Com atuação em serviços de fretamento no estado do Rio Grande do Sul, a operadora Giratur, com vistas na sustentabilidade em suas operações, recebeu uma unidade do modelo de micro-ônibus Volare Fly 10 GV, que pode ser movido a biometano ou GNV.
Segundo a marca, essa iniciativa comercial vem de encontro à inovação no segmento de fretamento, com a parceria entre a Bormana Caxias, concessionária Volare responsável pelo suporte técnico e comercial, a Sulgás, responsável pela infraestrutura e o abastecimento do gás, e o Banco Moneo, instituição financeira da Marcopolo, que apoiou a aquisição por meio de recursos do Fungetur — fundo federal voltado ao financiamento de iniciativas de turismo e fretamento.
Para a fabricante Volare, além de inaugurar uma solução inédita para o setor, o projeto potencializa impactos ambientais e sociais ao promover redução de emissões, preservação ambiental e maior engajamento da comunidade na descarbonização do transporte corporativo. “A iniciativa representa um avanço significativo para as estratégias e metas ESG das empresas da região. A adoção de um modelo 100% movido a GNV/biometano introduz uma tecnologia de menor impacto ambiental em um segmento cada vez mais essencial para as corporações, ampliando os efeitos positivos da transição energética e estimulando um cotidiano mais sustentável”, destacou Sidnei Vargas, gerente-executivo da Volare.
O respectivo Volare tem 10,15 metros de comprimento; 35 poltronas Executiva Soft Reclinável, com tomadas USB; sistema de ar-condicionado, câmeras de monitoramento e sensor traseiro de estacionamento; e três cilindros de combustível, com capacidade para 360 litros, garantindo autonomia de até 450 km dependendo da aplicação.
Informações da marca gaúcha mostram que a concepção do modelo envolveu quatro anos de desenvolvimento, com foco em tecnologias mais limpas e eficientes. O motor, FPT Industrial, foi projetado especialmente para operação com GNV e biometano em qualquer proporção, assegurando excelente desempenho, economia operacional e redução de até 96% de material particulado.

Conforto e meio ambiente andam juntos da Girtaur. O respetivo veículo é usado no transporte de colaboradores da Marcopolo
Assim, o propulsor FPT NEF 6 GNV 5.9 tem potência máxima de 150 kW (200 cv) a 2500 rpm, sendo que a transmissão é Eaton ESBO 6206 A, com seis marchas.
E, de acordo com a Volare, seu veículo é indicado para o transporte diário de colaboradores, ampliando os impactos da inovação, a consciência e a busca pela sustentabilidade e bem-estar. Para Márcio Lorenzet, diretor da Giratur, a inciativa de se ter um veículo com esse modelo de tração é em virtude do reforço de seu programa de ESG, que visa valorizar as questões ambientais nos negócios da empresa. “Somos parceiros da Volare há muito tempo. Sempre investimos nos veículos da marca para as nossas operações em toda a região de Caxias do Sul, cidade em que se localiza a sede da empresa. Desde 2019 já adquirimos mais de 100 unidades dos produtos Volare, fortalecendo essa sinergia. E quando surgiu a oportunidade de um modelo com tração limpa, a fabricante nos ofertou o produto, que é muito bem-vindo para a nossa bandeira do ESG, agregando valor nas operações”, explicou o executivo.
Operando há pouco mais de 15 dias, o citado veículo recebeu sensores para a realização das avaliações técnicas objetivando todo um conhecimento sobre sua operação, benefícios, consumo e desempenho. “Queremos ter base para o ESG em todos os nossos serviços. E, com o apoio da Marcopolo, tivemos suporte para adquirirmos esse primeiro veículo. Para 2026, queremos ter mais cinco unidades do modelo. Nós, da Giratur, entendemos que o ambiente precisa ser valorizado, que temos que trabalhar para que as mudanças climáticas impactem o menor possível em nossas vidas”, afirmou Lorenzet.
A Giratur tem uma frota com quase 600 ônibus, num mix que opera veículos de vários tamanhos, atuando, 90%, no fretamento contínuo. A empresa é uma referência nesse setor, com políticas de expansão e de gestão que almejam atender o mercado da melhor forma. “Ao longo de nossa história, passamos por uma sazonalidade nos negócios, fazendo com que adotássemos práticas voltadas para as demandas inseridas no segmento. Hoje, a questão ambiental é fundamental para o sucesso operacional”, disse Lorenzet.
Imagens – Divulgação












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