Não só de elétricos o sistema de transporte coletivo da capital de Goiás será formado. O governo local anunciou que pretende aportar recursos na aquisição de 500 ônibus equipados com motores a gás. Tal iniciativa objetiva a modernização e descarbonização da frota estadual, pois além do gás natural, os veículos poderão ser movidos com biometano, combustível renovável.
Além disso, Goiânia já está construindo uma usina produtora do biocombustível para o abastecimento da futura frota, que será composta por modelos Padron, unidades com 15 metros e versões articuladas.
E, segundo a gestão do transporte local, tais veículos serão distribuídos nos corredores de maior demanda do Sistema Metropolitano, especialmente no BRT Leste-Oeste, conhecido popularmente como Eixão, além de linhas alimentadoras que atendem Goiânia e municípios vizinhos. Um detalhe é que nos corredores com estações em nível elevado, serão utilizados ônibus de piso alto, enquanto nas vias convencionais, vão circular veículos de piso baixo.

O primeiro ônibus com motorização a gás para o sistema de Goiânia é finalizado. Tem carroçaria Marcopolo e chassi Scania. A revista AutoBus é a primeira a divulgar esse modelo, que logo estará em operação na capital de Goiás
Abastecidos com biometano, os ônibus podem reduzir em até 95% as emissões de poluentes em comparação aos veículos movidos a óleo diesel, dependendo das condições operacionais e da tecnologia empregada. “O sistema de Goiânia e região deverá se tornar o maior do Brasil, e um dos maiores da América Latina, a operar com ônibus a biometano e GNV. Outras tecnologias menos poluentes continuarão sendo utilizadas, como ônibus elétricos e modelos a diesel com padrão Euro VI”, disse o subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte, Miguel Ângelo Pricinote.
Quanto a remuneração das concessionárias, ela será feita por meio do subsídio à tarifa, ajustada para viabilizar os investimentos, sem que isso implique, necessariamente, aumento no preço da passagem para os usuários. As entregas dos novos ônibus estão programadas até o final de 2027.
Sobre a tecnologia disponível, é de conhecimento que a fabricante Scania tem em seu portfólio de produtos modelos específicos para esse tipo de operação. Contudo, outras marcas poderão participar desse projeto, dependendo, é claro, da disponibilidade e interesse em promover seus conceitos. Ainda não há nada definido em relação aos fornecedores.
Imagens – Divulgação












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