As práticas ambientais, sociais e de governança, reunidas no conceito ESG, estão presentes no Panorama ESG do Transporte Rodoviário no Estado de São Paulo, o primeiro estudo setorial a medir, com o rigor de uma norma técnica, o grau de maturidade das empresas. O trabalho foi desenvolvido pelas três federações do transporte rodoviário do Estado de São Paulo: FETCESP (cargas), FETPESP (passageiros) e FRESP (passageiros por fretamento), sendo um levantamento inédito no setor.
Essa mobilização em torno do ESG nasceu pelas mãos da Aliança Transporte Sustentável, movimento que, pela primeira vez, reúne as três federações do setor no Estado em torno de uma mesma agenda, sob o mote “Movendo o setor rumo ao futuro”, fazendo com que as empresas se tornem protagonistas de um retrato inédito do setor.
De acordo com os organizadores do estudo, a publicação só foi possível graças ao compromisso das empresas de transporte rodoviário do Estado de São Paulo que aceitaram olhar para dentro de suas próprias operações e responder, com transparência, a um questionário exigente de práticas ambientais, sociais e de governança.
Para a FETPESP, a avaliação seguiu a ABNT PR 2030, norma brasileira que organiza a agenda ESG em eixos, temas e critérios e classifica a maturidade das organizações em cinco níveis, de Elementar a Transformador, sendo que as empresas responderam a um questionário e tiveram as respostas auditadas na plataforma da Aliança, com os resultados apresentados de forma anônima e agregada, sem identificação de qualquer organização. “Transporte público sustentável é um investimento que pode mudar a mobilidade da população e tornar nossas cidades mais acessíveis e justas. A Aliança é o meio para essa mudança, integrando o setor privado e a sociedade para garantir um transporte eficiente, alinhado aos compromissos sociais e ambientais e ao desenvolvimento urbano mais qualificado”, destacou Mauro Herszkowicz, presidente da FETPESP.

O mencionado estudo lembra que o termo ESG (Environmental, Social and Governance) nasceu em 2004, na publicação “Who Cares Wins”, fruto de uma provocação do então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, sobre como integrar fatores ambientais, sociais e de governança ao mercado de capitais. Hoje, “ESG não é uma evolução da sustentabilidade empresarial, mas sim a própria sustentabilidade empresarial” (PACTO GLOBAL, 2024) e não significa um selo, e sim da forma como uma organização gera valor de maneira responsável e duradoura. “A união das três federações em torno de uma agenda comum é, por si só, uma conquista histórica e um marco para o fortalecimento do transporte rodoviário. Para o setor de fretamento, que desempenha um papel essencial na promoção da mobilidade segura, eficiente e sustentável, esta iniciativa é o primeiro passo desta jornada de evolução contínua” observou Milton Zanca, presidente da FRESP.
Segundo o estudo, o setor se encontra em uma média de 24,5% ao nível Não Integrado, estágio em que já existem práticas de sustentabilidade, mas ainda desconectadas da estratégia e da rotina de gestão. Por eixo, o desempenho é relativamente equilibrado: Social (26,2%), Ambiental (25,4%) e Governança (22,0%). Porém, o resultado indica um caminho claro de evolução possível a partir de ações práticas do dia a dia.
E, numa comparação entre os segmentos levantados, o de cargas apresenta a maior maturidade média, à frente das empresas de passageiros e de fretamento, com uma diferença que ajuda a orientar prioridades e trocas de boas práticas entre os diferentes perfis de operação.
Imagens – Divulgação















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