Durante a 3ª edição Congresso Internacional da Mobilidade Elétrica e Baixo Carbono (CONATRE), realizada, recentemente, em Brasília (DF), a Marcopolo mostrou o que tem feito quanto a contribuir com o processo de redução da pegada de carbono do setor de transporte coletivo, no País e no mundo.
No evento, a marca expôs por dois dias, o seu modelo Volare Attack 10 Híbrido – Elétrico/Etanol -, micro-ônibus especialmente desenvolvido para aplicações que exigem eficiência, autonomia e redução de emissões. O veículo foi apresentado em 2024, sendo um desenvolvimento que marca a referência sobre modelos compactos para transporte de passageiros. A Volare é uma empresa integrante do ecossistema de negócios da Marcopolo, e está em operação assistida em um projeto piloto no setor sucroenergético no estado de São Paulo.
Segundo a fabricante gaúcha, ele é o primeiro micro-ônibus com tração híbrida (movido a etanol e o powertrain 100% elétrico) que utiliza um motor turbo HR10 da HORSE, de três cilindros e 1.0 litro, com 85 kW de potência, operando cerca de 1/3 do tempo de uso, sempre na faixa ideal de funcionamento, o que garante máxima eficiência e menores emissões.

Tecnologia de tração limpa com DNA brasileiro
O veículo tem autonomia de até 450 quilômetros, alcançada pela solução Range Extender (REX), tecnologia inovadora desenvolvida pela HORSE em colaboração com a WEG, com arquitetura que permite que o motor de combustão nunca acione diretamente as rodas, diferentemente dos híbridos plug-in tradicionais. Na visão da Volare, isso reduz o consumo de combustível e as emissões, além de permitir que o sistema opere com baterias de alta tensão com metade do tamanho das usadas em veículos elétricos puros, gerando economia de peso, custo e espaço. Além disso, há três packs de baterias, que armazenam 122 kWh.
Renato Florence, gerente de Engenharia de Planejamento e Desenvolvimento da Marcopolo, disse que a Marcopolo vem investindo, continuamente, no desenvolvimento de arquiteturas veiculares que conciliam eficiência operacional, uso de combustíveis renováveis e redução efetiva de emissões. “A participação no CONATRE é uma oportunidade estratégica para compartilhar experiências concretas e discutir caminhos viáveis para a descarbonização do transporte pesado no Brasil, especialmente a partir de soluções tecnológicas já em operação”, afirmou.
Imagens – Divulgação















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