Expoente do transporte de passageiros

O setor do transporte realizado pelo ônibus sente a perda de um personagem relevante

Mineiro de Divinópolis, Cláudio Luis Gomes Flor nasceu em 16/11/1952, sendo filho de poetisa e de onde aprendeu, desde cedo, a ter um conhecimento expressivo da língua portuguesa, algo que sabia fazer com maestria.

Com seus vinte e poucos anos, entrou num setor que seria sua atividade por muitos anos, o do transporte de passageiros sobre pneus. Primeiro, atuou na operadora, também mineira, Irmãos Teixeira, com linhas que ligavam Divinópolis às outras cidades da região. Após um período na transportadora, em 1990 foi para outra empresa mineira, UTIL (União de Transporte Interestadual de Luxo), de Juiz de Fora, cuja função foi a de gerente comercial. Entrou e não saiu mais, cumprindo a função de diretor mesmo quando a operadora foi adquirida pelo grupo fluminense, Guanabara, junto às outras transportadoras, como Real Expresso e Rápido Federal.

Sua carreira foi pautada por uma trajetória que reunia os valores éticos, a conduta profissional e o respeito ao setor, trazendo grande contribuição para o pleno entendimento e operacionalização do setor. Além disso, foi um exímio conhecedor da legislação rodoviária federal.

A Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (ABRATI) manifestou profundo pesar pelo seu falecimento, destacando que Cláudio foi um profissional que marcou a história do transporte rodoviário de passageiros no Brasil.

Antonio Carlos Teixeira, diretor da Irmãos Teixeira, lamentou a perda desse estimado profissional, dizendo que ele foi muito competente no que fazia e que vai deixar muitas saudades a seus familiares e amigos.

Duas paixões de Cláudio – a fotografia e o aeromodelismo por controle remoto

Thereza Christina Villela de Andrade, advogada atuante no setor e que conheceu muito bem Cláudio Flor, disse que ele, além de ser grande companheiro de caminhada deixa um legado de uma vida que fez diferença. “Foi um privilégio tê-lo como um grande amigo e parceiro de trabalho. Durante os muitos anos em que trilhamos juntos, para o engrandecimento do transporte de passageiros, pude testemunhar sua dedicação, competência e, acima de tudo, sua humanidade. Ele não era apenas um colega exemplar, mas alguém que irradiava generosidade, respeito e amizade verdadeira”, ressaltou.

Jocimar Moreira Silva, advogado e que conviveu muitos anos com Cláudio, destacou que o mineiro de Divinópolis, no Oeste de Minas Gerais, foi um homem vocacionado ao trabalho e apaixonado pelo transporte, com “óleo diesel correndo nas veias”, sendo que sua trajetória profissional foi forjada no transporte de passageiros, começando em âmbito urbano e intermunicipal. “O seu notável conhecimento o levou a desafios maiores, contribuindo com a empresa UTIL, em Juiz de Fora, e, posteriormente, com o Grupo Guanabara, em âmbito nacional. De hábitos simples, mas com um sofisticado conhecimento teórico e prático, Claudio contribuiu, imensamente, para a construção e o crescimento do transporte rodoviário no Brasil, atuando, ativamente, na organização de grupos empresariais e colaborando com o próprio sistema público regulatório, desde o antigo DNER até as modernas agências reguladoras estaduais e federais. Foi um homem à frente de seu tempo, mesmo após se afastar da gestão de empresas de ônibus, mantendo-se antenado à tecnologia e emprestando sua vasta experiência para a organização e o incremento de plataformas digitais de venda de passagens. Amante de viagens, conheceu o Brasil e boa parte do mundo. Nas horas vagas, dedicava-se ao aeromodelismo, outra de suas paixões”, afirmou.

A, também, advogada Gabriela Villela de Andrade Vianna, reforçou que Cláudio Flor foi um grande profissional e amigo conquistado no setor. “Claudio Flor, um dos primeiros profissionais que conheci quando iniciei minha trajetória no transporte, sempre foi muito gentil, alegre, apaixonado pelo transporte rodoviário de passageiros. Sua presença iluminava o cotidiano e seu compromisso inspirava todos ao redor. Fica a saudade e a profunda admiração”, destacou.

Ele era casado com Mara Arruda Flor e teve um filho, Cristiano Arruda Flor, que lhe deu dois netos, a Nina e Ian.

A simpatia e a atenção para com as pessoas, marcas constantes na vida de Cláudio

Imagens – Internet

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