Abrindo a tampa do baú

Entre Atibaia e São Paulo, a estrada não oferecia condições favoráveis nas viagens

Uma aventura e tanto. Assim poderia ser descrita a viagem entre as cidades de Atibaia e São Paulo na transição das décadas de 1940 e 1950 pela antiga estrada SP 008, que ligava a zona norte da capital paulista com a cidade de Socorro. Alguns trechos dessa rodovia ainda existem e são utilizados, principalmente, na rota entre Bragança Paulista e as cidades do Circuito das Águas Paulista. De Atibaia até a capital, hoje, a viagem é realizada pela rodovia federal Fernão Dias (BR381).

Na imagem publicada nesta coluna de resgate ao passado, vemos um ônibus Chevrolet (com malas e encomendas acomodadas no teto) pronto para iniciar a sua viagem por estrada de terra, com muitas curvas, subidas, descidas e buracos (poeira na seca e chuva e lama no verão) para cumprir com a tarefa de levar passageiros até a cidade grande, num percurso que consumia mais de quatro horas. Atibaia, naquela época, tinha pouco mais de 19 mil habitantes (wikipédia), um pacato município formado por uma pequena concentração urbana e com muitas áreas rurais.

O início do trajeto começava na Praça da Matriz (Claudino Alves), junto ao Bar do Valentim, pois Atibaia, assim como a maioria de outras cidades daquele período, não contava com estrutura para o embarque e desembarque dos passageiros. Além do ônibus, quem preferisse, poderia ir à São Paulo de trem, tomando o mesmo até Campo Limpo Paulista e lá fazendo a baldeação para a composição que vinha de Jundiaí, seguindo até a metrópole.

Imagem – Acervo Renato Zanoni (in memoriam)

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Ônibus movido a biometano, por Juliana Sá, Relações Corporativas e Sustentabilidade na Scania

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