Com vistas à sua estratégia de sustentabilidade com aplicação de tecnologias limpas no campo da propulsão, a fabricante de motores Cummins iniciou os testes, em condições reais de operação, com os motores médios (até 7 litros) para aplicações urbanas movidas a gás natural ou biometano, desde que este combustível esteja em conformidade com as especificações de qualidade estabelecidas pelas normas brasileiras vigentes.
A proposta é viabilizar a aplicação do modelo B6.7N no ciclo urbano, como por exemplo, o transporte coletivo, que é caracterizado por paradas frequentes, longos períodos em marcha lenta e elevada carga térmica. Tal motor foi desenvolvido levando em consideração a sinergia entre um conjunto robusto e eficiente que integra motor e sistema de pós-tratamento de gases.
De acordo com a Cummins, o desenvolvimento e integração do produto envolveram etapas estruturadas de validação para assegurar conformidade regulatória e atender aos requisitos de clientes, usuários finais e da aplicação. Assim, seu time de engenharia global viabilizou uma instalação mecânica otimizada, mais enxuta, de fácil manutenção em campo e preparada para suportar as condições mais severas de uso. Antonio Almeida, diretor de Vendas da Cummins Brasil, disse que o projeto reforça o protagonismo da companhia dentro da estrutura global. “O B6.7N é o resultado da combinação entre uma plataforma madura e a capacidade de adaptação da nossa engenharia local. Estamos validando em operação real uma solução que alia eficiência energética, redução de emissões e viabilidade para as condições urbanas brasileiras”, observou.
O referido propulsor tem potência de 205 kW a 2.300 rpm e torque de 1.100 Nm a 1.300 rpm, com freio motor de 160 kW a 2.800 rpm e sistema de pós-tratamento com catalisador de três vias (Three Way Catalyst – TWC), fornecido pela Cummins Emission Solutions. A fabricante informa que, por se tratar de um motor a gás com combustão por centelha, o sistema de tratamento de gases é mais compacto e menos complexo que o de um motor diesel, dispensando bomba, tanque e injetor de Arla. “Essa arquitetura mais simples reduz o peso total, otimiza a manutenção e assegura o atendimento aos padrões de emissões Euro VI/Proconve P8, com impactos positivos em custos operacionais. A integração eletrônica também teve papel relevante no desenvolvimento da solução para a aplicação nacional. Sob liderança da engenharia local, foram realizadas calibrações de desempenho e parametrizações de software para garantir a operação integrada entre motor e sistema de pós-tratamento, em plena sinergia com o veículo. A solução está em conformidade com a legislação Euro VI / Proconve P8 e garante elevados níveis de desempenho e dirigibilidade”, explicou Almeida.
Sem informar onde realiza seu ciclo de testes, a Cummins afirmou que o projeto conta com um plano estruturado de validação em campo, conduzido com parceiros locais e apoiado por um sistema dedicado de telemetria, coletando e analisando dados de desempenho e comportamento do conjunto, orientando ajustes contínuos para assegurar um lançamento com elevado nível de maturidade para o mercado nacional. “A validação em operação real consolida a capacidade da engenharia brasileira de desenvolver e aplicar soluções alinhadas às necessidades do nosso mercado. Estamos avançando de forma consistente com o B6.7N para ampliar o uso de tecnologias a gás natural e biometano na matriz de transporte urbana do País”, disse o diretor.
Imagem – Divulgação












0 comentários