Marcopolo e Scania, marcas parceiras do Grupo JCA

Um dos mais importantes conglomerados de empresas de ônibus renova sua frota de ônibus com os mais modernos veículos

Em meio à um setor que vive, nos dias de hoje, uma competição acirrada, seja com a aviação, pelo transporte feito por aplicativos ou mesmo o clandestino, tendo outros desafios que são as margens financeiras apertadas, a falta de motorista no mercado e uma gestão focada no equilíbrio e na melhor forma de atender o cliente, o Grupo JCA mantém seu programa de investimentos em tecnologia veicular com vistas à substituição de sua frota antiga e modernização de seu parque e serviços.

Além disso, o grupo fluminense reforça seu compromisso com a segurança, o conforto dos seus passageiros e com a sustentabilidade ambiental. Para isso, desde o segundo semestre do ano passado, ele investiu na renovação da sua frota rodoviária em 382 novos ônibus, representando um de R$ 1,4 bilhão no período de dois anos, com entregas programadas até o primeiro semestre de 2026. Segundo a direção do Grupo, isso irá acelerar a transformação do setor dentro das mais recentes conformidades regulatórias e ambientais.

E os novos ônibus têm carroçarias Marcopolo e chassis Scania, sendo 229 unidades do modelo K320 e 153 do K 450, para aplicações em linhas de curtas, médias e longas distâncias com várias configurações em serviços. Alex Nucci, diretor de Vendas de Soluções da Scania Operações Comerciais Brasil, lembrou que a história da relação comercial entre o Grupo JCA e Scania vem de longe, mostrando uma sinergia entre ambas no sentido da gestão e na forma de se manter no mercado. “Nós temos uma grande parceria que vem de anos, representando o amor pelo negócio e a valorização social, sendo que ambas as marcas buscam ser pioneiras em promover o melhor transporte, investindo em tecnologia com desenvolvimentos que elevam a qualidade dos produtos. Nos últimos 10 anos, o Grupo JCA comprou mais de três mil ônibus, com uma boa participação da marca Scania nessas renovações”, ressaltou o executivo.

Para Nucci, os aspectos envolvidos com a operação foram fundamentais nessa escolha pela marca Scania, pois as empresas do Grupo prezam por segurança, eficiência e gestão minuciosa dos serviços realizados. “Com nossos produtos, conseguimos entregar ao Grupo JCA muito mais do que uma simples venda. Nossas soluções tecnológicas promovem um melhor aproveitamento do veículo, com eficiência energética, economia de combustível, o controle de aceleração e um sistema que permite uma leitura da topografia por onde os ônibus rodam. Além disso, os serviços conectados dão ao operador muitos dados sobre as funções dos veículos e a maneira como os motoristas atuam. Trata-se de uma gestão completa”, observou.

Momento do anúncio da renovação da frota

A segurança é outro item que não passa batido. Para as empresas do grupo fluminense (Auto Viação 1001, Viação Cometa, Catarinense, Expresso do Sul e Rápido Ribeirão Preto) o tema é fundamental para o sucesso de suas operações. “O Grupo faz questão que seus novos veículos tenham todo um pacote tecnológico de segurança, como o ADAS, o retarder e o ESP, Programa Eletrônico de Estabilidade, além de uma arquitetura eletrônica que promovem muito mais informações. Não vendemos, apenas, um ônibus com as especificações solicitadas, mas sim damos suporte completo ao cliente”, lembrou Nucci.

Os modelos escolhidos

Dos 382 veículos, 178 foram são para a Auto Viação 1001 (25 unidades do modelo Double Decker com 68 poltronas, 23 do Double Decker com 54 poltronas e 130 unidades com um pavimento); a Catarinense incorpora 118 novos veículos (13 unidades do modelo DD com 68 poltronas, 47 do modelo DD com 54 poltronas e 58 rodoviários de um piso); e a Viação Cometa ficou 86 novos ônibus, (19 do modelo DD 68 poltronas, 26 do DD 54 poltronas e 41 rodoviários de um piso).

A Marcopolo mantém-se como fornecedora principal para o Grupo em termos de carroçarias. A marca gaúcha continua com a sua tradição em disponibilizar produtos já, amplamente, conhecidos pelas empresas que formam o grupo, como os modelos Paradiso 1200 e o Paradiso 1800 DD, todos da gama G8. Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais Mercado Interno e Marketing da Marcopolo, reforçou a importância de um cliente tão expressivo para os seus negócios e que é referência no segmento do transporte rodoviário, estando sempre em busca de produtos e veículos da mais alta tecnologia embarcada. “O Grupo JCA conta com carroçarias que trazem um elevado conceito de segurança, sendo um diferencial no mercado encontrado na gama G8. A Marcopolo participa da vida das empresas do Grupo há muitas décadas, quando, ainda, era Nicola. E, para continuar essa boa relação, temos desenvolvido soluções sob medida para as suas aplicações, proporcionando ainda mais eficiência, segurança, conforto e tecnologia”, informou o executivo.

Já o CEO do Grupo JCA, Gustavo Rodrigues, com mais de 20 anos de trajetória no conglomerado, destacou a totalidade da renovação da frota nos últimos tempos, quando foram adquiridos 650 novos ônibus entre o ano passado até o começo de 2026, quando serão entregues os últimos. Relativo ao negócio com a Scania, os novos veículos substituirão as unidades com motores Euro III, sendo que mais de 1.100 veículos estarão no padrão Euro VI de motorização. “Nosso foco é oferecer, sempre, uma experiência positiva aos nossos clientes por meio de conforto e segurança. Outro detalhe é a questão da eficiência operacional, escolhendo veículos de última geração que proporcionam o melhor rendimento e a economia de combustível. Com a chegada dos novos veículos da Scania com a Marcopolo e a integração de soluções digitais, estamos preparando o setor para um futuro mais limpo, eficiente e conectado”, ressaltou o executivo.

Novos ônibus chegam para aumentar a qualidade dos serviços e promover a maior sustentabilidade ambiental

O Grupo JCA tem uma frota com cerca de 2.500 ônibus distribuídos por suas empresas coligadas e, segundo Rodrigues, a chegada de novos ônibus contribui, ainda mais, com a redução da pegada de carbono oriunda do setor de transporte de passageiros. De acordo com o grupo, ao longo dos próximos cinco anos, os novos veículos já incorporados percorrerão mais de 176 milhões de quilômetros pelas estradas brasileiras e, somados aos demais ônibus Euro VI da frota, reduzirão em mais de 72,8 mil toneladas as emissões de CO² na atmosfera. “Ao retirarmos de operação todos os veículos Euro III conseguiremos reduzir volumes bem expressivo de emissões poluentes. Fizemos um alto investimento nesse sentido, porém, podemos dizer que estamos atentos em contribuir com o menor impacto ambiental. Também, precisamos estimular o uso do transporte coletivo e solicitar condições adequadas para que nossos veículos possam ter fluidez em pontos críticos das grandes cidades ao chegarem nos terminais rodoviários. São questão que poderão ajudar para alcançarmos a sustentabilidade ambiental”, afirmou Rodrigues.

Com maior valor agregado, os veículos rodoviários necessitam de uma condução especificada em torno da tecnologia embarcada, sendo que os motoristas são, constantemente, aperfeiçoados para praticarem o melhor na operação, sempre acompanhados pelos recursos incorporados que lhes orientam em como alcançar desempenho e segurança. “Temos um amplo programa de treinamento dos motoristas, além da valorização dos mesmos, pois sem eles nossos negócios não têm sentido. Por isso investimos expressivamente na conscientização de que o profissional alcance o seu melhor e seja reconhecido pelos melhores serviços prestados, com atendimento eficiente ao cliente”, disse Rodrigues.

Os novos ônibus contemplam dois modelos de chassis para nichos operacionais diversos

No tema da configuração dos seus veículos, o CEO destacou que vem operando veículos Double Decker com 68 poltronas (executivas e semileito), layout optado há alguns anos em virtude de alguns fatores que estão inseridos em nosso cotidiano em serviços. “Nessa última compra, 40% dos veículos são com dois pavimentos, configuração que era adotada em categorias premium. Hoje, não mais. Temos usado os Double Decker em operações, com o novo número de poltronas em aplicações que antes adotavam ônibus com um piso. Com isso, por meio da tecnologia e do planejamento, conseguimos operar esse tipo de veículo na baixa temporada com precificação das tarifas e, na alta demanda usando apenas um veículo, reduzindo nossa quilometragem, as emissões poluentes e o custo operacional”, explicou.

Desde 2017 que o Grupo vem adotando essa configuração, que se tornou uma tendência dentre o setor. Para 2026, uma nova renovação está programada, com vistas na aquisição de mais um bom volume de ônibus, entre 250 e 300 unidades, que dependerá de futuras negociações, sejam com a Scania ou com outra marca de chassi e até mesmo de carroçaria.

Uma história de longa data

A trajetória do Grupo JCA vem de longe, quando seu fundador, Jelson da Costa Antunes, com os seus 18 anos, resolveu entrar no ramo do transporte, com seu primeiro meio ônibus (em sociedade com o irmão mais velho), apelidado de “jerico”, um Chevrolet 1946 com carroçaria de madeira. Mas a vontade de ser proprietário sozinho de um ônibus foi maior, tanto é que algum tempo depois comprou um veículo e uma empresa, a Viação Líder, em Macaé, RJ. Dali viveu como motorista, mecânico e eletricista para expandir seu sonho em promover a mobilidade das pessoas.

Com as muitas oportunidades de negócios dentro dos serviços, Jelson resolveu investir no transporte na região de Niterói, cidade próxima ao Rio de Janeiro, se tornando o maior operador do estado fluminense, com 36 anos de idade. Matuto, com interesse em proporcionar o melhor, já naquela época, era comum estar presente em locais onde seus ônibus passavam ou paravam para observar sobre o que acontecia em relação ao bom atendimento, à condução segura e outros aspectos.

Mas, foi em 1968 que a grande cartada foi dada pelo empresário ao adquirir a Auto Viação 1001, com 200 ônibus, significando os primeiros passos para a sua consolidação no setor. Foi por meio dessa transportadora que Jelson, muitos anos depois, causou uma revolução no segmento ao adotar conceitos que não eram praticados, como os grandes investimentos na qualificação operacional, com atendimentos diferenciados aos clientes, modernização dos serviços e o uso de veículos de última geração.

E, com o crescimento de sua participação no setor, na década de 1990 Jelson expande seus negócios para fora do estado fluminense adquirindo, primeiramente, a Auto Viação Catarinense, Rápido Ribeirão Preto e Macaense. Contudo, a estrela sonhada pelo empresário era a Viação Cometa e ele a conseguiu, com a aquisição sendo concluída em 2002.

Com esse time de empresas, surge a holding JCA, hoje considerada uma das mais expressivas em termos de transporte rodoviário de passageiros no País.

As marcas Marcopolo e Scania estão presentes há muito tempo na operação, antes mesmo da formação do Grupo JCA

Imagens – Revista AutoBus, Divulgação e Reprodução

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