Espaço Volkswagen CO
Há três décadas, em 1º de novembro de 1996, entrou em operação o Consórcio Modular da Volkswagen Caminhões e Ônibus, modelo de produção que estabeleceu uma nova dinâmica para a fabricação de veículos comerciais. Inicialmente projetada para produzir até 40 mil veículos por ano, a unidade cresceu junto com a marca e se tornou o berço dos principais sucessos da montadora.
Com uma proposta inovadora para o mercado, a VWCO integrou seus parceiros ao processo produtivo e fez do Consórcio Modular um modelo capaz de evoluir junto às demandas de seus clientes. A importância do projeto já se anunciava antes mesmo da inauguração: pelo menos 40 cidades brasileiras demonstraram interesse em receber a nova fábrica. Resende foi escolhida a partir de critérios que incluíam localização estratégica, infraestrutura e condições para formação de mão de obra, dando início a uma nova era no Sul Fluminense.
Essa trajetória também caminhou lado a lado com o desempenho comercial da marca. Em 2003, poucos anos depois da instalação na região, a VWCO conquistou pela primeira vez a liderança do mercado brasileiro de caminhões, posição construída a partir de um portfólio que continuaria a crescer e se diversificar nas décadas seguintes. Nos anos seguintes, a operação acompanhou diferentes gerações de caminhões e ônibus e a chegada de famílias que ganharam as estradas brasileiras, como Delivery e Constellation, além do Meteor, que marcou um novo momento da marca entre os extrapesados.
Atualmente, a empresa produz mais de 250 variações de caminhões e ônibus e opera uma das linhas de montagem mais complexas e diversas da indústria automotiva, que absorveu também os elétricos da marca. A chegada do e-Delivery exigiu a incorporação de novos processos e competências e levou à criação do e-Shop, área dedicada à eletrificação. O projeto envolveu cerca de R$ 150 milhões em desenvolvimento e no complexo produtivo.
A capacidade de absorver diferentes tecnologias demonstra justamente uma característica presente desde a origem do Consórcio Modular: a flexibilidade. Concebida para a produção de caminhões e ônibus em um cenário muito diferente do atual, a operação passou a reunir veículos com diferentes configurações e tecnologias e avançou rumo a uma produção cada vez mais conectada e digital.
Nos últimos anos, digitalização, automação e robótica ganharam mais espaço na rotina de Resende. Processos passaram a ser monitorados em tempo real, sistemas ampliaram o uso de dados na tomada de decisão e novas células robotizadas foram incorporadas à produção. A transformação também chegou às pessoas, com o desenvolvimento de novas competências ligadas à programação, operação, supervisão e manutenção dos sistemas.
A sustentabilidade acompanhou esse movimento. A fábrica avançou no uso de energia renovável certificada, em iniciativas para reduzir o consumo de recursos naturais e em projetos de economia circular. Ao mesmo tempo, a eletrificação dos produtos passou a conectar ainda mais a evolução industrial de Resende à estratégia de descarbonização da companhia.
Imagem – Divulgação

















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