A Abiogás (Associação Brasileira do Biogás e do Biometano) destacou, recentemente, que o combustível renovável brasileiro vive um momento de forte expansão, sendo que em 2025, sua produção cresceu, aproximadamente, 75%, saltando de 606,6 mil metros cúbicos por dia, em 2024, para 1,06 milhão de metros cúbicos diários. Esse aumento pode refletir, diretamente, na possibilidade viável de uso em veículos comerciais pesados, como no transporte coletivo, por exemplo.
De acordo com dados da entidade representativa, o Brasil já soma 21 plantas de biometano autorizadas para comercialização, com capacidade instalada de aproximadamente 1,33 milhão de metros cúbicos normais por dia (Nm³/dia), além de 48 empreendimentos em processo de autorização, totalizando 69 unidades. E, com a entrada em operação desses novos projetos, a capacidade nacional de produção poderá alcançar aproximadamente 3,37 milhões de Nm³/dia até 2028, ampliando a oferta de combustível renovável no país. “O crescimento da produção e o número de projetos em desenvolvimento mostram que o combustível deixou de ser apenas uma promessa e passou a ocupar um espaço estratégico no mercado de energia. O Fórum acontece justamente para reunir quem tem capacidade de transformar esse movimento em investimentos, infraestrutura e oferta efetiva para o país”, ressaltou Josiani Napolitano, presidente-executiva da ABiogás.
Segundo a Abiogás, a expansão desse combustível ocorre paralelamente à implementação do Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano, criado pela Lei do Combustível do Futuro.
Em linhas gerais, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu uma meta inicial de redução de 0,5% das emissões no mercado de gás natural, a ser cumprida por meio da incorporação do biometano à matriz de suprimento de gás. O percentual corresponde a uma demanda estimada de 181,7 milhões de metros cúbicos no ano, ou 504,8 mil metros cúbicos por dia.
Além disso, a regulamentação, pela ANP, do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB) permite comprovar a origem e a rastreabilidade do combustível renovável, sendo utilizado no cumprimento das metas de descarbonização estabelecidas para produtores e importadores de gás natural. “Em 2026, o setor passa da construção das regras para a implementação da política pública. A previsibilidade sobre certificação, tributação, infraestrutura, financiamento e contratação de longo prazo será determinante para a velocidade dos novos investimentos. O Fórum permitirá que essas discussões aconteçam diretamente entre empresas, investidores e autoridades responsáveis pelas decisões”, lembrou Josiani.
Em 2025, foi criado o programa Bio SP, que estabelece regras para a incorporação progressiva do biometano à frota municipal de ônibus e veículos de coleta de resíduos.
Imagem – Revista AutoBus

















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