como as montanhas e as ondas do mar, sugeridas pelos cabelos da mulher que criei para esse fim. Tamb\u00e9m utilizei, pela primeira vez no Brasil, os adesivos para compor a identidade, em determinadas \u00e1reas nos ve\u00edculos, com o rosto e os cabelos da mulher nas janelas e nas laterais\u201d, afirmou Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<p>A identidade, que utilizava tr\u00eas cores \u2013 vermelho fogo, vinho e branco -, foi a vencedora do concurso de pintura de frotas da Editora Abril em 1976, coordenado pelo editor chefe Neuto Gon\u00e7alves dos Reis, colocando Jo\u00e3o de Deus em lugar de destaque no segmento que projetava e desenvolvia as identidades visuais para as frotas de ve\u00edculos comerciais no Brasil. E, o sucesso alcan\u00e7ado pela Esplanada incomodou muita gente no setor rodovi\u00e1rio de passageiros. Por for\u00e7as maiores, a empresa teve sua opera\u00e7\u00e3o cassada no referido trecho pelo DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem), apesar de ter sido autorizada para tal.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Imagens gentilmente cedidas por Jo\u00e3o de Deus Cardoso<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A continua\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da precurs\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o visual dos \u00f4nibus brasileiros<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5561,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[148],"class_list":["post-5560","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-das-antigas","tag-joao-de-deus-cardoso","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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