Por que o empresário do transporte precisa estar nas entidades do setor?

"Quanto mais compartilharmos experiências, aproximarmos visões e construirmos soluções em conjunto, mais preparado estará o setor para os desafios que virão"

Por Luana Fleck, vice-presidente do Grupo Ouro e Prata

No transporte, nenhuma empresa avança sozinha. Essa convicção ficou mais clara para mim durante a reunião periódica da Confederação Nacional do Transporte (CNT), realizada neste mês, que reuniu representantes de diversos modais e de todas as regiões do País.

São encontros de diálogo intenso entre pessoas e instituições que trabalham diariamente pelo desenvolvimento do transporte brasileiro. Participar desses espaços vai muito além de acompanhar as pautas do setor. É a oportunidade de ouvir diferentes perspectivas, entender os desafios enfrentados em outras realidades e contribuir, a partir da própria experiência, com discussões que afetam o presente e o futuro do setor.

Fazemos parte de um ecossistema que envolve empresas, profissionais, poder público, entidades representativas, instituições de formação técnica, e muitas outras pessoas que movimentam o setor todos os dias. Por isso, considero essencial a atuação de empresários nas entidades de classe. Esses ambientes aproximam empresas e lideranças, promovem o encontro de experiências distintas e permitem que temas relevantes sejam tratados de forma coletiva.

Essa troca, também, nos leva a olhar para dentro das nossas organizações. Muitas vezes, uma conversa ou uma perspectiva diferente nos faz voltar à empresa com novas perguntas e novos caminhos para pensar gestão, pessoas, inovação e estratégia.

A reunião reforçou, ainda, a importância do trabalho da CNT, do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e do ITL (Instituto de Transporte e Logística) na formação de profissionais, no desenvolvimento de lideranças e na construção de iniciativas voltadas ao setor.

Luana Fleck – Compartilhar com os colegas do setor o conhecimento, as experiências e o incentivo à gestão focada em valores, modernização e reconhecimento dos profissionais

Como executiva que construiu sua trajetória no transporte, entendo que temos a responsabilidade de participar dessas discussões. É preciso olhar para as nossas empresas, mas também para além delas. Quanto mais compartilharmos experiências, aproximarmos visões e construirmos soluções em conjunto, mais preparado estará o setor para os desafios que virão.

Registro meu reconhecimento à CNT, ao SEST SENAT e ao ITL pelo trabalho em prol do transporte brasileiro e por seguirem criando espaços de conhecimento, formação, diálogo e conexão.

Imagens – Divulgação

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