Em evento internacional, CNT lembra que o Brasil tem o poder de ser protagonista na descarbonização

Entidade representativa do transporte participou do Hanover Messe, feira de inovação e tecnologia industrial, destacando a capacidade dos biocombustíveis para a redução das emissões poluentes

O conflito no Oriente Médio, entre as forças militares dos Estados Unidos, Irã e Israel, tem causado a instabilidade no mercado mundial de petróleo proveniente da região do Golfo Pérsico. Além do que, isso gera grandes impactos econômicos na cadeia dos setores produtivos, de serviços (inclusive o de transporte coletivo) e de comércio, afetando à toda sociedade. Porém, o acontecimento pode ser a oportunidade que o Brasil precisa aproveitar.

Já que falamos tanto em descarbonização, principalmente do transporte, com ênfase ao pobre transporte coletivo urbano, visto por muitos como vilão dessa história toda quanto a poluição, o País pode ter a faca e o queijo a seu favor. Recentemente, durante a Hanover Messe 2026, maior feira mundial de inovação e tecnologia industrial, a capacidade de produção nacional de biocombustíveis foi pauta para a constituição de uma agenda global em torno da transição energética.

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) foi uma das representantes brasileiras a participar do evento internacional e que trabalham para a adoção de iniciativas de inovação, práticas comerciais, avanços regulatórios e a necessidade de coordenação institucional para impulsionar a descarbonização do transporte de forma pragmática.

A entidade vem reforçando, nos últimos tempos, um trabalho de estímulo ao contexto da descarbonização que pode ser visto com a Série CNT Energia no Transporte, conjunto de estudos técnicos desenvolvido para analisar as principais alternativas energéticas aplicáveis ao setor.

Fernanda Rezende: A participação brasileira reforça uma agenda permanente de diálogo com a indústria e o ecossistema de inovação. Essa troca de experiências é fundamental para antecipar tendências e trazer ao Brasil soluções que aumentem a eficiência e a competitividade do setor, especialmente no contexto da transição energética

De acordo com a CNT, as publicações apresentam a origem das fontes de energia, o panorama nacional e internacional, além das vantagens, limitações e desafios técnicos, econômicos e ambientais associados à sua adoção, com foco em soluções como hidrogênio renovável, eletromobilidade e diesel verde. A diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende, comentou que a transição para uma economia de baixo carbono exige novos arranjos de governança e políticas públicas capazes de acelerar essa transformação de maneira coordenada e eficiente.

Fernanda, que moderou os painéis promovidos pela CNT durante o evento alemão, também, destacou que a feira se consolida como espaço estratégico para identificação de oportunidades e aproximação com players globais. “Identificamos diversas soluções com potencial de aplicação no setor transportador, como tecnologias como drones e warehouse para operações logísticas, sistemas de pesagem por eixo e inovações voltadas à mobilidade”, afirmou.

O diretor de Manutenção da Radial Mais Transporte, Ricardo Irapuan, apresentou alternativas adotadas no transporte coletivo urbano. “Na nossa empresa, substituímos motores a diesel por sistemas movidos a GNV e biometano. Do ponto de vista da manutenção, a adaptação foi mais simples e os resultados iniciais são positivos. Não é só a compra do veículo. É preciso considerar toda a infraestrutura. Em uma frota grande, isso tem impacto direto na viabilidade”, explicou.

Imagens – Divulgação

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