Podemos planejar?

Como se dá o planejamento das empresas transportadoras de passageiros durante a pausa das férias?

Por Mário Albuquerque

Estamos em pausa para pensar, refletir e encarar novos desafios. Nossas cidades ficam mais vazias: seus moradores seguem para as praias, para as serras ou vão visitar familiares. O ritmo diminui, os veículos reduzem seus fluxos e os horários tornam-se mais flexíveis.

Essa pausa é marcada pelas férias escolares, pelo recesso do Judiciário, pela desaceleração de algumas atividades econômicas, entre outros fatores. É um tempo que convida à reestruturação — uma ocasião para pensar, refletir e, quem sabe, recomeçar a vida de uma forma diferente.

À primeira vista, as férias podem parecer apenas um período destinado ao descanso. No entanto, em determinados momentos, longe do barulho da cidade, em instantes mais relaxados, próximos da família ou reunidos em torno de uma churrasqueira, começamos, quase sem perceber, a pensar. Ideias surgem, possibilidades se apresentam e novos caminhos passam a ser considerados.

É nesse intervalo, nessa suspensão da rotina, que o planejamento ganha espaço. Não como algo rígido ou definitivo, mas como um exercício de reflexão sobre transições possíveis, escolhas futuras e mudanças desejadas. Diante disso, fica a pergunta: podemos planejar nas férias?

Mas, deixando esses momentos de devaneios poéticos e familiares, entramos no tema que compõe este espaço da Revista AutoBus: o transporte de passageiros.

Como se dá o planejamento das empresas transportadoras de passageiros durante a pausa das férias? Paradoxalmente, esse período, marcado pela redução da demanda, costuma ser também um dos momentos de maior trabalho e responsabilidade gerencial. É quando se exigem decisões cuidadosas, capazes de manter a qualidade do serviço prestado sem comprometer aquilo que já está consolidado na prática operacional.

Durante as férias, observa-se, em geral, uma redução da frota em circulação. No entanto, planejar não se resume a simplesmente flexibilizar a operação. A queda temporária da demanda precisa ser equilibrada com eficiência, garantindo o atendimento adequado aos usuários e evitando perdas operacionais. Trata-se de um ajuste fino, que exige análise e sensibilidade técnica.

Esse período torna-se, portanto, uma base estratégica para novos ajustes operacionais: controle de custos, planejamento de demanda, previsão orçamentária para os meses subsequentes — todos esses elementos compõem a complexidade do planejamento nas férias. Longe de ser apenas um intervalo, esse momento representa uma oportunidade valiosa de observação, avaliação operacional e preparação para os meses seguintes.

É a fase em que o calendário se coloca à frente do estudo a ser feito e as decisões precisam sair do papel: mãos à obra. As escolhas realizadas a partir dessas avaliações influenciam diretamente setores essenciais da empresa, como manutenção, administração e finanças.

Como exemplo, o aumento de horários implica maior necessidade de recrutamento de motoristas, impactando diretamente o setor de Recursos Humanos. Por outro lado, a redução de horários em linhas pouco produtivas pode levar à necessidade de dispensas, recaindo sobre o Departamento Pessoal a gestão desses processos. Cada decisão operacional gera reflexos em cadeia, reforçando a importância de um planejamento criterioso.

Concluindo, enquanto as cidades parecem distantes de sua rotina habitual, as empresas de transporte de passageiros seguem trabalhando, pois são um elemento central da vida urbana. Assim que a rotina volta a se intensificar, tudo já está pronto, planejado e reorganizado para garantir o melhor atendimento aos seus usuários.

Para finalizar, que tal os Srs. leitores da Revista AutoBus começarem desde já a se planejar para os descansos curtos dos feriados? Antecipar-se é também uma forma de organizar o tempo, a rotina e as escolhas.

Abaixo, indicamos os feriados nacionais de 2026, excluindo o período do Carnaval, já ocorrido:

03 de abril – sexta-feira

21 de abril – terça-feira

01 de maio – sexta-feira

04 de junho – quinta-feira

07 de setembro – segunda-feira

12 de outubro – segunda-feira

28 de outubro – quarta-feira (data sujeita a modificação)

02 de novembro – segunda-feira

20 de novembro – sexta-feira

25 de dezembro – sexta-feira

A Revista AutoBus lembra, ainda, aos eleitores que 04 de outubro está reservado para o primeiro turno das eleições gerais e 25 de outubro para o segundo turno, caso necessário.

Diante disso, fica o convite final: VAMOS PLANEJAR?

Mário Albuquerque é administrador de Empresas e economista com pós-graduação em Engenharia Econômica e Mestrado em Transporte

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