O transporte não é individual, é Coletivo

Ação coordenada entre a Associação Internacional de Transporte Público (UITP) e a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU busca posicionar o ônibus como protagonista da sustentabilidade e da justiça social no Brasil

Com duração até 30 de agosto deste ano, a campanha nacional “O Brasil é Coletivo” tem o objetivo de resgatar o transporte público de uma situação desfavorável, vivida nas últimas duas décadas, colocando-o em um dilema que não traz benefício algum à sociedade. É de conhecimento que o ônibus urbano é a espinha dorsal da mobilidade nas cidades, responsável por quase mais de 40 milhões de viagens diárias em cerca de 3 mil municípios.

A narrativa tem iniciativa da NTU, destacando que ser “coletivo” é uma característica intrínseca da cultura brasileira, conectando a solidariedade do povo à eficiência dos coletivos urbanos que transportam o equivalente a 40 carros e ocupa um espaço 17 vezes menor nas vias urbanas.

Além disso, a entidade representativa das empresas de ônibus, vem defendendo, incessantemente, a aprovação do Novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, ressaltando a importância da separação entre o custo real do serviço e a tarifa paga pelo passageiro, pois essa e outras medidas são fundamentais para garantir um preço justo para todos e inclusão social, inclusive para os 27,4% de usuários que usufruem de gratuidades e benefícios tarifários.

E, mais um detalhe, agora no campo ambiental. Os ônibus são responsáveis por apenas 0,68% das emissões totais de poluentes no País, enquanto automóveis individuais chegam a emitir oito vezes mais poluição por passageiro transportado. A NTU defende que a migração de apenas 10% das viagens individuais para o transporte público poderia reduzir o consumo de energia em até 7% e as emissões de CO2 em 4%, reforçando o papel do setor no combate às mudanças climáticas. “A campanha chega para ratificar que o transporte coletivo é um direito social e um serviço essencial que precisa de prioridade absoluta nas vias e no orçamento público. O Brasil é coletivo porque o benefício de um transporte eficiente transborda para toda a sociedade, gerando economia, segurança e inclusão”, disse Francisco Christovam, diretor-presidente da NTU.

A NTU tem a expectativa de que a iniciativa alcance cerca de 10 milhões de brasileiros por meio de forte presença no YouTube, com cinco produções exclusivas, veiculação de conteúdos no Instagram e parceria com influenciadores estratégicos das áreas de mobilidade e sustentabilidade.

Nota deste editor – Como ressaltado nas informações acima, o ônibus não é o grande vilão nas mudanças climáticas. Seu caráter pode, sim, ser de extrema importância quando pensamos em mobilidade eficiente e sustentabilidade ambiental, sendo que este último aspecto já é possível conseguir por meio de uma operação com desempenho, com prerrogativas em sua fluidez, favorecendo os deslocamentos das pessoas. Não é uma única alternativa, como muitos querem (mas poucos andam de ônibus), em termos de tecnologia limpa de propulsão, que contribuirá com o processo de descarbonização do transporte.

A revista AutoBus apoia todas as ações voltadas para a transformação do ônibus e naquilo que se aspira para que o modal possa evoluir e colaborar com o desenvolvimento sustentável.

Imagem – Divulgação

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