Um letrado na gestão dos ônibus

Com a difusão das informações por meio da internet, um gerente operacional se destaca por ter um canal de comunicação que visa conversar com o setor sobre os vários assuntos ligados com o segmento do transporte

Rodnei Quinello tem 50 anos de idade, mas pela bagagem profissional, ultrapassa esse tempo. Com vasto conhecimento na gestão operacional, ele acumulou, ao longo de sua vida, muito conhecimento e uma trajetória voltada aos melhores critérios e aplicações no ramo que atua. Tudo começou como motorista profissional de caminhão, num tempo em que a tecnologia ainda nem existia ou estava engatinhando, dirigindo caminhões de antigas gerações. Ficou na boleia por oito anos, viajando por muitos lugares no País.

Depois disso, partiu para a área do transporte coletivo, sendo motorista de ônibus urbano, na extinta empresa pública ETCD, de Diadema, SP. Contudo, não contente com a função, resolveu estudar, adquirir conhecimento para crescer, almejando um futuro melhor. “Pensei em fazer física, na USP. Porém, acabei mesmo estudando administração, enquanto eu cumpria com o trabalho de motorista. Depois disso, consegui um estágio no setor de manutenção da operadora, conciliando horários e a função de dirigir, sendo um gestor. Confesso que foi bem desafiante, mas consegui terminar a faculdade”, lembrou Quinello.

Formado, partiu para fazer uma pós-graduação e, aproveitando a oportunidade de mercado, desligou-se da ETCD e passou a fazer parte do quadro de colaboradores do Grupo Comporte. Não contente, resolveu fazer faculdade de direito, concluindo a graduação, porém não se dedicando, integralmente, na magistratura. “Não tenho carteira da OAB, mas uso de meu conhecimento quando há alguma necessidade específica. Preferi ficar no ramo da administração. Claro, estou sempre me aperfeiçoando, por meio de cursos, em diversos assuntos ligados com o transporte. Meu próximo estudo está ligado com a ABNT quanto ao conceito ESG, tema a ser observado e praticado sob a ótica das demandas do setor do transporte”, disse.

Hoje, Quinello é gerente-geral da Transportes Santa Maria, operadora da cidade paulista de São Bernardo do Campo, atuando na gestão de frota há 13 anos, utilizando seu conhecimento adquirido ao longo dos anos. E, para enfatizar sua experiência conquistada, resolveu criar uma página na internet com foco nos bastidores de uma empresa de transporte, mostrando os diversos desafios relacionados com o cotidiano do meu trabalho (YouTube – Vida de Frota). “Por intermédio de vídeos procuro focar naquilo que revela os diversos contextos da operação e dos serviços, mostrando que a gestão vai além de planilhas. Por isso, atribuo uma comunicação que traz os diversos temas, fazendo uma análise de problemas, soluções, inovações e ações sobre como obter uma gestão eficiente, flexível e protocolar”, observou.

Quinello – Compartilhar conhecimento e experiência possibilita uma melhor operação

Com um público bem diversificado, Quinello quer mostrar os bastidores de uma maneira que todos entendam, de forma descomplicada, objetivando ajudar o setor e suas necessidades. “Com minhas mensagens quero oferecer um pouco de conhecimento para quem precisa, chegando de forma clara aos diversos profissionais envolvidos com o transporte e, até mesmo, aqueles que são leigos no assunto”, afirmou.

O sobre a inteligência artificial (IA), o gerente da Santa Maria afirmou que seu uso de forma correta proporciona diversos aspectos positivos dentro da operação, sendo possível a otimização do tempo, economia em diversos itens, como o combustível, e na melhor gestão total. “Temos uma grande ferramenta que é a IA. E, com toda a tecnologia embarcada, com recursos que favorecem uma condução otimizada, a IA vem ao propósito de promover eficiência operacional. Nisso, por exemplo, podemos alcançar economia de combustível, determinante para o sucesso e a rentabilidade dos serviços. A IA colabora com todo o monitoramento do veículo e do condutor para que as viagens possam ser seguras e eficientes. E com a digitalização dos sistemas e da gestão, por meio do Business Intelligence (BI), conseguimos obter resultados favoráveis quanto a custo operacional. Eu consigo saber de muitas informações, até do gasto da rodagem dos pneus”, explicou Quinello.

E, segundo ele, a criação de um padrão de motorista na operadora Santa Maria só foi possível com a ajuda da IA, fato que proporciona diversas considerações relacionadas com a vida do profissional dentro da empresa, seguindo determinações pré-estabelecidas em comportamento, forma de condução, metas, economia de combustível e pneu. “Com a IA criei uma página completa de internet para avaliar o desempenho dos nossos ônibus. Cada motorista poderá acessar várias informações a respeito das viagens e dos serviços realizados. Num futuro próximo temos o objetivo de criar, também, um aplicativo para que nossos condutores consigam saber sobre suas viagens e desempenho”.

A Santa Maria conta com uma frota de 120 veículos, entre vans, micro-ônibus e ônibus, atuando em serviços de fretamento contínuo, eventual e em linhas regulares, com operações que unem a região do ABC à Belo Horizonte, Curitiba e Rio de Janeiro, usando 14 ônibus de última geração para esse fim.

Imagem – Divulgação

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