Recentemente, a Volkswagen Caminhões e Ônibus celebrou dois importantes marcos – seus 33 anos de trajetória no mercado brasileiro e os 200 mil chassis produzidos desde o lançamento do produto, em 1993. Nessa linha do tempo, sua gama cresceu, desde o pioneiro modelo de chassi, denominado 16.180 CO, para mais de 50 variações destinadas a aplicações urbanas, rodoviárias, escolares, de fretamento e turismo.
De acordo com a fabricante, seus veículos atendem às demandas de diferentes operações, reunindo atributos como robustez, conforto, segurança, eficiência operacional e tecnologia embarcada. Na atualidade, seu portfólio reúne desde os modelos para micro-ônibus até os maiores, com 15 metros de comprimento, idealizados para operações em rotas urbana, fretamento e rodoviária. Além disso, a marca investiu na eletrificação ao ter três modelos com tração elétrica.
Durante a Lat.Bus 2026, a marca ressaltou sua presença no mercado nacional e latino-americano, ao reafirmar seus desenvolvimentos dentro da lógica das demandas operacionais em diversos nichos de serviços, incluídos em veículos com motores dianteiro e traseiro. Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, lembrou do constante investimento que a fabricante fez em seus 33 anos e continua a realizar em seus chassis e soluções. “Nosso portfólio de produtos contempla muitas versões de chassis, com motorização a diesel e elétrica, capaz de atender todas as necessidades operacionais. Além disso, nossos desenvolvimentos são baseados em pilares que promovem segurança, conforto, eficiência e sustentabilidade ambiental”, disse o executivo.

No estande da marca estavam alguns de seus veículos, com destaque para as novidades elétricas, formadas por dois chassis – o e-Volksbus 22H e 18H -, expandindo sua atuação em corredores de BRT e operações urbanas e fretamento, respectivamente, dotados de piso alto. Ambos os modelos são equipados com 12 packs de baterias que permitem autonomia de 250 quilômetros. Opcionalmente, há a versão com oito packs e autonomia de até 200 km. “Já entregamos mais de 300 unidades do chassi eVolksbus 22L em menos de um ano desde a sua chegada, fato que reforça a confiança do mercado em nossos produtos. Agora, com as duas versões que apresentamos na feira, queremos ir mais longe, disponibilizando produtos para nichos específicos em corredores urbanos e nos serviços de fretamento, contando com a mesma robustez e o sistema de recarga elétrica em menor tempo”, explicou Alouche.
O executivo salientou a tecnologia como aliada na condução dos ônibus. Segundo ele, a Volkswagen CO amplia ainda mais seu ecossistema de gestão de frotas ao anunciar uma parceria com a MOBS2 para o lançamento da plataforma Volks|Care School, recurso que utiliza inteligência artificial e análise de dados telemétricos para oferecer treinamento contínuo aos motoristas, convertendo informações da operação em conteúdos personalizados e adaptativos. “Entre os principais benefícios, estão a redução de acidentes e do consumo de combustível, o aumento da produtividade, a preservação dos veículos e o fortalecimento da cultura de segurança nas operações de transporte”, disse Alouche.

O destaque tecnológico não para por aí. A fabricante lançou duas novas ferramentas – VCO PRO e a LidIA (Literatura Técnica com IA), soluções que unem tecnologia de diagnose avançada e inteligência artificial para tornar os processos de identificação e resolução de falhas mais rápidos e eficientes.
O VCO PRO amplia a precisão e a mobilidade no diagnóstico dos veículos e a LidIA conecta os profissionais ao conhecimento técnico gerado pela Engenharia da VWCO de forma inteligente e intuitiva. Para a marca, isso acelera a tomada de decisão e contribui para uma operação mais produtiva, com maior disponibilidade e melhor desempenho operacional.
A telemetria é outro quesito estratégico para a fabricante. Por meio do mapeamento de rotas com inteligência artificial, é possível a tomada de decisões mais assertivas na operação. Com isso, há informações em tempo real que auxiliam gestores no acompanhamento dos indicadores operacionais, no planejamento da manutenção e na otimização das rotas, contribuindo para uma gestão mais eficiente e baseada em dados.
Já para as operações com os ônibus elétricos da marca, ela dispõe de conectividade que desempenha um papel fundamental com o sistema e-Fleet, que oferece monitoramento de bateria, autonomia e desempenho, informando dados que ajudam os operadores a administrar suas frotas com mais segurança e eficiência.

Imagem do primeiro chassi da marca, em 1993
Na Lat.Bus, a Volkswagen expôs seu chassi 11.180 S, reconhecido como uma alternativa voltada principalmente às operações de fretamento e transporte urbano, tendo entre-eixos de 5,50 metros, o que permite carroçarias mais longas e maior volume disponível no bagageiro, além de contar com suspensão pneumática no eixo traseiro e suspensão metálica no eixo dianteiro; o Volksbus 17.230 S, modelo para aplicações em fretamento e operações urbanas com um conjunto focado em eficiência e conforto, equipado com transmissão automática ZF 8AP, que contribui para a otimização do consumo de combustível, e suspensão pneumática integral.
Também, estava o modelo Volksbus 18.320 SH, equipado com a transmissão automática ZF 8AP, para as demandas de transporte de curta e média distância, combinando desempenho e dirigibilidade para esse perfil de aplicação.
Detalhes que fazem a diferença na eletrificação
Motor – VW SD 460
Potência – 280 Kw @ 1.600 – 1.800 rpm
Torque – 2.450 Nm @ 0 – 1.000 rpm
Tensão nominal – (V) 380 a 650 V para o conjunto de tração
Bateria – 8 packs (282 kWh) / 12 packs (385 kWh)
Tipo LFP – Lítio Ferro Fosfato
A linha eVolksbus conta, de série, com o pacote mais completo de segurança e tecnologia.
ESC – Controle de estabilidade
ATC – Controle de tração
HSA – Assistência de partida em rampa
ABS + EBD – Sistema de anti-travamento das rodas e distribuição de frenagem
Door Brake – Abertura das portas somente com o veículo parado.
Imagens – Divulgação

















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