É possível ser competitivo e sustentável

Para a ABRATI, a agenda ESG entrou de vez no vocabulário dos negócios desde que suas premissas passaram a valer nas bolsas de valores como selo de qualidade para investidores

O termo ESG, que em inglês significa Enviroment, Social and Governance, e traduzindo para o português significa a adoção de políticas relacionadas com a Sustentabilidade, com o Social e a Governança, vem ganhando espaço entre as empresas e os serviços compromissados com metas e formas de negócios que buscam gerar o menor impacto negativo ao meio ambiente, tendo ao mesmo tempo a preocupação com o bem-estar das pessoas.

Trata-se de um tema que tem motivos atuais que ressaltam sua ampla discussão e promoção, com um caráter de provocação onde as corporações e a sociedade observam seus preceitos e determinações. Porém, segundo o professor José Pedro Lins, especialista no assunto, pesquisas mostram que o ESG já é falado desde 1798, claro que com outra denominação. Ainda, de acordo com Lins, em 1987 foi criado o conceito do desenvolvimento sustentável, e o vocábulo ESG foi escrito e adotado em 2004.

E como trabalhar esse assunto no cotidiano das empresas? Para o professor Lins, funciona por meio de quatro pilares, que são os resultados econômicos, os impactos ambientais, as implicações sociais e a cultura governamental. No universo produtivo e econômico, as transportadoras de passageiros, por exemplo, podem se inserir no contexto por meio de suas gestões e resultados práticos. Se antes, as operadoras encaravam os temas de formas separadas, hoje é preciso haver integração entre todos os fatores envolvidos para se alcançar a tão almejada competitividade sustentável, a perenidade nos negócios e o uso da política ESG.

Na visão de Lins, prosperidade econômica anda junto com a equidade social, que anda junto com a governança, que deve abraçar a sustentabilidade ambiental. O risco climático fez surgir essa onda verde, que visa medidas e ações concretas para reduzir os efeitos causados pelo processo desenfreado de emissões poluentes. E, cada vez mais, as empresas intensificam o debate e a inclusão desse tema em suas filosofias administrativas.

Gerenciar riscos e oportunidades ao adotar o ESG é uma determinação que deve ser muito bem avaliada pelas companhias. E, na balança empresarial, as oportunidades precisam pesar mais do que os riscos, o que pode ser a grande diferença para o futuro dos negócios.   

Já Maria Constantino, engenheira ambiental e especialista em sustentabilidade, mostrou que o transporte coletivo é um meio de extrema importância para sanar as questões ecológicas que mais implicam na vida mundial. “O negócio do transporte de passageiros apresenta muitas operações sustentáveis, porém é preciso mais, é necessária a maior divulgação do setor sobre o que está realizando, qual o seu papel de agente transformador. Devemos diminuir os impactos negativos e potencializar os positivos por meio das entidades envolvidas com o segmento, como a ABRATI e o SETPESP, que possuem ferramentas para ajudar suas associadas, outras empresas e a própria sociedade no sentido de alcançar resultados ambientais práticos”, salientou.

Ela, ainda chamou a atenção para que haja uma melhora dos programas existentes que visam reduzir todo o passivo ambiental, bem como as emissões poluentes. “Ao trabalharmos com a mobilidade urbana, estamos voltando o olhar para o cidadão. A estrutura do transporte é um exemplo em como pode envolver seus colaboradores para alcançar os resultados mais positivos possíveis. Vejo que, sempre quando uma ideia é lançada nesse sentido, há engajamentos por parte das equipes de trabalho”, afirmou Maria.

Essas foram algumas percepções do webinar “ESG, Como se Preparar para uma Governança Sustentável”, promovido pela ABRATI (Associação Brasileiras das Empresas de Transportes Terrestre de Passageiros) e pelo SETPESP, que é o sindicato que congrega as empresas rodoviárias de ônibus no estado de São Paulo.  

Para a ABRATI, a agenda ESG entrou de vez no vocabulário dos negócios desde que suas premissas passaram a valer nas bolsas de valores como selo de qualidade para investidores. Esse compromisso tem mostrado sua força quando o assunto é lealdade e valor para uma marca, atraindo não apenas investidores, mas também consumidores cada vez mais conscientes, sendo assim, uma pauta de impacto tanto para grandes grupos empresariais como para empresas de menor porte.

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