No próximo mês de agosto, acontecerá a maior feira de ônibus da América Latina e a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) larga na frente de suas concorrentes ao apresentar novidades. A fabricante, que é vice-líder do mercado geral de ônibus em nosso País, adiantou, para a imprensa especializada, duas novas versões de seu chassi com tração elétrica, visando operações em serviços urbanos e no fretamento.
Consolidada no mercado brasileiro de ônibus, a marca VWCO ou Volksbus, ressalta sua participação com um diferencial que é uma gama de produtos para atender todos os nichos operacionais e as demandas dos transportadores, com foco na rentabilidade e eficiência, com uma linha de chassis que vai do micro-ônibus até o rodoviário com 13,20 metros de comprimento.
Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, destacou que a marca é referência no setor de fretamento e no programa federal Caminho da Escola, com veículos adequados aos serviços. “Atingimos o volume que ultrapassa as 30 mil unidades de chassis fornecidos para o programa Caminho da Escola. Além disso, o segmento de fretamento, que para nós é muito importante, temos uma participação de 45% dos negócios realizados”, disse o executivo.
Ainda, segundo Alouche, apesar de um mercado retraído, até este momento, é possível ter uma visão positiva em 2026, pois haverá um novo ciclo no transporte de pessoas e que já recebe atenção especial por parte da fabricante. “De março para cá, temos visto uma movimentação diferente que nos faz ser otimistas nesse segmento. Vejo o operador querendo renovar sua frota, mas ele está mais criterioso, pois o crédito para isso continua difícil, com os juros altos. Com o programa Move Brasil 2, cremos nesse incentivo para que nossos negócios possam ser expandir”, observou.

Novas versões do chassi com tração elétrica
Quanto aos programas federais de transporte, a VWCO está confiante com a nova licitação de ônibus escolares e de veículos específicos ao Ministério da Saúde, totalizando mais de 10 mil unidades, número que muito interessa a ela em poder ter maior participação no fornecimento. “Queremos aproveitar esses pilares que chegam para fomentar o mercado, que são as vendas governamentais e o programa Move Brasil. E, com o crédito mais seletivo, vemos nosso cliente buscando veículos eficientes, levando em consideração vários aspectos ao comprar um novo ônibus, como consumo, disponibilidade, custo operacional, questões fundamentais em seu cotidiano”, explicou Alouche, que chamou a atenção para a idade da frota brasileira, que envelheceu e necessita ser renovada, especialmente no segmento urbano.

Ricardo Alouche
Para Jorge Carrer, diretor de Vendas de Ônibus, essa evolução do mercado nacional e o interesse por veículos com maior desempenho e econômicos, são constantemente observados pela fabricante desde que foi lançado o portfólio Euro VI. “Temos atraído novos clientes e também reconquistado antigas parcerias. O mais significativo ainda é que eles têm sempre retornado para mais negócios graças à satisfação com nossos produtos. Nosso micro-ônibus de 11 toneladas é um exemplo que vem fazendo sucesso, sendo uma referência para os operadores que necessitam de um veículo adequado às suas demandas”, afirmou.
O executivo comentou, também, que alguns componentes inseridos nos modelos de chassis trazem vantagens e diferenças na operação, como a suspensão pneumática e a transmissão automática. “Quando oferecemos nossos chassis com motorização dianteira equipados com essas soluções, os clientes alcançam uma operação positiva, proporcionando viagens mais confortáveis, tanto para motoristas, como para passageiros”, lembrou Carrer.

Jorge Carrer
Ele lembrou que a transmissão automática tem sido um item bem aproveitado pelos operadores que usam o chassi Volksbus com motor dianteiro, com resultados positivos no menor consumo de combustível e na eficiência da operação em meio a um setor que pouco acreditou na tecnologia por muitos anos. “Nossos clientes que usam a transmissão automática estão muito satisfeitos, pois a tecnologia proporciona um menor consumo de combustível e o conforto de condutores e passageiros. Tanto é que estamos vendo uma mudança de conceito, com o interesse pelo equipamento crescendo em sistemas de transporte coletivo de várias regiões brasileiras. Hoje, do total de chassis com o motor dianteiro que produzimos, 35% já sai equipado com esse tipo de transmissão”, destacou Carrer. Lembrando que a caixa automática é da marca ZF, com oito marchas, e tem sido adotada nos chassis de 15 e 17 toneladas, para o transporte urbano e, até mesmo, em serviços de fretamento.
Novidades na eletrificação
A VWCO antecipou à imprensa duas novas versões de seus chassis elétricos e-Volksbus, nas configurações 22H e 18H, ambos com piso alto e voltados para aplicações urbanas e de fretamento, respectivamente.
De acordo com a fabricante, a versão 22H foi pensada para corredores BRT e cidades com plataforma elevada de embarque, com capacidade para transportar até 82 passageiros sentados e em pé, atendendo a categoria Padron, enquanto que o 18H se destina às aplicações de fretamento, que hoje são tradicionalmente atendidas por chassis com motor dianteiro ou traseiro.
Ambos podem ter duas configurações de baterias, com 12 packs, que permitem uma autonomia de 250 quilômetros ou oito packs, com autonomia de até 200 km, sendo que as mesmas ficam abaixo do piso, diminuindo a altura do centro de gravidade. E, para reduzir o tempo de recarga elétrica, a fabricante dispõe ao cliente o opcional de dois plugues CCS2, indo à metade do tempo, chegando à média de uma hora e 30 minutos.

A fabricante destacou seu chassi rodoviário no apoio à Seleção Brasileira de Futebol
Outro detalhe salientado pela VWCO é a confiança com o modelo que advém dos resultados alcançados com a primeira versão, o eVolksbus 22L, com 260 unidades comercializadas em menos de um ano de sua chegada ao mercado. “Estamos aumentando nossa família de modelos com tração elétrica, agora com piso alto, desenvolvido para aqueles sistemas urbanos que necessitam dessa configuração. Além disso, criamos uma versão dedicada para o fretamento, pois é um mercado promissor, com alguns operadores interessados na eletrificação de seus serviços”, disse Carrer.
Ricardo Alouche observou que o chassi elétrico identificado para o transporte fretado é uma opção de mercado para aquele transportador preocupado em atender seus clientes que tenham uma agenda ESG, focada na mobilidade de seus funcionários com veículos zero emissão.
Imagens – Revista AutoBus e Divulgação















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