Curitiba reforça sua intenção em incentivar as várias energias para o transporte coletivo

O uso de fontes energéticas diferenciadas para a descarbonização do transporte coletivo na capital paranaense foi tema de debates

Durante a agenda do Smart City Expo Curitiba 2025, o IBETA (Instituto Brasileiro de Estudos Técnicos Avançados) realizou o encontro “Café, Conteúdo e Conexões”, voltado à discussão de soluções práticas para a descarbonização do transporte de passageiros no Brasil. O evento reuniu gestores públicos, executivos, operadores e especialistas para um debate técnico sobre o uso do biometano como alternativa energética no transporte coletivo.

E as empresas de ônibus de Curitiba vão testar todas as tecnologias de descarbonização que estiverem disponíveis no mercado, sempre em busca da meta de zero emissões no sistema de transporte coletivo. Esse destaque foi feito pela vice-presidente da CWBUS (entidade que incentiva e promove o ecossistema de inovação de Curitiba), Sueli Gulin Calabrese.

De acordo com ela, a questão da implantação dos ônibus elétricos na capital paranaense teve uma resposta muito positiva, mas que, ainda, tem muitos desafios a serem superados. “O processo durou dois anos, possibilitando testes com ônibus elétricos, aferição de energia nas garagens e aceitação dos passageiros. Foi só depois desse período, em 15 de julho de 2024, que os ônibus elétricos entraram de fato em operação, com grande sucesso. Os desafios que permanecem passam pelo custo de aquisição, já que o veículo elétrico é três vezes mais caro que um similar a diesel, pela infraestrutura precária do país e pela falta de políticas públicas específicas ao setor”, explicou.

Sueli Gulin Calabrese, vice-presidente da CWBUS

Sueli salientou que o mundo não aceita mais que não se olhe para a questão da sustentabilidade e que Curitiba sempre foi referência em transporte coletivo. Estamos abertos a todas as tecnologias que tragam zero emissões no sistema para continuarmos na vanguarda”, completou ela.

Com o tema “Ônibus a Biometano e a Descarbonização do Transporte de Pessoas”, a programação do evento destacou a apresentação de um ônibus movido pelo biocombustível desenvolvido pela fabricante gaúcha, Agrale, tradicional empresa de Caixas do Sul que há mais de 63 anos está no mercado, além de um painel com representantes do IBETA, CWBus e da própria montadora.

Imagens – Divulgação

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