No Paraná, a Scania mostra sua força

Para o transporte da região metropolitana de Curitiba, a fabricante de chassis forneceu ao seu cliente Leblon novos veículos articulados

Cliente Scania desde 1997, o Grupo Leblon Transportes (fundado em 1951) tem um importante papel na mobilidade coletiva entre Curitiba e as cidades do seu entorno. Sempre investindo em soluções que permitam uma operação otimizada, o grupo anunciou, recentemente, a aquisição de 37 novos ônibus articulados, com chassis da marca Scania e carroçarias Marcopolo.

Os novos veículos são caracterizados pelas inovações tecnológicas incorporadas nos chassis, com funções que proporcionam o aumento da segurança e o conforto de passageiros e motoristas. Cristiano Locatelli, diretor-comercial da Casa Scania Cotrasa, concessionária da marca no Paraná, destacou o longo trabalho realizado para que o operador possa alcançar todas as vantagens operacionais e o rendimento nos serviços. “Para nós, da Scania, aqui na região metropolitana de Curitiba a nossa participação sempre foi um desafio comercial. Agora temos a oportunidade de comprovar toda eficiência que é uma característica em nossos produtos, ao entregar de forma robusta esses novos ônibus para a Leblon”, afirmou.

O chassi K320 6×2 com piso alto fornecido pela Scania vem com a tecnologia embarcada com algumas funções presentes nos pacotes ADAS e ASLA, que são os sistemas AEB – Freio de emergência automático -, Piloto Automático e o BSW – Advertência de ponto cego. “Estamos investindo em segurança, pois somos pioneiros com a certificação da ISO 39001, que é justamente que fala sobre a segurança viária. Também, estamos prevendo a instalação de um sistema paralelo de câmeras para fazer toda a gestão e o monitoramento do motorista”, destacou Haroldo Isaak, proprietário do Grupo Leblon Transportes.

Os novos ônibus serão utilizados na rota entre Curitiba e Fazenda do Rio Grande (distantes 25 km), sendo a segunda cidade que mais cresceu no Brasil e a primeira do Paraná. “Fazenda do Rio Grande é uma cidade em franco desenvolvimento e por isso que nós precisamos ter todos esses articulados para atender a grande demanda de passageiros que temos na operação”, disse Isaak.

Haroldo Isaak – Confiança na tecnologia desenvolvida pela Scania

Tal renovação é essencial para que a frota do transporte metropolitano consiga baixar sua idade média. Perguntado sobre uma possível adoção de ônibus elétricos em suas operações, o empresário foi direto ao ponto em dizer que a atual tecnologia Euro VI se adequa com as demandas operacionais e que a tração elétrica, ainda, não atende ao que é solicitado. “Neste momento, não vejo o ônibus elétrico, que custa mais caro, em nossas operações, pois temos uma operação que exige um veículo capaz de atender uma maior distância. Temos ônibus que rodam 700 km por dia e o elétrico não faz sentido nisso. Além disso, precisamos de investimentos na infraestrutura e na aquisição do ônibus. Penso que uma alternativa viável seria o biometano nesse processo de descarbonização”, observou Isaak.

Segundo ele, essa possibilidade de uso do biocombustível é real e está bem próxima de uma operação comercial, pois todo o lixo da região metropolitana de Curitiba é depositado em uma área localizada na cidade de Fazenda do Rio Grande, distante, apenas, dois quilômetros da garagem da Leblon Transportes. “Dependemos de políticas públicas para a inserção desse tipo de combustível em nossa operação. Pelo que tenho acompanhado, o Governo Paranaense está estudando esse novo modelo energético no transporte. Caso se concretize, será muito importante para nós”.

A renovação da frota chega para modernizar o sistema

Rogerio Moro, gerente de contas de Vendas de Soluções em Mobilidade da Scania Operações Comerciais Brasil, concordou com o transportador quanto aos investimentos necessários para a transição energética do transporte, adotando as variáveis tecnológicas em termos de tração limpa na operação. “É papel do Estado em promover os investimentos necessários para que a descarbonização do transporte seja completa. O operador, sozinho, não irá investir em virtude do alto custo. Para nós da Scania, acreditamos numa política eclética de propulsão, com espaço para o elétrico, o diesel Euro VI e o biometano. Tudo depende do modelo operacional a ser atendido”, disse Moro.

Os novos ônibus contam com carroçarias Marcopolo, modelo Viale Express, com 20 metros de comprimento e capacidade para 160 passageiros (dotados de configurações diferenciadas em portas para operação em tráfego misto ou segregado). O investimento na compra dessas 37 unidades ultrapassou o valor de R$ 70 milhões. Além dos articulados, a operadora tem investindo na aquisição de chassis com a versão da motorização dianteira, inclusive com o renovado modelo de carroçaria Torino 2027, apresentado recentemente ao mercado.

Imagens – Divulgação

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